terça-feira, 18 de novembro de 2025

Um menino mimado e birrento

Já vi reproduzida esta coisa várias vezes.


O que não vi é o que pareceria a reacção normal à afirmação de que a UGT admite passar de um dia para dois uma greve geral porque os senhores da UGT não gostaram de ser tratados como foram e concluíram que foram encostados à parede.


O que me parece normal é que uma greve geral se desencadeia porque há um grave dano para os trabalhadores, ou no horizonte, ou em curso mas, pelos vistos, estou desactualizado, as centrais sindicais (pelo menos a UGT, a CGTP foi mais cautelosa nesta parvoíce) acham que se um governo não trata uma central sindical nos seus termos e como ela ache que merece, a central desencadeia uma greve geral de um dia.


Até aqui, tudo bem, o direito à asneira é sagrado e se o actual secretário geral da UGT é um menino mimado e birrento, é lá com ele e com quem o elege (que, já agora, não sei quem é).


O extraordinário é o silêncio social sobre esta irresponsabilidade espantosa de se pretender decretar um dia de greve geral porque os orgãos dirigentes da UGT acham uma falta de respeito pela central a forma como o governo gere as suas opções políticas em matéria de propostas laborais.

10 comentários:

  1. «Mário Mourão: “Patrões nunca tiveram uma coisa tão boa para eles”


    https://www.publico.pt/2025/11/15/economia/entrevista/mario-mourao-patroes-tao-boa-2154700 (https://www.publico.pt/2025/11/15/economia/entrevista/mario-mourao-patroes-tao-boa-2154700?utm_source=copy_paste)

    um bancário desejoso de mais uma bancarrota do escaqueirado caco a que pertence.

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  2. Parece ser dominante entre as pessoas que julgam estas coisas, a opinião que A José Seguro ganhou a André Ventura no debate de ontem.


    Abençoados sejam porque cá a mim, parece o exacto contrário.

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  3. Andamos a brincar aos sindicatos (a sério, que percentagem dos trabalhadores são representados por ugt e cgtp?), quando  o grande problema laboral do país é existir uma casta com direitos e garantias excepcionais no mercado de trabalho ao qual os privados têm acesso. Isto sim deveria ser a luta central no código laboral.

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  4. Desde que disseram esse disparate que eu pensei, bem dia 11/12 é uma 5ª feira, nada como uma ponte na 6ª. Não vejo outra explicação.

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  5. Sou assalariado desde que comecei a trbalhar, desde 1989 mais precisamente. Nunca fiz greve, nem faço, repudio os sindicatos, não me interessam naõ me defendem. Defendem é o tacho deles, essa da nova lei laboral, vou-lhe dizer um segredo " a lei ainda nem existe", compreendeu?


    Mais lhe digo, reponham as 40 horas nos FP's, vão ver que sobram logo uns quantos, aquilo é só tacho.


    Os despedimentos? Fácil, deixem como está, mas equiparem os direitos e deveres dos privados aos FP, quero ver os meninos a levar com um despedimento colectivo.

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  6. Começou em 1989? Então cresça e apareça.


    Para situar esta resposta informo que até hoje, e duvido que mude, só trabelhei no privado, nunca fiz greve e nunca meti baixa e apesar de ter estado doente como qualquer ser humano, sendo que  o trabalho apareceu sempre feito.


    Consequentemente nunca fiz greve, não será agora que irei fazer, nem sou tão pouco sindicalizado.
    No entanto tenho respeito pelos sindicatos com os quais nem sempre estou de acordo.
    Quanto ao projeto da lei laboral, em alguns aspetos é bom que não chegue a lei, e para tal é necessário que ambos os lados tomem medidas, o que está a acontecer.
    "

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  7. Está mesmo a pedir reforma ... Por obsolescência ... 

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  8. Você conseguiu ser obsoleto  mais cedo. Deve ser pelo ódio ao sindicalismo, e pelas generalizações, sempre parvas e estúpidas, que faz.

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