"Mas há um sentido mais existencial, e por isso mesmo mais grave, na queda de um príncipe. Não é apenas, nem sequer é sobretudo, a ideia de monarquia que é atacada com isto. É a própria ideia de elite. E a elite, a preservação das elites, importa ser defendida em modos mais convictos do que na sua versão aguada, que consiste simplesmente em acreditar na justiça social que leva os melhores (seja lá o que isso for) a serem recompensados. A ideia de que as elites devem ser preservadas, de que um país perde quando não procura manter os privilégios – essa palavra tão infame no vocabulário moderno – das suas elites perdeu todas as defesas que um dia pareceram óbvias e vale a pena recuperar algumas."
Carlos Maria Bobone no Observador.
O abtigo príncipe André é um verdadeiro homem da elite, daqueles que preserva o valor mais elevado para os monárquicos e católicos: a violação de menores de idade.
ResponderEliminarInveja
ResponderEliminarNão foi o Santayana que resmungou umas coisas acerca do assunto?
ResponderEliminarDe qualquer modo, as elites passaram à clandestinidade, que agora somos todos iguais e muito ufanos disso. Quando muito há uns mais iguais, mas não vamos falar disso, é desinformação (como chamam agora aos antigos "boatos da reacção").
Exactamente. Por falar em mais iguais que outros ainda agora vi(blog juridico aqui no sapo) que temos um grave problema de "antigiganismo" ou lá o que é, cá no Rectângulo diz o não sei das quantas lá do conselho da Europa. (Não confundir com conselho europeu da UE)
ResponderEliminarPreservadas, a qualquer custo. Concordo
ResponderEliminarElites sempre houveram e sempre haverão.
ResponderEliminarAntigamente havia o "confronto" entre o povo e a aristocracia (os senhores feudais).
Mais tarde apareceram os burgueses (muitos deles saídos do povo) que enriqueceram com o comércio.
Depois surgiram as os capitalistas industriais.
Muitos aristocratas tornaram-se revolucionários e contribuíram para o fim do Antigo Regime em França.
O "confronto" passou a ser entre conservadores e revolucionários (entre direita e esquerda).
Surgiram sempre "novas elites", nos sindicatos, na função pública e na universidade, mas as principais eram os capitalistas que passaram a dominar o sector financeiro.
A renovação das elites vai continuar.
A "imposição de uma opinião" - era no Ortega y Gasset que eu estava a pensar.
ResponderEliminarClaro que as elites vão continuar.
ResponderEliminarMudam de visual e estilo, mas é um up to date adaptativo.
Antes aparentavam classe e faziam trinta por uma linha para serem estilosas e distintas, porque o "modelo" da nobreza (a quem tinham cortado as cabeças) ainda estava perto.
Agora aparentam um ar xungoso e rasca para dar uma de Povo, que é o que está a dar.
Mas são elites á mesma ainda que com um people e um look diferente.
É como os políticos. Antes procuravam ter um ar grave e sério.
Agora aparentam descontração e dizem baboseiradas.
Mas não se iludam; nada mudou, tudo como dantes e a ideia continua a ser depenar os gansos, obtendo um Máximo de penas, com um mínimo de berros.
Claro que vai continuar. Nos corredores partidários é uma azáfama, preparando as Juventudes respectivas para as coisa Pública, que é como se chama agora o tacho respectivo, o lugarzinho estratégico, a promoçãozinha refúgio para o caso de recuo forçado.
ResponderEliminarComo agora se diz; nunca vai descontinuar