De facto conheço muito mal a sociedade americana (as outras também, já agora).
Por acaso ouvi esta entrevista de uma woke a explicar por que razão Trump ganhou (parece que várias vezes antes das eleições ela disse isso mesmo, ganhando credibilidade por esa independência de espírito que lhe permite ter opiniões não alinhadas com o que seria normal no seu contexto, de que são exemplo algumas das coisas interessantes que diz nesta entrevista).
Fiquei de boca aberta quando percebi a tranquilidade e bonomia com que são recebidas opiniões manifesta e radicalmente racistas, sem o mínimo esboço de perplexidade por parte da entrevistadora.
Pretender que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, as ideias identitárias não foram rejeitadas pelo eleitorado, elas foram mesmo essenciais para a vitória de Trump que soube falar para a identidade branca, é racismo puro e duro.
Ouçam a entrevista, eu teria dúvidas se alguém me dissesse que ela disse isto, partiria do princípio de que era uma leitura distorcida, portanto ouçam, para ter a certeza de que é mesmo isto que ela diz (já agora, de forma inteligente, divertida, cativante, a entrevista é curta e vê-se muito bem).
Uma das ideias base, se não a ideia base da senhora, é a de que a identidade das pessoas é definida pela sua cor de pele, coisa que dita de outra maneira e por pessoas com cores de pele diferentes, com certeza não seria ouvida com a mesma tranquilidade e bonomia por parte do interlocutor.
Isto tem alguma importância?
Não propriamente, eu acho que as pessoas têm o direito a ser racistas, têm o direito a expressar pontos de vista racistas, mas desengane-se quem achar que é completamente irrelevante o facto da wokaria continuar a perorar impunemente sem contraditório, ideias combatem-se com ideias, discursos combatem-se com discursos e eu continuo a achar que é útil responder a esta gente que a cor da pele não define a identidade de ninguém, mesmo que possa contribuir para a sua definição, em função do contexto de cada um de nós.
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ResponderEliminarBlack Lives Matter, (https://www.bbc.com/portuguese/geral-55387003)
O Daily Show e quejandos já teve os seus dias. Larry Willmore explicou em poucas palavras ainda esta semana.
ResponderEliminarOs media continuam a doutrinar, e a influenciar. Só que já não são os NY Times, as CNN, os Colberts, agora são os Daily Wires, os Tuckers, Rogans, Shapiros e Cia.
Não esquecer que cada vez mais gente não tem sequer televisão. Quanto mais ler um jornal.
Os democratas apostaram como sempre nas celebridades, mas a verdade é que o Jordan Peterson vale tanto como a Oprah.
Não é uma questão sequer de racismo. É mesmo de acreditarem que as pessoas se identificam por raça, género e orientação sexual, e portanto é assim que são segmentadas. A Kamala falou (tentou) às mulheres, aos negros, aos latinos; o Trump falou à classe trabalhadora, que inclui mulheres, negros e latinos.
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ResponderEliminarNão percebo a surpresa.
ResponderEliminarÉ racismo com aprovação académica das melhores universidades americanas por isso pode ser.
Perdoem a ignorância : existe alguma comunidade euro-americana ?...
ResponderEliminarJuromenha
ResponderEliminarhttps://observador.pt/opiniao/camaradas-jornalistas-e-nao-so-quando-acaba-o-activismo/
Os “Democratas” americanos fizeram uma campanha baseada no medo, no ódio, no desdém e na desinformação. E pelo que vai aparecendo nas redes sociais alguns acreditaram mesmo e estão genuinamente assustados.
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ResponderEliminarAinda hoje vi uma manifestante/activista a queixar-se de que a vida ia ficar má para "eles". Com "eles", querem dizer "ele".
A Dra Kamala enterrou-se ao negar ir conversar com o Rogan. É o mesmo que um candidato a PM recusar a Margarida Marante depois do opositor lá ir, cobardia. Ir lá até poderia ser pior, mas nunca poderia recusar.Europa que feche as fronteiras, vem aí uma onda de refugiados de LA.
Ou sou eu que estou errado ou o dicionário Oxford é, no mínimo, minimalista, no máximo, conivente.
ResponderEliminarParece claro que nenhum mal há em ter preocupações com problemas raciais. E ainda que seja uma preocupação exagerada, será apenas isso, um exagero. Continua a não ser errado.
O erro do "wokismo" é o método. Por um lado lê o passado sem enquadramento temporal, por outro ignora a verdade dos factos que subordina ao conceito ideológico. Alexandra Ocasio-Cortez, congressista americana e um expoente "woke" exprimiu isso claramente quando criticou as pessoas que se refugiam na verdade dos factos ignorando a moral (a moral dela, evidentemente).
Não existe. Essa é a suprema ironia do wokismo, criado pelos floquinhos de neve WASP (White Anglo-Saxon Protestant). Rotolaram toda a gente a partir da cor da pele: Latinos/Hispânicos, Afro-americanos, asiatico-amaricanos, nativo-americanos ... ou seja, os que não têm rótulo, os brancos WASP, são os verdadeiros americanos...
ResponderEliminarTem sede em Tel-Aviv
ResponderEliminarÉ verdade. Vem aí uma avalanche de floquinhos de neve ...
ResponderEliminarE tivemos um idiota.
ResponderEliminarObrigado pelo link. Gostei da senhora, porque foi a primeira pessoa de esquerda que não veio com a treta da "economia" (que teve o seu papel, claro, sobretudo para "racionalizar" o voto em Trump) e que afirmou, sem hesitação, que Kamala Harris perdeu por causa da reacção à agressão "woke" - ou seja, porque Donald Trump, sendo uma besta, era a única opção disponível a pessoas que não só vêem o mundo como esta senhora vê, mas querem obrigar toda a gente a ver o mundo dessa maneira, como esta senhora quer. Ela acha que foram os homens, e de entre os homens, os brancos aqueles que mais reagiram contra o seu ideário, e eu acho que ela tem razão, pois esses são os principais visados pela maluqueira "woke". Espero, agora, que esta senhora não faça escola, e que os comentadores, jornalistas e intelectuais continuem a insistir que o factor decisivo desta eleição foi a "economia", e prossigam o "bom caminho" em que esquerda vem insistindo, porque, parece-me que esse é o modo mais certo de garantir que a direita ganha eleições (salvo em Portugal, claro, que foi transformado num país de pedintes, para quem a liberdade é uma consideração secundária).
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