O que diz Augusto Santos Silva sempre teve pouco interesse, como de maneira geral acontece com as pessoas que são verdadeiramente sectárias (poderá haver interesse em ouvir sectários em matérias específicas em que realmente tenham qualificações sólidas, mas não em matérias gerais, diria eu).
Acresce que Augusto Santos Silva se considera a si próprio como um político relevante, sem que até hoje se perceba porquê (desempenhou dezenas de cargos políticos, incluindo ser ministro várias vezes, e ninguém sabe o que verdadeiramente contribuiu para a comunidade, lembrando-se dele, essencialmente, como um trauliteiro).
Por razões também pouco claras, resolveu fazer de king maker nas presidenciais, com o resultado conhecido: ninguém ligou nenhuma às suas diatribes, tendo apenas como resultado reforçar a ideia de que a candidatura de António José Seguro era uma candidatura decente.
Como também por vezes acontece às pessoas muito inteligentes (e convém lembrar a afirmação recorrente do meu pai de que nunca foi inventada uma maneira de medir a inteligência), embrulhou-se na sua inteligência abstrata, repudiou António José Seguro, e anda agora no mato sem cão, completamente perdido.
Poderia simplesmente guardar de Conrado o prudente silêncio, mas preferiu fazer mais uma pirueta argumentativa para dizer que não apoia Seguro, mas como nenhum candidato serve para presidente e, apesar de tudo Seguro é o menos mau, enfim, é fazer as contas.
Este contorcionismo argumentativo reflecte uma coisa que parece evidente, há muito tempo: qualquer pessoa de esquerda que queira impedir que Ventura vá à segunda volta (depois das expectativas que criou, não ir à segunda volta será uma clara derrota para Ventura, mesmo que tenha uma votação razoável), só tem como opção votar em Seguro.
Apenas pessoas muito, muito, muito inteligentes é que são capazes de ver outras hipóteses.
Parabéns pelo texto que retrata com singular nitidez uma das maçãs que sempre envenenou a cesta do PS.
ResponderEliminarO grande "democrata" que sugeria porta lateral na AR por onde entraria André Ventura, esquecendo o básico da Democracia:
Se André Ventura lá está, é porque o Povo quer que lá esteja.
E se o Povo, sendo o Soberano, quer lá o André Ventura a Representá-lo, o democrata encartado, por mais pintado que seja, só tem de meter a viola no saco, aceitar o facto e calar o bico.
Augusto S. Silva trauliteiro ?
ResponderEliminarE não seriam as vozes mais que as nozes ?
Meio Rabecaz, meio Abranhos...e careca na totalidade...
ResponderEliminarJuromenha
a esquerda do ''retângulo'' passou de '' múmia paralítica'' a fóssil. não se aperceberá nunca que o mundo estará sempre em contínua mudança. andam todos muito frustrados e borram-se perante o Chega. entre esquerda e direita há um inversão da tendência para esta última. as tevezinhas andam muito desnorteadas porque vivem do espetáculo ainda que indecoroso: idem para a imprensa em 'saldo de fim de estação'. o futuro do País fica para as ''Calendas gregas''.
ResponderEliminarNo lugar de António José Seguro, apressava-me a fazer um Comunicado, atestando ser uma subida honra, não ter o apoio de um personagem tão ruim.
ResponderEliminarE á tarde fazia outro Comunicado a confirmar o primeiro.
Cuidado com as nozes, Carlitos Bot, fazem alergias ...
ResponderEliminarCaro M Sousa
ResponderEliminarNão tenho nada contra ou a favor, da sua fixação pelo Carlitos Bot, nem das suas alergias.
Acontece que não sendo eu o Carlitos Bot, muito lhe agradecia se fosse chatear outro.
Acresce que não ter o apoio do personagem em questão, é uma formidável mais valia para o Candidato António José Seguro.
ResponderEliminarSinceros Parabéns
Parece-me que a "importância" que este personagem, a si próprio atribui advém de se considerar um lutador "anti-fascista".
ResponderEliminarAcontece que o fascismo aconteceu na Itália de Mussolini e por aí se finou.
Assim lutar contra o "Fascismo" num Portugal sem Fascismo, lembra o Cavaleiro da Triste Figura, que ficava maluco só de ver um moinho.
A propósito da recente celeuma sobre a participação de Candidatos á Presidência participarem num Conselho de Estado, é óbvio que por uma questão de equanimidade, a coisa deveria ser adiada ou cancelada.
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