O Governo resolveu dizer que um benefício que é pago pelas empresas - redução do horário de trabalho por amamentação - passava a ser limitado à idade da criança (dois anos).
Aparentemente, há patrões que dizem que há senhoras a abusar desse direito (suspeito que, entre os patrões vítimas deste evidente abuso, há um que é mais vítima que os outros, embora proteste muito menos: o Estado).
Isto, que é do mais meridiano bom senso, gerou uma discussão típicamente burguesa (não acredito que as senhoras da limpeza e as operárias andem a discutir muito reduções de horários para amamentar crianças com mais de dois anos), por causa da restrição de direitos.
A discussão, desde os seus fundamentos, é uma discussão sem ponta por onde se pegue (nem sequer discutem se estes direitos extensos concedidos não impactam negativamente a empregabilidade das mulheres, tornando a contratação de mulheres potencialmente mais cara para as empresas), mas tem uma característica que faz com que dure, dure, dure: permite uma forte sinalização de virtude, quer para os jornalistas homens, que podem demonstrar o seu apreço pelos direitos das mulheres, quer para as jornalistas mulheres que, falando no seu caso concreto, dizem que nem pensar em dar de mamar a matulões, mas estão firmemente do lado das mães extremosas que querem cuidar da relação mãe/ filho sem estarem condicionadas pelo seu patrão.
Sem surpresa, os demagogos do PS e do Chega já vieram dizer que votam contra esta redução dos direitos das mulheres.
Estando neste ponto a discussão política de um assunto sem nenhuma complexidade, imagine-se a qualidade do debate político em assuntos complexos como os fogos, a habitação ou a guerra de Gaza.
O que me parece mais importante, não é o direito das mulheres, mas o direito das crianças. Por isso, parece-me que são as crianças que têm o direito de serem amamentadas pelas suas mães a quem deve facilitado o cumprimento desse dever.
ResponderEliminarAssim sendo, não compreendo como é que algumas mães querem juntar os dois períodos de amamentação previstos na lei, beneficiando de uma pausa em dobro, ou seja, penso que não havendo amamentação, não deve haver pausa. E nesta linha, parece aceitável limitar a 2 anos, essa facilidade concedida às mães que amamentam. A partir dos 2 anos de idade, o benefício para a criança é muito reduzido, podendo até ser contraproducente, dizem.
Também se podia usar sistema de honra...
ResponderEliminarInfelizmente patrões e empregados desconfiam uns dos outros, é necessário papéis, certidões e comprovativos para tudo. Aldrabões e aproveitadores sempre haverá, legislar para lhes dificultar a vida não é boa solução.
A nova IL diz isto:
ResponderEliminar"É inaceitável legislar contra todos com base no comportamento de alguns"
legisla contra todos com base no comportamento de alguns. Lá por ser proíbido roubar, agredir, matar, eu continuo a achar que isso é legislar contra todos com base no comportamento de alguns.
Haverá partidos decentes?
Existem problemas bem mais graves para tratar do que esse tipo de coisinhas.
ResponderEliminarAs prioridades devem ser sobre os assuntos que afetam maior numero de pessoas, pois existe socialismo a mais no país, há que reverter urgentemente os últimos 30 anos de PS no estado, a começar pelas lideranças da maioria dos organismos públicos cheios de boys do partido.
Mas as senhoras não querem igualdade?
ResponderEliminarUm casal gay com um criança adoptada não deve ter direito a amamentá-la também?
Qual será a idade para o pai/mãe gay poder ter licença de amamentação e ir para casa criar laços e dar biberão?
Até a criança ter dois anos anos de idade?
Até ter seis anos de idade?
Cuidar não é só deixar que lhe chupem os peitos, dar biberão é um tempo de qualidade, de criar laços e de partilha, ser mãe às vezes, também, pode ser pai.
Igualdade de sexos, igualdade de oportunidades.
Hipocrisia absurda de fracos governantes e deputados que temos tido.
ResponderEliminarNo almoço de família neste Domingo dizia uma Mãe;
Desloquei-me a pé para a Maternidade horas antes e no dia seguinte após dar à luz quis vir para casa só que não me deixaram.
Noutras situações mais complexas, desloquei-me horas antes de carro e depois fiquei 3 dias.
A grande maioria das mulheres têm tratamento para não ter leite. Logo não amamentam.
Hoje tudo é negro!
Que tratamento? Qual a percentagem?
ResponderEliminarHabitação, é deixar construir e o mercado funcionar. Simples.
ResponderEliminarFinalmente alguém defende os direitos dos casais gay [masculinos]. E ser mãe também pode ser pai. Magnífico. Decerto o comentador frequentou as aulas de Cidadania é Desenvolvimento. Deve ter sido um excelente aluno.
ResponderEliminarNão.
ResponderEliminarMedicos amanuenses.
ResponderEliminarSerá preciso atestado para comprovar amamentação, ou bastará a srs chegar perto do patrão, sacar a direita e pôr o puto a comer?
Eu ainda hoje mamo e já passei os 50, só substitui as mamas da mãe por outras mamas no mercado.
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