sábado, 17 de janeiro de 2026

Reflectindo

Corina Machado ganhou o prémio Nobel da paz.


Se quisesse vender a medalha, pôr o diploma no prego, dá-lo como recordação aos filhos, ninguém a chateava e toda a gente percebia que ela não estava a atribuir o prémio Nobel a ninguém, estava simplesmente a fazer um gesto de necessidade, delicadeza ou desprezo pelo prémio que recebeu que, na hipótese mais séria, não seria mais que gesto simbólico.


Acontece que Corina Machado, em vez de fazer isso, resolveu, simbolicamente, dar a traquitanada que vem com o prémio a Trump, depois de Trump ter feito o favor ao mundo de retirar um tipo que se dizia presidente da Venezuela, apesar de parte do mundo, Portugal incluído, não lhe reconhecer esse estatuto, do seu lugar de poder a partir do qual perseguia os inimigos, que incluem Corina Machado, para o pôr numa cadeia, enquanto decorre um julgamento.


Até aqui, tudo normal, uns gostarão e aprovarão o gesto, outros não, mas todos sabem perfeitamente que se trata de uma coreografia simbólica com objectivos políticos.


O que merece reflexão é a quantidade de gente, incluindo os que atribuem os prémios Nobel, que resolvem fazer uma leitura literal da coreografia, para o que precisam de fingir que não sabem que o prémio não é a traquitanada que vem com ele, medalhas, certificados e afins, para poder esclarecer o mundo, que está fartinho de estar esclarecido, que quando um atleta olímpico põe a sua medalha de ouro no prego, não é quem compra que passa a ser campeão olímpico.


E se ocupassem o vosso tempo em alguma coisa de útil, por exemplo, como fez o anónimo que aproveitou o seu tempo para comentar este post, defendendo a minha honra desinteressadamente, explicando, com razão, que peão de brega, sim, agora chamar-me intelectual, francamente, não cabe na cabeça de ninguém.


Muito obrigado, ao anónimo em causa, vai começando a ser raro haver quem, desinteressadamente, reponha a verdade dos factos quando me chamam nomes injustificadamente.

15 comentários:

  1. O Ladrões ainda existe... há quanto tempo

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  2. Incompetênvia, ignorância ...e clamorosa falta de chá, a mulherzinha...
    Juromenha

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  3. Por regra na imprensa, rádio e televisão tudo se resume ao que disse Montenegro, ao que fez o Presidente, á reação do PS e coisas do género.


    Hoje está mais fluido e transparente, o Internacional tem mais relevo, até aquele toque de Gato Pingado nos noticiários desapareceu.



    Todos os dias deveriam ser Dia de Reflexão 😸 

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  4. gostava de saber o que acontece às ''merdalhas'' atribuídas pelos variados emissores: públicos e privados.

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  5. Nada se salva, mas Corina ao menos, sabe o que faz.
    O prémio nunca devia ter sido atribuído a Corina, como nunca devia ter sido atríbuído a Obama ou a Aung San Suu Kyi, ele per ter sido no início do mandato, antes de fazer qualquer coisa para o merecer, ela, tal como Corina Machado, por ser então apenas uma líder de oposição sem provas dadas na governação. Aung San Suu Kyi viria a mostrar-se nada merecedora enquanto exerceu o poder, Obama só pelo que fez na Síria com Hillary como secretária de Estado, também o desmereceu.
    Mas Trump é o que é. Para obter qualquer coisa dele há que bajulá-lo, não criticá-lo. Poucos o compreenderam. Mark Rutte que, no entanto, parece ter falhado na Gronelândia, se calhar mais pela precipitação de Mette Fredriksen, Alexander Stubb e Girogia Meloni, que conseguiram alguns resultados, enquanto Merz e von der Leyen, também presentes, nem se ouviram. Como latina sul-americana Corina, teatrizou a bajulação mas só assim terá alguma hipótese de obter o possível.
    A Venezuela tem cerca de 2 mil generais e almirantes (o mesmo dos EUA para efectivos 10 vezes superiores) todos promovidos por lealdade política e pagos por verbas do petróleo e luvas de traficantes. A oposição não tem apoio militar e, se Trump lhe tivesse entregue o poder, teria de colocar tropas americanas no terreno e, mesmo assim, talvez não evitasse uma guerra civil.
    Removido Maduro, ficaram três grupos de poder. Delcy e o marido, o ministro do interior, Diosdado Cabello e o minstro da defesa Padrino López que controlam as forças armadas e policiais e as milícias armadas.
    Creio assim que o máximo que Corina possa alcançar, é a remoção dor Rodrigués, Delcy e o irmão e um acordo com um dos dois ministros e eliminação do outro. Não parece fácil mas só Trump o poderá concretizar. Por isso percebo Corina.

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  6. Concordo 
    Etiquetar e insultar pessoas só porque discordam da nossa ideologia ou opinião só demonstra fraqueza intelectual e emocional. Vá lá que não o mandou viver para um país neoliberal...

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  7. Asneira, e também clamorosa, da minha parte : o comentário tinha a ver , òbviamente, com a criatura que faz de embaixadora em Moscovo , referida no 2post" anterior.
    Mea culpa.
    Juromenha

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  8. Corina deu a medalha a Trump mas, e o dinheiro do prémio? Ficou ela com ele? Acho mal...

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  9. Investiu em trump bitcoin.

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  10. Na escola também convinha cair nas boas graças do rufia do recreio. Não só ajudava a não levar uns tabefes, como podia ele dar jeito caso se precisasse de acertar o passo a outro.
    O único problema era mesmo quando ele se passava e inevitavelmente éramos nós o alvo. Mas como dizem os gauleses, vamos sonhar que amanhã não é véspera desse dia.

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  11. Ora. Também o Trump já tem massaroca que chegue 

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  12. Corina não tinha alternativa. Se assim não procedesse seria o seu fim com Trump. Não se caçam moscas com vinagre.
    Ponham-se no lugar dela?

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  13. Ladroes de bicicletas, arrastao, 31 da armada... o meu pipi... outros tempos.

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  14. 31 da Armada, um dos melhores blogs de todos os tempos 

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