
O Instituto Mais Liberdade (de que sou sócio e pago quotas) tem o saudável hábito de publicar coisas como o boneco acima, com factos.
Bem conheço a conversa de que os espíritos pequenos discutem factos, os espíritos médios discutem pessoas e os grandes espíritos discutem ideias, mas discutir pessoas e ideias esquecendo os factos não é para mim.
Não sei o suficiente do mercado do trabalho para discutir as não sei quantas propostas de alteração que estão em discussão, nem tenho vontade de ir estudar cada uma dessas propostas, compreendendo o seu contexto e imlicações, de maneira que escrevo quase nada sobre este assunto.
Mas olhando para o boneco acima só me consigo lembrar das discussões sobre ordenamento do território: começa-se na descrição de um território desordenado, para se passar para uma defesa apaixonada da legislação em vigor, em que se desenvolveu o tal desordenamento do território, e depois se concluir no ataque feroz e sem quartel contra qualquer alteração que alguém proponha, com o objectivo de ver se é possível um resultado melhor que o que foi produzido pelo contexto existente.
Não há dúvida que há uma "defesa apaixonada da legislação em vigor". Realmente para quem vive num país onde 16% dos contratos são a prazo e a precariedade jovem é um desporto nacional, o problema deve ser mesmo por estarmos todos "abraçados" às leis.
ResponderEliminardeixou de haver empregos de longa duração exceto no estado.
ResponderEliminara tecnologia alterou o tipo de empregos. os sindicatos continuam no séc. XIX.
não tarda seremos ultrapassados por Timor Leste
Sempre me pareceu que as Leis do Trabalho em Portugal são tendenciosas, de facção e pendendo descaradamente a favor do Trabalho, acabam funcionando contra o trabalhador.
ResponderEliminarSão herdeiras da fixação e ênfase que o Estado Novo punha no Trabalho, na Família e na Ordem como valores hierarquicamente superiores á economia e negócios.
Penso que uma entidade Patronal devia poder contratar e despedir de forma simples e rotineira, conforme á conveniência dos negócios.
E um trabalhador poderia igualmente, despedir-se sem mais, se por qualquer razão o trabalho deixasse de lhe convir, ou encontrasse melhor.
Os horários de trabalho também, deveriam ser passíveis de flexibilização por acordo e conveniência das partes.
Talvez parecesse um bicho de sete cabeças inicialmente, mas logo os vantagens e plasticidade do sistema se imporiam com ganhos evidentes para empresas, trabalhadores e economia.
No aspecto particular de o que se aprende em Escolas e Faculdades corresponder ou não ao que a Economia precisa, penso que a Instrução e Cultura são valores que não tem de subordinar-se nem estar ao Serviço seja do Capital, Capitalismo ou Trabalho.
As pessoas devem estudar, porque é melhor ser Instruído e se possível culto do que ignorante e bronco.
Se quiserem estudos específicos e especializações isso vem a seguir e é com cada um
Há também um aspecto nunca falado e que é a hiper valorização dada á Instrução e Saber aprendidos na Escola e Universidade e a pouca ou nenhuma valorização dada ao que se aprende na Empresa ou na Investigação de campo, como se não fossem equivalentes não raro superiores.
Outra vantagem duma descomplicação das coisas seria o desaparecimento e extinção da fauna que sobrevive a custa da defesa do Trabalhador, numa luta penosa, ignorada e desnecessária.
O ambiente só teria a ganhar e reduzia-se enormemente a quantidade de CO2 e poluição verbal na atmosfera
E agora vou comer carapaus á moda do Algarve
Parte do pouco dinamismo do mercado de trabalho e do desemprego de longa duração deve-se à maior parte das pessoas habitarem casa própria, ou seja, nada tem a ver com a legislação laboral. As pessoas, presas que se encontram à casa que compraram, têm dificuldade em procurar emprego noutra região do país.
ResponderEliminarCarlitos, pá! Falta-te mesmo o 3° neurónio ( o tico e o teco a bater não chegam para dazer faísca). O tema do post é precisamente esse. Com tanta lei e tanta proteção do mercado de trabalho, a economia não consegue gerar emprego de qualidade. Os instalados estão protegidos, os iniciantes estão @#€didos.
ResponderEliminarTal e qual o exemplo do ordenamento do território. Ao fim de anos de aperto na legislação, todos dizem que está uma desgraça. Quando se tenta mexer alguma coisa, lá vêm os mentecaptos do costume berrar na defesa da lei. Na verdade, Carlitos, como bem instalado na vida, a situação actual serve-vos perfeitamente. Permite-vos manter os privilégiozitos, passando-vos por tipos muito competentes e capazes ao mesmo tempo que andam por aí a manifestar virtude na defesa dos explorados.
Em Portugal fruto de uma mentalidade corporativista socialista do mundo do trabalho as empresas são vistas como as más da fita poucos se dão ao luxo de pensar que é básicamente nas empresas que a riqueza de um país se cria e que uma organização de trabalho adequada entre os interesses das empresas e dos trabalhadores é fundamental para o desenvolvimento da economia do país e o bem estar de quem trabalha os salários só subirão na medida (entre outras coisas) em que a organização do trabalho nas empresas permita que a produtividade cresça e para isso são precisas leis adequadas aos dias de hoje e que reflitam relações de trabalho justas
ResponderEliminarNão podemos parar no tempo isso é estarmos condenados ao fracasso á miseria ao abandono do País pelos mais capazes ao subdesenvolvimento.
É incrível como gente (esquerda e extrema esquerda socialista)tão aberta nos costumes onde promoveram leis e práticas educacionais aberrantes lesivas do nosso tecido social e das nossas crianças sejam tão retrógradas e reaccionárias nesta questão pertinente e fundamental para o desenvolvimento do País e melhoria de vida para todos
Eles cresceram formatados exactamente como diz depois veio a fase da rigidez e esclerose.
ResponderEliminarAgora é tarde !!
Nada a fazer
Ó Mariquinhas Sousa, estás aí todo indignado com os "instalados", mas escreves como quem passou a vida a tentar saltar o muro do condomínio fechado e, como não conseguiu, decidiu que a culpa é da fechadura.
ResponderEliminarQueixas-te das leis laborais como se fosses o Elon Musk de Massamá, mas aposto que se o teu patrão te pedisse para trabalhar um feriado sem pagar, eras o primeiro a correr para o sindicato a chorar por "direitos adquiridos". Acusas os outros de defenderem os explorados por privilégio, enquanto tu defendes a precariedade... porquê? Por masoquismo? Ou porque achas que, se o chicote for mais forte, um dia o dono da xafarica deixa-te segurar no cabo?
Continua lá a bater no teclado com essa fúria de quem descobriu o "liberalismo para totós". Enquanto isso, os "mentecaptos" que defendem a lei vão tentando garantir que, quando finalmente fores substituído por uma IA (que, convenhamos, tem mais carisma), ainda tenhas direito a um subsídio qualquer para ires comprar o Lexotan.
Portugal é o único país do mundo onde o mundo do trabalho derrotou o capital. É um facto evidente, conforme unanimizam os comentadores do post.
ResponderEliminarFactos são como os chapéus, há muitos, mas agora fiquei a saber que correspondem também a “bonecos”.
ResponderEliminardeixou de haver empregos de longa duração exceto no estado
Um primo (em segundo grau) meu trabalha há mais de 30 anos como operário da Revigrés.
ResponderEliminarConcordo
Isso de criar raízes numa comunidade é um dos alicerces de uma sociedade decadente. Qualquer sociedade evoluída assenta num modelo de mochila às costas. Ainda mais num país como Portugal, em que o território é homógeneo em termos de oportunidade e mercado de trabalho.
vive no passado
ResponderEliminarDesde que receba no presente...
ResponderEliminarEh! Eh!
ResponderEliminarEm cheio. Saiu a cassete toda. Todo o chorrilho de um socialista sempre, sempre ao lado do povo, mas sem misturas. A deitar virtude do sofá...
Ó Carlitos, vai dar banho ao caniche...
Concordo por inteiro com o hps
ResponderEliminarEnquanto não existir um tratamento igual entre trabalhadores do público e privado, o país não irá avançar.
Esqueceram-se de alguns quadros comparativos.
ResponderEliminarQue tal comparar o valor dos salários com os dos outros estados da UE.
E o valor e a duração do subsídio de desemprego
E o número de inspeções levadas a cabo pelas autoridades reguladoras do trabalho, e o valor das respetivas multas.
E o número de trabalhadores que vão para o desemprego devido a falências de empesas que não recebem os ordenados em atraso,