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Eis acabada de chegar às minhas mãos a prometida obra maior de Tomás A. Moreira, meu amigo e companheiro de luta nas lides monárquicas, o livro “No Terramoto de 1975” (que bem esgalhado o título!). Trata-se de uma minuciosa investigação documental, recolha de testemunhos e relatos de uma iníqua e revoltante história da prisão, no início do Verão Quente, do seu pai Ruy Moreira, o empresário de sucesso e fundador da fábrica Molaflex pelo poder revolucionário, cujos operários da fábrica ousaram confrontar, mesmo assim sem sucesso. Em consequência disso foram oito meses de cárcere sem julgamento ou culpa formada, um inferno infligido pelo poder militar pró-comunista a um homem inocente. Por apurar estão aos dias de hoje número de prisões arbitrárias ocorridas nesse período negro da nossa história de que me lembro bem, que se calculam terem sido acima de um milhar.
A obra, que é também um acto amor filial, será apresentado na próxima terça-feira dia 10 às 18,30hs na livraria Buchholz em Lisboa pelo historiador Rui Ramos. Estamos todos convidados.
ResponderEliminarna próxima terça-feira dia 10 na livraria Buchholz
A que hora?
Todos nos lembramos do desvario e correrias que foram esses dias.
ResponderEliminarDias de exagero, absurdo e loucura para esquecer.
E se houve má fé (sei de casos em que manifestamente houve) o mínimo que se pode dizer é que também houve e de que maneira, generosidade, entrega e ajuda aos mais fracos (e isto inclui ajuda e proteção a fracos que antes tinham sido fortes)etc.
Acho, sempre achei que a revolução, não só os dias do golpe mas até para aí o fim de 76 teve luzes e sombras, pouco a recordar e muito a esquecer