segunda-feira, 14 de abril de 2025

Um convite

Imagem WhatsApp 2025-04-13 às 15.40.50_6d9b1ce9.j


O PPM resolveu fazer uma sessão, não para apresentar as suas propostas em algumas áreas políticas, mas para discutir as propostas dos diferentes partidos, incluindo do PPM, em algumas áreas política que o PPM considera mais relevantes.


Irei lá estar, com todo o gosto, tal como tenho estado em muitos outros sítios para que me convidam.


Não me parece que seja o caso do PPM, mas lembro-me bem da primeira campanha eleitoral do PAN que resultou na eleição do seu primeiro deputado, muito antes do partido ser totalmente dominado pela picareta falante que hoje é a sua principal candidata, que foi uma campanha muito assente num trabalho de base com iniciativas de campanha deste tipo.


Nessa altura também me convidaram para uma sessão, que aceitei, prevenindo que iria defender as touradas e a caça como instrumento de gestão sustentável dos recursos naturais, o que foi aceite com toda a naturalidade.


Na mesma campanha lembro-me de ter recusado os convites do LIVRE para umas sessões (nada contra o LIVRE, quando me pediram sugestões para o seu programa em áreas de que sei alguma coisa, dei-as sem o menor problema) porque os convites não eram para ouvir terceiros, era para os terceiros fazerem figura de corpo presente numas sessões em que o LIVRE pretendia explicar as suas propostas.


O PAN elegeu, o LIVRE não, nessa altura e, ainda hoje, estou convencido de que a diferença esteve na atitude base dos dois partidos: um organizava sessões para ouvir terceiros, outro organizava sessões para doutrinar terceiros.


Eu prefiro quem, não deixando de ter uma agenda que pretende apresentar, gosta mais de o fazer em confronto com opiniões divergentes, evitando a espécie de missas laicas que caracterizam grande parte das campanhas eleitorais.

11 comentários:

  1. a maior parte dos partidos são 'cacos'. devia ser obrigatório ter no mínimo 20 mil militantes com cotas em dia. demasiada gente nos bicos dos pés sem nada de interesse.

    ResponderEliminar
  2. vAI EXISTIR transmissão online?

    ResponderEliminar
  3. Não faço ideia, eu sou um mero convidado, talvez perguntando ao PPM

    ResponderEliminar
  4. Sempre que leio coisas como as que aqui escreveste "

    ResponderEliminar
  5. Provavelmente, não acontecia nada de relevante.
    Independentemente desta ideia geral, a caça, como qualquer instrumento, tem efeitos que dependem da forma como é usada.

    ResponderEliminar

  6. Já se fizeram experiências em que se introduziram veados em ilhas que não tinham tais mamíferos, nem quem os caçasse. O que se verificou é que passados uns anos os veados se tinham multiplicado para além dos recursos alimentares (erva) disponíveis e estavam todos escanzelados e esfomeados.


    Provavelmente seria isso mesmo que aconteceria se os veados que há em Portugal não tivessem quem os caçasse.

    ResponderEliminar
  7. Quando se introduzem espécies em ambientes onde não existiam, está a adicionar-se um factor de desequilíbrio nos ecossistemas. Muitas vezes essas introduções não sei feitas a título experimental e sim com objectivos cinegéticos, ou seja, introduz-se espécimes para depois os abater. Claro que isto já nada tem a ver com a "gestão sustentável dos recursos naturais".

    ResponderEliminar
  8. Como os sapos na Austrália. Ou os camelos na Austrália. Ou os coelhos na Austrália. 

    ResponderEliminar

  9. Neste caso não se trata da introdução de uma espécie, mas da eliminação de espécies.
    Quando se extirpa de vastas regiões do país os ursos e os lobos, deixa de haver predadores para os veados. Na ausência de caça, estes irão então multiplicar-se até estarem todos esfomeados.
    Eu diria que eliminar a caça seria como eliminar o último predador de topo que ainda resta.

    ResponderEliminar
  10. Já leu? Precisava de uma opinião sua:

    No pasto ou no estábulo, qual é a melhor opção para o clima? (https://ionline.sapo.pt/2025/04/15/no-pasto-ou-no-estabulo-qual-e-a-melhor-opcao-para-o-clima/)

    ResponderEliminar

No centenário da "Revolução Nacional"

  Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...