A família Azevedo resolveu, há muitos anos, meter-se num perdócio (a expressão é do próprio Belmiro de Azevedo) a que chamou Público, convencido por um conjunto de jornalistas com provas dadas.
Bem, resolveu investir num jornal de qualidade porque pretendia garantir que houvesse imprensa livre e sem intervenção editorial dos seus proprietários.
Como é da mais básica teoria económica, um produtor que não depende dos seus consumidores, e que sabe ter os seus prejuízos sempre cobertos pela caridade alheia, acaba a produzir coisas sem qualidade, o que seria o menos, e sobretudo sem utilidade social.
A degradação do perdócio a que chamam Público tem vindo a acentuar-se - não falo de ouvir dizer, eu compro o jornal todos os dias, em papel, tal como às vezes compro frescos que não estão frescos como gostaria, apenas porque me fazem falta e a procura de alternativas melhoras não justifica o esforço que teria de fazer - ao ponto de publicarem e darem destaque a coisas completamente tresloucadas (ver as mais recentes junções de letras de Alexandra Lucas Coelho, por exemplo) ou dedicarem-se à promoção da mais pura iliteracia económica (ver a lomnga lista de coisas de Rafaela Burd Relvas sobre habitação, por exemplo).
Até aqui, nada de anormal, a não ser a fidelidade da família Azevedo ao seu pobre privativo, que a leva a manter a caridade, mesmo sabendo que há muito deixou de servir para alimentar o pobre, servindo agora apenas para lhe alimentar os vícios.
Continuarei a comprar o jornal em papel, até que haja qualquer coisa melhor em papel, e não deixarei de o fazer, mesmo que Público tenha escolhido hoje, 7 de Outubro, para falar daquilo a que o Público chama a destruição de um território e do povo palestiniano.
A mim só me fazem lembrar esta música de John Lennon sobre Paul McCartney, ou melhor, o seu título, "How do you sleep?" e, francamente, não consigo entender como a caridade da família Azevedo vai ao ponto de aceitar o branqueamento de um massacre.
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ResponderEliminarPior ainda está o JN que ilustra a notícia deste dia com uma foto de palestinianos à espera de comida e o título Dois anos de terror, fome e genocídio.
ResponderEliminar1) ¿Por qué existe un conflicto entre palestinos e israelíes? El origen del problema radica en que hay dos pueblos en un mismo territorio y ambos lo reclaman como propio. Los israelíes consideran que les pertenece porque dicen que les ha sido legado por dios como figura en el Antiguo Testamento y porque siempre hubo judíos. Los palestinos, por su parte, dicen que les pertenece porque viven allí desde hace siglos. Para los israelíes la creación del Estado de Israel representa la respuesta a la persecución que han vivido los judíos a lo largo de toda su historia y consideran que es la única garantía que tienen para que no los persigan nunca más. A los judíos europeos que tuvieron la idea de crear un Estado judío en el siglo XIX no les interesó demasiado que en ese territorio hubiera gente, porque su principal preocupación era resolver el problema de las persecuciones contra los judíos. También hay que decir que -en sus comienzos- sabían muy poco de lo que sucedía en el Medio Oriente, un mundo casi desconocido para muchísimos europeos. Lo poco que se conocía provenía de los testimonios de algunos aventureros que se animaban a viajar y luego escribían novelas, o de historiadores que habían acompañado alguna incursión militar.
ResponderEliminarEl conflicto palestino-israelí Pedro Brieger
a Palestina esteve na posse do império Otomano:
habituados à escravatura
Assino-o, "online". Faço-o por lhe reconhecer um mérito: o de resistir ao AO90, aceitando embora que nele alguns autores violentem a grafia da língua portuguesa.
ResponderEliminarEsse mérito e o de ainda por lá resistirem os textos de João Miguel Tavares (até quando?).
Bem, na verdade, sempre houve judeus na região. Estes perderam definitivamente a sua independência com o Império Romano. Os judeus foram sendo espoliados das suas terras pelos várias colonizadores, começando nos Romanos e acabando nos Otomanos e Britânicos. O que fizeram, ao terem o seu Estado Moderno de Israel, acaba por ser uma reconquista.
ResponderEliminarNa Península Ibérica também houve uma reconquista que terminou com quase 8 séculos de domínio, e colonização, muçulmana.
A esquerda, ao reduzir os males do Médio Oriente à existência de Israel, implicando que tudo ficaria resolvido com extinção de Israel, está a colocar-se no mesmo patamar dos Nazis. Para quem os judeus eram o mal absoluto que devia ser extirpado.
No fim do dia, e face aos resultadosndemonstrados, não são assim tão diferentes ...
A família Azevedo, presumo que honrado a memória do Patriarca mantém o Publico.
ResponderEliminarFaz a coisa com capitais próprios, nada a obstar.
No que respeita a papel, preferência total à "Editorial Renova" - e jamais frequentar as mercearias, ou outras negociatas , dos azevedos...
ResponderEliminarJuromenha
Leia com mais atenção, por favor, quem branqueia um massacre é o Público, a família Azevedo aceita que o jornal desça tão baixo como isso.
ResponderEliminarA redação é que faz o jornal e a família Azevedo, honra lhe seja feita, respeita a liberdade editorial.
ResponderEliminarDe resto o respeito pela diferença de opinião e liberdade de pensamento, define e caracteriza as pessoas verdadeiramente livres.
Não leio o Publico há muitos anos, on-line muito raramente porque se paga para tudo e não me interessa. Tal como o Expresso, hoje o Publico +e um baluarte da esquerda, toda ela, a moderada e a radical.
ResponderEliminarNão consigo ler nada do publico, se calhar amanhã compro um para analisar mas caho que vou ficar desiludido.
Quanto à familia Azevedo, bem, o Publico funciona como uma parede a ataques da esquerda aos Continentes desta vida, assim parece.
Pensava que gostava da biodiversidade (de opiniões)
ResponderEliminarO Público, com todos os seus defeitos, tem o mérito de ser o pior jornal nacional, com excepção de todos os outros.
Gosto especialmente à sexta feira, abrir o jornal e ver dum lado Susana Peralta e do outro Francisco Mendes da Silva.
Quanto à Palestina: é a prova provada que apesar de tanta inteligência (artificial e natural), tanto progresso tecnológico, ainda temos muito a afinar na natureza humana.
Paz na Terra a todos os Homens!
Um perdócio!? Pois, pois... Basta ver as benesses concedidas (localização, acessos, envolventes, etc) aos supermercados Continente em municípios comunistas. Um artigo seria pouco, dava um livro. Os comentadores, os jornalistas mainstream não vão aos subúrbios e à periurbanidade, pensam que ninguém se interessa por isso, e então escapamos a dados que nos fariam ver determinadas coisas com outra perspectiva. E já agora... A um capitalista capitalista, que joga na bolsa e nos fundos de investimento e em dívida, em dívida sublinho, não lhe parecerá uma fofura aquela gente toda a dizer que a dívida pública não é para controlar, que se emitam bonds nacionais, europeus e marcianos se for preciso? E que de tanto insistir na dívida pública, porque querem controlar o dinheiro para controlar a manada, esquecem as dívidas privadas (nos países liberais as dívidas prescrevem 2 ou 3 anos, até a 1 e meio, mas para o BE, o PCP, o Livre, e até para o PS, podem prescrever até a 50 anos se for preciso, até porque são gente de bem e coisas dessas pá...).
ResponderEliminarA esquerda nunca ataca o Continente, ataca sempre o Pingo Doce. «Pingo Doce» e «família Soares Santos na Holanda» são dos tópicos/palavras mais presentes nos discursos da Mariana Mortágua, e já antes e agora nos da Catarina Martins.
ResponderEliminarBem, resolveu investir num jornal de qualidade porque pretendia garantir que houvesse imprensa livre e sem intervenção editorial dos seus proprietários.
ResponderEliminarE é isso que faz. Ou só é "bem" não intervir quando a linha editorial é a nossa?
Pessoalmente, há muito deixei de dar para o peditório.
Ahhh, que texto tão bonito!!! Ohhh... Alah u akhbar!!
ResponderEliminarNao será por caridade que a família Azevedo detém um jornal. Nem o Público costuma falar mal do Continente e afins. Mas se acredita nisso, a fé e religião são pessoais.
ResponderEliminarPúblico há muito foi, não porque discordo de A ou B, mas porque é um jornal infantilizado, de e para criança. Lê-se e fica-se a saber o mesmo. Só serve para enrolar as castanhas e ensopar o óleo que salta da frigideira.
Depois olha-se para a capacidade intelectual de quem escreve nestes pasquins, não é difícil somar 2 e 2
Nada contra o respeito pela liberdade editorial, tudo contra o financiamento de quem usa a liberdade editorial para branquear massacres.
ResponderEliminarSe em vez de ser com judeus o Público se entretivesse a branquear os ataques ao Charlie Hebdo, tem a certeza de que tudo seria igual por parte dos accionistas da empresa?
Suponho que também teria gostado do Público a branquear os ataques de 13 de Novembro de 2015 em Paris e os accionistas também achariam aceitável.
ResponderEliminarO Público não branqueia. O Público informa. E normalmente apresenta opiniões com diferentes perspectivas.
ResponderEliminarCaríssimo
ResponderEliminarIsso de capacidade intelectual deixou de ser necessário desde a invenção da licenciatura/carteira de jornalista.
ResponderEliminarIsso é válido para qualquer profissão.
Ou se procura a excelência, ou a mediocridade, ou algo pelo meio.
eu faço um post inteiro com argumentos e factos que demonstram (do meu ponto de vista) o branqueamento do massacre feito pelo Hamas.
ResponderEliminarE o leitor improvável, em vez de contestar e demonstrar que estou errado, informa-me que o Público não branqueia, informa.
Posso perguntar por que razão devo dar mais importância às suas afirmações que aos factos?
Bom dia. Aquilo a que chama factos e argumentos será a sua opinião. É legítmo que existam outras. Aconselho antes a ouvir "Give peace a chance" ou "Imagine". E a ler este post:https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/acredita-naquilo-que-ve-ou-ve-aquilo-62250
ResponderEliminarBoas leituras
É curioso que não tente demonstrar que não apresento factos mas apenas opiniões.
ResponderEliminarMuito bem notado.
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