terça-feira, 25 de novembro de 2025

Viver na normalidade

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Penso que pouca gente razoável não se congratula com os acontecimentos de há 50 anos, que travaram uma tomada de poder à força pela esquerda do PCP e de outros credos mais finos, e deram início a uma lenta ocidentalização da nossa democracia. Muitas duras batalhas foram travadas até chegarmos perto de alguma normalidade, aí nos anos oitenta, com a revisão da Constituição e a integração europeia. Mário Soares era ufano desse trajecto patriótico, já Sá Carneiro e Amaro da Costa não chegaram a usufruir dos resultados da dura luta que travaram pela liberdade. Foram tempos realmente difíceis.


O PS comete um erro grave ao assumir ambiguidade na celebração do 25 de Novembro. Percebe-se a atracção exercida pelo espaço à sua esquerda quando pragmaticamente se aliou à esquerda revolucionária, digamos assim, para arquitectar a geringonça. A factura chegou depois, e com juros: o espaço à esquerda da esquerda vem diminuindo, perdendo atractividade; o populismo e o radicalismo mudou de geografia, experimenta por estes dias o outro lado do hemiciclo por razões diversas. Será um erro muito grave dos socialistas abandonarem o espaço da moderação e da razoabilidade à AD.  Se o PS não se quiser tornar irrelevante, é melhor juntar-se ao imenso eleitorado pouco ideológico que, tendo vivido ou recebido ecos dos excessos esquerdistas do PREC, anseia viver em paz e sossego num Portugal próspero. Uma ambição ainda difícil de realizar nas actuais circunstâncias, mas um sonho legítimo. Só possível sem aventuras revolucionárias ou fantasias Woke.


Post Scriptum: Em sinal de protesto as cadeiras do PCP no hemiciclo do parlamento estiveram vazias nas celebrações do 25 de Novembro, data em que a liberdade venceu a tirania. São tão poucas que quase não se notava e isso é bom.

16 comentários:

  1. O PS é e penso que continuará sendo,  um partido moderado, Europeísta e de Centro-Esquerda.


    Tem é evidente, diversas correntes e grupos de opinião se assim se lhes pode chamar, o que não trás mal ao mundo nem ao partido.


    José Luís Carneiro parece o Líder certo para esta altura, e com a experiência de anos servindo o País e o Partido, não parece haver o mínimo risco de o PS entrar em aventuras malucas.

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  2. O "viver na normalidade" é basicamente ficar tudo na mesma, limitando-se a ajustar à medida que a pressão financeira aumenta.
    Para melhorar significativamente é preciso implementar, rapidamente e m força, reformas estruturais a começar, repito, a começar pela abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos seguindo-se outras reformas estruturais.

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  3. És um burro ou então tentas atirar areia para os olhos das pessoas.
    A escolha dos militantes do PS entre o comunista Costa e o parvo do Seguro nas tais primárias há anos atrás é revelador de que os militantes do PS são tudo menos moderados, são na sua larga maioria radicais de esquerda.
    Costa fez mesmo o que seria de esperar, enterrou o país durante anos a todos os níveis.

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  4. Deixando de lado a linguagem de carroceiro, vamos á questão;


    Costa apanhou com diversas crises e os cacos do Governo Sócrates, saiu-se bem do encargo e deixou as contas certas.


    Se parece pouco ...

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  5. Só há um coisa a dizer. 
    Os países que tiveram o 25 de Abril mas não tiveram o 25 de Novembro viriam  ter no seu cumulo mais de 1 milhão de mortos.

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  6. Costa apanhou juros super baixos e entradas de capital caídas do céu. Além de ter paz social...
    Podia ter feito algo de jeito, até porque tinha em Rio um parceiro sério. Preferiu os Blocos.
    Num ponto discordo,  o ps escolheu Costa não por ideologias, mas sim porque percebeu que com ele chegaria ao poder.

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  7. gosto das silvas que dão amoras selvagens

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  8. João Távora denota "viver na normalidade" aquilo que Salazar designava por "viver habitualmente".

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  9. Pois. Mais vale cair em graça do que ser engraçado.

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  10. Poder-se-ia dizer; uma no cravo, outra na ferradura.

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  11. "Post Scriptum: As cadeiras do PCP no hemiciclo do parlamento estiveram vazias nas celebrações do 25 de Novembro [...] São tão poucas que quase não se notava e isso é bom." 


    Talvez seja melhor traduzir: "A minha casa ardeu, mas o fumo era tão pouco que nem se notava, e isso é bom". É o auge da análise política: contar cadeiras vazias. 
    Para quem deseja um Portugal "pouco ideológico", não há dúvida que a resposta só pode ser um texto muito ideológico. É a chamada hipocrisia fina.

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  12. Está referir-se ao PCP que convidou, enquanto ocorreram, para a sua Festa do Avante os projectos totalitários Marxistas do MPLA, FRELIMO, PAIGC que mataram mais de 1 milhão de pessoas?

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  13. Esses mesmos. E não se esqueça de contar com os Gulag e tudo o mais...

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