No pós guerra há um conjunto de pessoas que escrevem peças de teatro que depois acabam agrupadas sob o chapéu de teatro do absurdo.
Uma das suas características era o desligamento da realidade de muitas partes desses textos, opção absolutamente consciente por parte dos autores, evidentemente.
Agora temos o jornalismo do absurdo, com muitas características semelhantes ao teatro do absurdo, infelizmente sem muitas outras.
O desligamento da realidade não parece ter objectivos intelectuais nenhuns nem ser uma opção consciente dos jornalistas, pelo contrário, é o resultado prático do absurdo não estar nos textos, e não nos seus autores, como no teatro do absurdo, mas estar nos autores, no caso do jornalismo do absurdo.
Lembrei-me de escrever esta trivialidade ao ver um título hoje que dizia que, cinco dias depois, Montenegro respondia às críticas com apoios.
Para quem escreveu e decidiu publicar este título, como a realidade não existe, existem apenas discursos sobre a realidade, se um governo desenha um conjunto de medidas, isso não resulta da vontade do governo actuar sobre a realidade, mas apenas da vontade do governo se defender dos discursos de terceiros sobre a realidade.
as autarquias do interior existem na sua maioria para ''sacudir a água do capote''.
ResponderEliminarTem o jornalismo do absurdo, o da mentira e o do engano á conta do cigano.
ResponderEliminarNa verdade não jornalismos vegetando numa ecologia de indiferença, ileteracias e faz de conta.
Isso e moço de recados, mais graxismo, encomendas e trás e leva.
Jornalismo. Pois. Vou ali e já volto