sábado, 21 de junho de 2025

Somos nós, somos nós, não é o Público

Através de Margarida Bentes Penedo descobri esta coisa espantosa (no texto que a acompanha, parece que o Público, por fim, lá acrescentou extrema-esquerda, ao fim de algumas horas):


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Note-se que isto não é um lapso, é, muito provavelmente, mesmo ignorância misturada com confusão ideológica, coisas frequentes e misturadas em grande parte das redacções de jornais.


Um dia destes o próprio director do Público, em editorial, dizia para os leitores lerem as notícias por inteiro e não confiarem nos leads e títulos que as acompanhavam, a propósito de uma peça de Rafaela Burd Relvas sobre uma suposta indicação de um relatório da Comissão Europeia sobre habitação.


Depois de pessoas como Luís Aguiar-Conraria ou Vera Gouveia Barros demonstrarem que o título e o lead da notícia eram leituras criativas (para dizer o mínimo) do dito relatório, embora acrescentando que no corpo da notícia as coisas eram mais contextualizadas (são os dois um queridos que não quiseram dizer da jornalista o que realmente se deve dizer depois das dezenas de peças sobre habitação que tem escrito), o próprio director do Público, em vez de assumir que tem ao serviço do jornal militantes políticos que torcem a informação para levar os seus leitores a pensar como deve ser, faz um editorial a explicar que é preciso ler tudo, os leitores não podem ficar-se pelos títulos e leads, que esses podem ser enganadores.


Somos nós que somos assim, o Público é apenas um parente do esquerda.net, pago pela generosidade da família Azevedo, que eu compro todos os dias em papel e nós somos incapazes de fazer um jornal em papel ligeiramente melhor (no on-line o Observador é melhor, embora a sua redacção esteja, há muito tempo, numa rampa deslizante para se aproximar da redacção de jornais padrão em Portugal, no que toca a rigor, o que me parece inevitável desde o desaparecimento do papel do editor como filtro real e responsabilizável pela credibilidade do que é escrito nas redacções, em especial recusando a mistura entre opinião e notícia e recusando fontes anónimas sem ser em casos excepcionais).


Somos uma sociedade extraordinária.

27 comentários:

  1. Absolutamente 
    Redacções cheias de marxistas, bem pagos para fazer propaganda.
    Têm o que merecem.
    A nova comunicação social digital veio para ficar. 

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  2. agora só se fala nos 'neo-nazis' (nazi um tipo de socialismo). deviam chamar FP-25 ao. movimentos

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  3. CS nova forma de agit-prop marxista

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  4. Felizmente a CS digital é isenta, e unicamente factual. Darwinismo. Os fracos vão,  ficam os bons.

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  5. Sim, poderia ser ignorância de quem escreve, pressa ou ausência de capacidade profissional e intelectual, mas não nos deixamos enganar, é preconceito, propaganda e mensagens pouco subliminares. Enquanto o pau vai e volta, quantos leram e partilharam o fp25 de direita? Ah pois é... depois vêem com gralhas e afins. Não, é factualmente propositado de modo a reescrever a História. 

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  6. Mas na imagem diz lá extrema DIREITA.
    Não percebo, o jornal enganou-se ou o autor do post?
    Onde é que diz extrema esquerda?
    Ou isto é para os apanhados?

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  7. Exacto, primeiro o Público disse que as FP 25 eram de extrema direita, depois houve tantos protestos com a idiotice, que lá retirou o extrema direita (imagem da direita) e, mais tarde (sem imagem) lá concluiu que realmente era melhor descrever as coisas como foram e disse que as FP 25 eram de extrema esquerda

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  8. Teria sido tão fácil, bastava isto:
    "Morreu, num hospital privado da CUF, o FP José Mouta Liz, fundador das FP-25, tinha 86 anos.

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  9. Se o Público não passa de um Esquerda.net temu, por que compra?

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  10. Que comentário tolo. A este nem faltam as penas...

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  11. A bem do contraditório, a crise existencial do jornalismo está longe de ser um exclusivo luso. Ou do dito activismo de esquerda. A não ser que se revejam nos critérios de uma Fox News ou Daily Wire.

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  12. Pouco esperta a sua pergunta.
    Como é que podemos combater aqueles de que discordamos se não os lermos?
    Mas claro que há quem só leia aquilo de que gosta, chama-se onanismo intelectual.

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  13. Quando ignorantes não sabem distinguir entre gralha e erro, há a obrigação moral de explicar. Quando ignaros propositadamente criar um tema de uma gralha, estamos perante a desonestidade de quem tem outra agenda além da que declara. 
    Sobre o caso da jornalista Rafaela Burd Relvas, e eventual equivalência com o Esquerda.Net, convém dizer aos leitores deste post que a jornalista trabalhou para o Jornal de Negócios, para o ECO e para o DN. Só esquerdistas, claro!

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  14. Um jornal é para ler notícias e opiniões 
    É um produto.

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  15. Então deve comprar o Avante e assinar a newsletter do Bloco.

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  16. Não me diga que se revê nos critèrios da BBC...

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  17. A noticia parece ter tido 3 versões:


    1º organização terrorista de extrema direita FP-25
    2º organização terrorista  FP-25
    3º organização terrorista de extrema esquerda FP-25


    Lembra esta tradução da RTP3   a violência da extrema esquerda /ultra esquerda nas palavras de um ministro Francês  tornaram-se em extrema direita/ultra direita nas legendas em português. 


    https://www.youtube.com/watch?v=Bdfe6fzT2bk

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  18. Camarada, uma gralha é uma coisa que se corrige depois do primeiro comentário, rapidamente, e cuja correcção se assinala.
    Não é uma coisa que fica longo tempo (independentemente de se tentar perceber como é que estas gralhas nunca acontecem ao contrário, isto é, classificar de extrema esquerda os grupos neo-nazis), que se corrige omitindo então a orientação política, e só mais tarde se corrige integralmente.
    Quanto ao resto, eu conheço o curriculum de Rafaela Burd Relvas, quando começou a escrever tanta asneira sobre habitação no Público fui ver qual era a base formativa da jornalista, nomeadamente a sua formação em economia, de tal maneira as asneiras económicas eram básicas.
    O facto de ter reparado nesse percurso profissional é o que me faz dizer que é realmente militância política e não ignorância, eu acho que as pessoas se avaliam pelo fazem, não pelos sítios por onde andaram.

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  19. Não sei onde leu (que duvido que tenha, os wokes não sabem ou gostam de ler) algo que levasse a essa conclusão, mas parece mesmo um dos que acha o Tucker uma referência jornalística. 

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  20. Camarada Paratreta, ao contrário do escriba, tem zero de conhecimento do que é ou como funciona uma redacção de uma publicação ďigital. Fique-se pela propaganda e deixe os factos para quem sabe.

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  21. Os critérios de validação de comentários são a prova de preconceitos não são monopólio da esquerda. 

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  22. Escreve asneiras, ou aquilo que
     acha serem asneiras?

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  23. As duas coisas. Quando diz que um relatório da Comissão Europeia diz uma coisa que não é bem assim, escreve asneiras. Quando diz que em Portugal não há controlo de rendas, escreve asneiras. Quando diz que a solução para o problema da habitação são tectos de rendas, escreve coisas que eu (e a esmagadora maioria das pessoas que estudam a economia do mercado da habitação) acho que são asneiras.

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  24. E a publicação deste comentário é a demonstração de que eu deveria ter critérios de validação mais sólidos para evitar ter por aqui coisas que não acrescentam nada, toda a gente tem preconceitos e em lado nenhum se escreveu alguma vez que os preconceitos são um monopólio da esquerda, logo, o comentário é inútil e teria sido útil ter ido para o lixo.

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  25. O que me parece é que o processador de texto do Público está formatado por default de modo que, quando surge  a palavra «terrorista» e se acrescenta «extrema», ele já sabe que só pode ser de «direita». E acrescenta ...
    Uma pergunta de leigo: nas Redacções, não há alguém que faça uma revisão, mesmo sumária, aos títulos e subtítulos, para evitar estas «gralhas»?
    Cada vez mais dou razão a HP dos Santos quando refere que o Público vai vivendo da caridade da família Azevedo.

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  26. Bem, por acaso, o Tucker foi despedido da Fox já faz um bom "tempinho" ...

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  27. Porque é que você pode "concluir" e os outros não?

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