quarta-feira, 19 de março de 2025

"Seja justo ou não"

A ideia foi consistentemente aplicada contra Passos Coelho.


Passos Coelho executou, com grande dignidade política (isto é, optando claramente pelo que entendia ser o bem comum sobre o que seria o seu, ou do seu partido, interesse político) um duríssimo programa de austeridade, com resultados muitíssimos bons.


A generalidade da imprensa malhou sem descanso em Passos Coelho (desde a Tecnoforma até à espiral recessiva e ao segundo resgate), sempre, sempre sem grande razão, negando as evidências do que os números do êxito do programa de ajustamento iam dando conta.


Quando a imprensa considerava evidente que Passos Coelho ia levar um arraso eleitoral, porque o povo não esqueceria as malfeitorias que lhe fez (ainda por cima, contra o melhor político da sua geração, repetiam incessantemente sobre António Costa), Passos Coelho ganhou as eleições, mas sem dimensão suficiente para se defender da canalhice de António Costa que optou sempre por não dizer que, perdendo, iria fazer um acordo com o PC e o BE, se tivesse deputados para isso.


Depois aguentou uns tempos a ser vilipendiado pela imprensa (e pelos seus inimigos, isto é, a gente que no PSD o queria ver pelas costas) que, quando não tinha mais nada para fazer, inventava umas coisas (a maior parte das vezes através da técnica da deturpação, como aconselhava António Aleixo "P'ra mentira ser segura/ e atingir profundidade,/ tem que trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade) e depois o responsabilizava pela má imprensa, acusando-o de não saber comunicar.


É a fase em que estamos com Montenegro, a fase do justa ou injustamente, Montenegro tem de ser afastado por uma questão de sobrevivência do PSD.


Voltando a Passos Coelho, esta conversa desembocou em Rui Rio e na maioria absoluta do melhor político da sua geração, António Costa, ajudado também da inteligência excepcional de Marcelo Rebelo de Sousa, qualidades de um de outro amplamente reconhecidas, mas de que apenas os próprios parecem ter beneficiado, visto que se desconhece qualquer benefício para o país da superior qualidade política de António Costa e da superior inteligência de Marcelo Rebelo de Sousa.


Há só a chatice de haver umas eleições a 18 de Maio.


A insistência das classes dominantes em triturar os lentos rurais que não fazem parte da bolha político-mediática dominante pode funcionar a favor de Montenegro, tal como funcionou a favor de Passos Coelho, porque é bem possível que as pessoas comuns se cansem de tanta sobranceria e arrogância.

17 comentários:

  1. Subscrevo. Pela devassa, mudo o meu voto para Montenegro.

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  2. Passos Coelho esteve bem até querer espremer mais o zé povinho do que a própria troika. Ou será que a TSU a 18% é que estava bem?
    Quanto a António Costa, não houve canalhice nenhuma, houve apenas a aplicação das regras vigentes que muitos ignorantes persistem em ignorar.
    Obviamente para os ditos ignorantes, a canalhice deixará de o ser, se o PSD e a IL obtiverem uma maioria e o PS ganhe as eleições. Isto claro, deixando o Chega de lado.
    As regras morais e eticas são só para os outros, pelo que há quem ache que não há nada de mal em LM estar em funções tendo uma empresa que recebe dinheiro de alguém que espera uima decisão favorável do Estado a breve trecho.
    E LM está tão convencido que assim é, que ainda desafia quem lhe aponta o dedo a aceitar e calar-se.

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  3. Chatice ou não...Se houver ilícito criminal é indiferente que haja eleições ou não. Se houver ilícito criminal... porque ilícitos éticos não há. Cada um tem a sua e aí não há ilícitos, só interpretações, e os piores até são os exegetas da dita.. 

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  4. Aqui acho que o Montenegro avaliou mal, ao preferir ir para eleições em vez de se expor a uma CPI.



    Portque como bem escreveu, a esquerda e os jornais não vão largar o osso. Excepto claro, se o Montenegro perder as eleições dia 18.

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  5. Não me lembro se votei em Passos Coelho, da primeira vez que foi eleito.

    Confesso que, na altura, não acreditei muito nele... se votei nele foi porque seria um mal menor!
    Passei a acreditar, quando vi a forma como falava e actuava.
    Fui prejudicado pessoalmente por algumas medidas que tomou, mas aceitei o facto, por entender ser a medida correta, dada a situação.
    Na segunda vez que foi a votos... votei nele com toda a convicção, pois entendi ser o Primeiro Ministro de que Portugal precisava.
    Voltarei a voter nele se ele se dispuser a sacrificar a sua vida pessoal, ao serviço de Portugal, sabendo que terá de enfrentar toda esta "cambada" de populistas que por aí andam a chamar populistas aos outros.
    O que dizer do populismo de quem acusa outros de não fazerem em menos de um ano o que ele não fez em muitos, a não ser ter contribuido para os prejuizos da TAP e do reverso dos Hospitais que parece funcionavam bem!?

    Cheguei a pensar que o mal seria nosso, mas quando vi alguns dos "cromos" portuguses, serem promovidos em postos de destaque pelo mundo!... começo a ter mêdo do mundo.

    Mas isto sou eu, que tambèm sou um rural e quase analfabeto, por isso pensem pela própria cabeça e não pela cabeça dos outros, ainda que os julguem muito inteligentes

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  6. Alusivo ao aldrabão Costa para o Expresso, sem espaço ali.
    Uma sucessão de If...(6)
    AC have a dream

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  7. Os resultados da austeridade foram tão bons que a Europa a reverteu mal se apercebeu que os PIGS iam dominar o Continente. 
    Então todos os rectificativos porque nenhuma das previsões chegava perto...
    E não,  Costa não fez melhor. Limitou-se a distribuir umas benesses usando os juros baixos (que Passos não teve) e as entradas de capital fruto do turismo.
    Mas Passos podia ter feito reformas sérias, nomeadamente na Administração Pública, mais que uns cortes cegos e aplicar ao extremo um plano desenhado, convém relembrar, pelo génio político Eng Socas.

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  8. a CS é toda ela social-fascista e tem vergonha de dizer que pertence aos vários comunismos descendentes do que implodiu na URSS.
    o CM está mais preocupado com as 8 casas de banho da residência de Montenegro do que com o desenvolvimento da economia.
    nunca sairá da estrumeira este país de invejosos, incapazes, preguiçosos, etc

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  9. Primeiro: O Governo de Passos, foi mau. 
    Como todos os Governos PSD+CDS continuaram o caminho esquerdista para uma cada vez maior dependencia do estado, uma cada vez maior entropia regulatória. As únicas reformas que fizeram foi : mais Estado, mais Impostos, mais regulação.


    O Governo Montenegro o unico aumento de liberdade a registar que se lhe conhece foi no caso dos Alojamentos Locais. Tirando isso criou mais um monstro, com fortes laivos totalitários na "Comissão para a Acção Climática". 


    Com a outra esquerda seria claro ainda pior.

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  10. "Here’s a True Believer insisting it’s *no big deal* to be *forced to hire a compliance lawyer* to keep a hamster forum online."


    https://x.com/atlanticesque/status/1902022774673039768https://x.com/atlanticesque/status/1902022774673039768/photo/2

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  11. É claro que responder a quem não faz ideia de que a TSU é hoje 34,75% é inútil, mas ainda assim insisto em explicar que a canalhice de António Costa não consiste em fazer a gerigonça, consiste em primeiro, enganar os eleitores não lhes dizendo que a ia fazer, depois enganar os parceiros, fazendo uma coisa diferente do que lhes prometeu.

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  12. Haverá eleitores e cidadãos que pouco se importam de ser enganados e, se o forem pela sua própria família, perdoam mais facilmente... Os erros graves serão sempre os outros que os cometem!

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  13. Sabe que a reforma da administração pública e estado era da responsabilidade de Paulo Portas?

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  14. o Paulo Portas era o Musk da coligação?

    a reforma da administração pública e estado era da responsabilidade do Governo

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  15. Pois quando não nos lembramos ou não sabemos antes de escrevermos ou falarmos o melhor é sempre fazer uma revisão da matéria.  Paulo Portas não era o Musk porque Paulo Portas era  vice primeiro ministro do governo de Portugal e estava encarregue  da reforma administrativa ,de resto concordo com consigo talvez tivesse sido possivel avançar nesse caminho 

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