segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O jornalismo do absurdo

No pós guerra há um conjunto de pessoas que escrevem peças de teatro que depois acabam agrupadas sob o chapéu de teatro do absurdo.


Uma das suas características era o desligamento da realidade de muitas partes desses textos, opção absolutamente consciente por parte dos autores, evidentemente.


Agora temos o jornalismo do absurdo, com muitas características semelhantes ao teatro do absurdo, infelizmente sem muitas outras.


O desligamento da realidade não parece ter objectivos intelectuais nenhuns nem ser uma opção consciente dos jornalistas, pelo contrário, é o resultado prático do absurdo não estar nos textos, e não nos seus autores, como no teatro do absurdo, mas estar nos autores, no caso do jornalismo do absurdo.


Lembrei-me de escrever esta trivialidade ao ver um título hoje que dizia que, cinco dias depois, Montenegro respondia às críticas com apoios.


Para quem escreveu e decidiu publicar este título, como a realidade não existe, existem apenas discursos sobre a realidade, se um governo desenha um conjunto de medidas, isso não resulta da vontade do governo actuar sobre a realidade, mas apenas da vontade do governo se defender dos discursos de terceiros sobre a realidade.

2 comentários:

  1. as autarquias do interior existem na sua maioria para ''sacudir a água do capote''.

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  2. Tem o jornalismo do absurdo, o da mentira e o do engano á conta do cigano.


    Na verdade não jornalismos vegetando numa ecologia de indiferença, ileteracias e faz de conta.


    Isso e moço de recados, mais graxismo, encomendas e trás e leva.


    Jornalismo. Pois. Vou ali e já volto 

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