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Confrontado ontem pelo meu filho mais novo que no último ano se estreou a votar, procurando conselho para as eleições presidenciais de domingo e suas especificidades, acabei fazendo com a ajuda da minha mulher, uma análise na medida do possível isenta das opções em jogo. Tendo começado por referir a minha posição de princípio em relação ao regime de chefia de Estado a vigorar em Portugal, que ele bem conhece, chegámos à conclusão de que, os 4 candidatos com hipóteses de ganhar na 2ª volta, se encontram todos no espectro político do centro, na partilha dos valores fundamentais que regem a nossa democracia liberal. Tendo em conta que ao nosso Presidente da República não lhe cabe governar, nenhum dos quatro exibe diferenças de monta, que não sejam questões meramente de aparência pessoal. As dissemelhanças dos seus distintos perfis não fazem prever grandes disparidades no cumprimento do cargo. O que está em equação, portanto, é uma questão de mais ou menos empatia pelo personagem e sua pose. Daí que o meu rapaz poderá fazer a sua escolha sem dramas, foi a conclusão a que cheguei, para com os meus botões.
Ora, esta reflexão difere em grande medida com o dramatismo evidenciado na campanha eleitoral, que sucedeu mais de um ano de foco dos media no tema, um autêntico massacre de análises e argumentações que nos vem alienando do que é crucial para as nossas vidas nos dias que passam. Foi de facto berraria a mais por demasiado tempo sem um propósito útil que se alcance, a não ser uma furiosa competição por audiências entre órgãos de comunicação social e seus comentadores. Nada de fundamental esteve ou estará em jogo nesta eleição, apesar de algumas proclamações de jornalistas mais excitados. O caso não merece que se carregue nas cores e se acenem fantasmas.
Pela minha parte no domingo farei aquilo que sempre fiz desde 1986. Como monárquico não me deixo enredar na ilusão colectiva a que tanto aderem por esta altura. Só fico a rezar, que, seja qual vier a ser o próximo usurpador do Palácio de Belém, não nos envergonhe demasiado.
Essa pose de "monárquico que reza contra o usurpador" é de um dramatismo de ópera de província que chega a ser fofo. Estar há 40 anos a votar com o mindinho levantado, convencido de ser o único lúcido num hospício, quando na verdade é só quem fica à porta da festa a dizer que a música está alta e que o champanhe é de marca branca.
ResponderEliminarDizer que o filho pode escolher "sem dramas"? Claro. Para quem vive à espera de um D. Sebastião que venha num Uber, qualquer Presidente é apenas um porteiro de luxo em Belém. O problema não é a "ilusão coletiva"; é o facto de a realidade insistir em acontecer sem pedir licença ao brasão.
É por demais evidente que o próximo Presidente da República desempenhará com Brilho e Honra as suas Altas Funções.
ResponderEliminarEspero que use a sua palavra e influência para convencer os Deputados da Nação da extrema parvoíce que é o dia de "reflexão".
A ver se já as próximas eleições ocorrem no dia seguinte ao último dia de Campanha.
Limpar a má criação dos blogs melhora a sua salubridade.
ResponderEliminar"Pela minha parte no domingo farei aquilo que sempre fiz desde 1986. Como monárquico não me deixo enredar na ilusão colectiva a que tanto aderem por esta altura. Só fico a rezar, que, seja qual vier a ser o próximo usurpador do Palácio de Belém, não nos envergonhe demasiado"
ResponderEliminarConcordo.
Nunca votei em presidenciais, não reconheço legitimidade ao regime republicano.
Desta vez não posso ficar de braços cruzados a ver uma pseudo -virgem a difamar um Senhor.
Na vida e na política não pode valer tudo.
O último será o Primeiro
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ResponderEliminarEste governo de Montenegro depois da forte canalhice de apoiar a ida do comunista Costa para Bruxelas, tem o forte descaramento de querer implementar o voto electrónico.
O pretexto é facilitar a vida aos eleitores quando o real objectivo será acabar com o sigilo do voto, manipulação e fraude eleitoral em futuras eleições.