
O Expresso dedica esta sexta-feira duas páginas no primeiro caderno à manifestação pró-vida da semana passada e ao caso do Cocktail Molotov. De notar como o caso proporcionou que ao fim de muitos anos uma manifestação pró vida, que junta muito mais gente que a maioria das manifestações de esquerda com direito a directos, fosse notícia. No artigo é referida a participação de elementos da extrema-direita, detectada pelas “autoridades”.
Nele aborda-se, além da participação na marcha de elementos do movimento neonazi Blood & Honour, o envolvimento de Afonso Gonçalves, que “surge sempre rodeado pelo seu séquito, e que empunha uma bandeira de fundo branco e uma cruz azul — uma tentativa de ligar as origens de Portugal e o movimento antiaborto de cariz religioso”. Segundo o jornalista, Afonso Gonçalves está a ser investigado pela unidade antiterrorismo da PJ e foi constituído arguido por suspeitas de crimes de ódio. O articulista acrescenta que, em Novembro, o Expresso contabilizou “mais de 100 posts de ódio publicados num ano”. Jornalismo de investigação, bem se vê.
Só depois são dedicadas algumas linhas ao “incidente” causado “por um homem de 39 anos”, que lançou um engenho “semelhante a um Cocktail Molotov” para o meio da multidão, onde estavam mulheres e crianças. Embora não fosse exactamente um Cocktail Molotov (?!), uma fonte policial garantiu ao Expresso que “o que este suspeito fez foi muito perigoso. Se o engenho tivesse ardido poderia ter causado ferimentos ou mortes.”
Além da idade, sabe-se que o suspeito é de extrema-esquerda, que possui emprego estável e que o juiz determinou que se apresente diariamente numa esquadra da polícia, além de ter sido proibido de frequentar as imediações da Assembleia da República – podemos ficar descansados da próxima vez que subirmos a Calçada Da Estrela: fica garantido que naquele local o homem não voltará a atacar tão cedo. De resto, não se sabe o seu nome nem o tipo de mensagens que publica nas redes sociais, sejam elas de amor ou de ódio. Nem a organização em que milita. Não será isto tudo demasiado suspeito?
Ainda assim, a fotografia ilustrativa do artigo numa clara concessão do jornal à “boa-fé” em geral, mostra uma multidão de aspecto pacífico, composta por muitos jovens, rapazes e raparigas, empunhando cartazes coloridos. Será este ambiente salutar que o homem de 39 anos com a sua garrafa de gasolina pretende pôr fim?
Como escreve Rui Ramos hoje no Observador, “o branqueamento da extrema-esquerda e da sua violência articulou-se com a demonização da direita e das suas ideias. As esquerdas de governo [e o jornalismo, desculpem-me o pleonasmo] não tiveram escrúpulos em tratar conservadores, liberais e nacionalistas, à vez ou todos juntos, como ‘fascistas’, à velha maneira da propaganda soviética.”
Mas o Expresso e o jornalismo em geral escusavam de ser tão descarados. Qualquer dia ninguém acredita neles. Qualquer dia?
Fotografia Lusa, no Expresso
Ouvi no CMRádio às 17h (há pouco mais de meia hora)assim de "raspão" o sr Neves,agora MAI(e talvez ainda a acumular com a chefia da pj,pois consta que o lugar ainda não foi ocupado) dizer que era um caso de terrorismo, só não percebi bem(pois não ouvi na integra)do que estava a falar. Pelo histórico...
ResponderEliminarPercebe-se que depois de escrever " Qualquer dia ninguém acredita neles." O Autor achou piada e acrescentou " Qualquer dia ? "
ResponderEliminarEu também achei e sublinho; Qualquer dia ??
É que toda esta coisa é requentada, tresanda a bafio e flotilhas tristes, é seca, murcha e dela emana um insuportável cheiro a fúnebre e a morte.
Pior. A imaginação e a criatividade ainda são grátis desde que se tenha e seja capaz
Mas eles nem têm nem são
Deprimente
A verdadeira "notícia" do Expresso desta sexta-feira é o artigo de opinião de Cavaco Silva que nos "informa" sobre a necessidade do Governo implementar reformas estruturais.
ResponderEliminarO esquisito é que é referido que "o cocktail molotov, foi arremessado, numa garrafa, cheio de um líquido, inflamável, com um pano, em chamas. Felizmente, embateu, na estrada, molhando 100 a 200 pessoas, sem que tivesse explodido, com 20 crianças, incluindo 7 bebés, a serem atingidos, pelo líquido, inflamável, com cheiro a gasolina."
ResponderEliminarOra, sei fazer o tal "cocktail molotov", e mesmo que a garrafa, não "expluda", o líquido, que saísse, iria a arder. A imagem, que está, em vários sites e 100000000000000000000 perfis, em redes sociais, pelo menos, é de uma garrafa, de vinho, sendo que o pano está húmido e sem qualquer nota de ter ardido. Ora se era "líquido, inflamável, tipo gasolina", como é que não ardeu, sendo que salpicou "mais de 100 pessoas"? Se era algum tipo de gasolina, teria queimado alguém... ´
Curioso é ver, o Chega e o supremo líder, a exigir "50000 anos de prisão, para o terrorista", ao mesmo tempo que paga, defesa jurídica, de membros, de grupos Nazis, portugueses, que defendem matar pessoas, nas ruas, se não pagarem quotas, a certas personalidades, desses movimentos... esses não são terroristas, são "heróis nacionalistas" (palavras de Rita Matias, na CNN Portugal).
ResponderEliminarVá-se lá saber porque é que o Expresso considera Cavaco uma espécie de boi Ápis do regime.
ResponderEliminarE lá vão pedir-lhe a opinião quer o dia tenha amanhecido frio, quente ou assim assim.
E o homem não se ensaia nada para fazer de oráculo
E com ar solene revela a verdade revelada ; 2 + 2 são 4
Vou rever tudo o que tenho sobre Pavlov
Expresso e Público
ResponderEliminarPara papel de embrulho, são um bocado carotes
quem não é de esquerda só pode ser fascista neo-nazi.
ResponderEliminaro vinho era tinto ou branco? alentejano ou de Santa Comba?
ResponderEliminarUm ataque terrorista que só os jornalistas não "detectaram".
ResponderEliminarMais uma vez se prova que objectivo primal do jornalismo é a censura ao que é inconveniente para a narrativa e que a profissâo está tomada por activistas.
foi a palavra escolhida a dedo para não ter de definir o lado que agrediu.
Caro Manuel da Rocha, talvez seja de dar o seu contacto a ver se tamanho incompetente não falha na próxima...
ResponderEliminarO Expresso é o Jornal do Regime...
ResponderEliminarNão são activistas de coisa nenhuma.
ResponderEliminarSão só incompetentes, analfabetos e intelectualmente disléxicos.
Outra palavra importante para desviar as atenções foi
ResponderEliminarNão é interessante que os "jornalistas" não estejam nada interessados em saber quem é o dito?
Será que é alguém que afinal é bem de esquerda?
O Manuel da Rocha não bebe vinho.
ResponderEliminarSó bebe cocktails molotov, emborca-os aos 4 ou 5 de cada vez.
Um pobre de um atrasado com a mania que tem graça.
Um patetinha que nem escrever sabe, é só vírgulas.
ResponderEliminarO jornalismo de hoje está tomado pela esquerda da forma mais despudorada que se viu. Tratou-se a ocorrência durante a manifestaçãopró-vida, com demasiada brandura, como se fosse um fait-divers. No entanto, todos nos recordamos de como a CS não se calou (e bem) nem largou o osso durante dias e dias, quando alguém _dum grupo qualquer de teatro _ foi avo de ataque de um indivíduo conotado com a extrema-direita. As motivações e o fanatismo dos agressores são bem evidentes em ambos os casos, assim como a violência destes dois energúmenos ficou bem explícita. Ora, entre extrema-esquerda e nazis não vejo onde está a diferença...é tudo a mesma canzoada. Contudo, a falta de ética profissional e o dever de rigor, isenção e imparcialidade de certo "jornalismo" são deixados à porta das redacções, para que entre somente _e à descarada_ o activismo "selectivo" de esquerda.
ResponderEliminarClaro! Põe dúvidas?! Por isso andam com estes paninhos quentes a omitir esses detalhes _ traindo o dever de informar próprio do jornalismo _ e pegam no assunto com "pinças" para obedecerem à voz do dono.
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ResponderEliminarNão me parece é correcta a expressão "certo jornalismo" pois pressupõe que há outro jornalismo.
ResponderEliminarMas não há. O "certo jornalismo" é mesmo a totalidade da coisa; pindérico, pobrezinho de ideias arrumadinho em esquemas e manhas e manco de criatividade.
E é evidente que está funcionalizado ganhou tiques e vícios de repartição
e em minha opinião não tem cura
O único que foge ao retrato dado é o Correio da Manhã obviamente uma excepção
Mais um exemplo.. como são de esquerda são activistas, se fossem de direita seriam extremistas.
ResponderEliminarCaro De cele.e.sela
ResponderEliminarO seu post fez lembrar uma questão que nunca vi cabalmente esclarecida em lado nenhum:
Que raio afinal é ser de Esquerda ou ser de Direita ??
Porque o que mais se vê por aí são pseudo-Esquerdas que mais não são que Direitas retintamente burguesas e supostas Direitas a que não faltam revolucionarios toques de esquerda.
Não tem grande importância até porque bem vistas as coisas temos apenas rótulos, faz de conta e no fundo no fundo, a portuguesissima Sopa Turva
Os média foram tomados e as Instituições em geral também. Uma boa explicação para isso está naquilo a que ainda chamam de universidades, o canal YouTube La Voz de Scruton explica muito bem o que aconteceu às universidades, especialmente após a segunda Guerra mundial.
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