sábado, 4 de janeiro de 2025

Percepções

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A propósito da polémica gerada à volta da rusga na Rua do Benformoso, a esquerda em peso, na sua tradicional rejeição da burguesa autoridade policial, veio berrar contra o perigo das políticas condicionadas por “percepções”. Como se não fosse a função principal dos políticos gerir e cuidar das percepções geradas pela realidade que cada um experimenta. De resto uma percepção não é errada em si e é bom que cada um leve a sério as suas. A esquerda é aliás mestre no aproveitamento de percepções, ao acicatar a inveja contra o empreendedor capitalista, jogando com a percepção de que a riqueza é um bem estanque, que quando um empresário capitalista enriquece, o faz à conta das pessoas que empobrecem, como se a riqueza circulasse no mundo em circuito fechado em vasos comunicantes. O que a realidade analisada com cuidado nos mostra é que um empreendedor, ao criar um produto novo com interesse para o consumidor, (tomemos como exemplo a lâmpada eléctrica, ou a gravação sonora para consumo de Thomas Edisson) vai gerar uma riqueza que doutra forma não existiria, já para não falar do emprego que cria e dos impostos que gera, para usufruto do tão amado Estado.


Evidentemente que a percepção de insegurança é um problema que terá de ser aplacado pelo poder político, de pouco valem as estatísticas nacionais, no caso concreto de uma rua ou bairro onde de facto os moradores, vizinhança ou passantes se sentem inseguros, perante um panorama de consumo ou tráfico de droga. De resto, de pouco serve a comparação da realidade de Lisboa ou Porto com a realidade de uma grande metrópole sul-americana, a um munícipe que tenha sido assaltado na Meia Laranja ou que tenha receio de circular à noite numa rua dos subúrbios de Lisboa.


Nunca a longevidade, as condições sanitárias e os recursos de saúde foram tão democráticos como nos dias de hoje, mas convenhamos que é importante aplacar a percepção de insegurança de um utente na perspectiva de se confrontar com a necessidade de acorrer à urgência de um hospital. Os políticos no poder e na oposição sabem bem disso, que é pelas percepções que ele se conquista e perde. A estatística de pouco vale em confronto com as percepções; como sabemos, a Estatística é a ciência que diz que se eu comi um frango e tu não comeste nenhum, teremos comido, em média, meio frango cada um.


Bom Ano Novo a todos os leitores do Corta-fitas

9 comentários:

  1. apareceu na tv o Doutor Coelho (72 anos), presidente do Bangladesh, na ânsia de ser presidente da cãibra.
    enquanto o ps tiver muitos votos a miséria continua.

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  2. invenções não são empreendedorismo.

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  3. De pouco servem as invenções se ficarem por aí, não havendo quem lhe dê o devido aproveitamento

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  4. Já estamos no dia 04/01/2025 e nada mudou no Martim Moniz

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  5. A estatística é um cadito mais que isso.


    Quanto às percepções,  são boas ou más talvez. Também houve percepção de que a economia estava bem no tempo da triorka, e havia quem chamasse isso de venda da banha da cobra.

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  6. Levada ao limite, a tese deste post diz que os políticos se devem preocupar mais com um tipo que, ao cruzar-se com um indiano, se angustia com a pergunta "será que este tipo me vai fazer mal?" do que com um turista cuja carteira lhe é roubada no elétrico ou com uma mulher que o namorido desanca até a deixar às portas da morte.
    O que interessa é a perceção, não a realidade observada.
    Tal como o esquerdista que se preocupa mais com a perceção de desigualdade do que com o facto de as pessoas viverem, objetivamente, mal ou bem.

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  7. Edison era um empresário (agora chama-se empreendedor), Tesla era um inventor. Inventores normalmente são péssimos homens de negócios. 
    A ideia de que Edison inventou a lâmpada eléctrica também é uma percepção. 

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  8.  que  edison roubou quase tudo ao tesla parece que é um facto. um grande empreendedor capitalista , o edison.

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