sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Eu?

Nuns comentários sobre o último post de Miguel Alçada Baptista, alguém reproduziu um boneco sobre evolução da confiança dos americanos na sua comunicação social, que eu tencionava usar para um post curto.


Como tenho a mania de verificar a informação, fui à procura da origem do boneco e realmente encontrei-o aqui.


Só que encontrei outros bonecos e preferi usar este.


mass media.jpg


De maneira geral, quando se olha para os bonecos arrepiantes sobre a confiança das pessoas comuns no jornalismo e se conversa sobre eles com jornalistas, salvo honrosas excepções, respondem com a perda de valor económico da informação, com a escassez de meio com que lutam os jornais, a transição do papel para o electrónico, o peso da televisão, etc. (tudo coisas que existem, isso é claro).


O que é verdadeiramente difícil é encontrar um jornalista que se pergunte a si próprio, em público: mas que raio ando eu e os meus camaradas a fazer para já ninguém acreditar grande coisa no que escrevemos ou dizemos?


Talvez fosse mais útil fazer-se a si próprio esta pergunta, e depois fazer a pergunta lá na redacção, que passar o tempo a sinalizar a indignação sobre as declarações deste ou daquele sobre o jornalismo, de que ninguém se lembra num par de horas (muitas vezes, nem o próprio).

13 comentários:

  1. Muito pertinente e acertado.

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  2. Fora das grandes cadeias de TV, na comunicação social adulta nos EUA, com informação que convém seguir, existem 3 "influencers" que com diminutas equipas têm cada vez mais vastas audiências. 
    Megyn Keller expulsa da NBC em 2018. Tucker Carlson expulso da FoxNews em circunstâncias curiosas. Joe Rogan. Estes divulgadores de informação em nome individual, usando os actuais meios de comunicação social, aumentam audiências enquanto as grandes cadeias claramente perdem influência.

    Além das grandes cadeias de TV, Meta e face-book estão politizadas e cortam o que não agrada à campanha de Kamala.

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  3. Na minha provecta idade, já passa dos 80, desde os anos 90 que não gasto um "chavo" com essa coisa chamada jornais ou similares. Apesar da informação obtida na Internet, nomeadamentee em Blogs, ser "muitas" vezes "arrevesada" e pouco esclarecida, dá para que uma informação aqui e outra ali e seguindo com um espirito critico, também ele arrevesado, chegar a conclusões mais próximas da "Verdade" existêncial.

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  4. As pessoas lúcidas sempre souberam o que valia a imprensa (ontem tinha deixado aqui isto: Thomas Jefferson to John Norvell, June 11, 1807,  https://www.loc.gov/resource/mtj1.038_0592_0594/?sp=2&st=text )


    O que varia é a capacidade da auto-publicidade ser convincente.

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  5. Informação, dados, e algoritmos.
    Quem sabe, sabe, quem pensa saber nada sabe.
    Os jornais há muito que deixaram de ser o que foram, a diferença é a competição. 

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  6. A maior parte dos jornalistas foram para  profissão para ser activista e mudar o mundo não foram para informar. 

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  7.  O Arnaldo de Matos resumiu tudo na célebre frase 

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  8. o jornalismo morreu quando os jornaleiros começaram a escrever para os patrões em lugar de escreverem para os leitores.

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  9. Vi ontem com vomito o extenso documentario da CNN retransmitido pela pela CNN cá da paróquia, sobre os dois candidatos á presidência americana. 
    Um nojo de clamorosa falta de isenção e ética. 
    De um lado o malandro, o bandido, o tosco, o predador de mulheres indefesas, o grande aldrabão, o fracassado dos negócios milionários do pai, o pulha do Tramp, e do outro a grande santa Kamala, um infinito de bondade, sem defeito ou pecado, uma mulher esplendorosa que não tardará entronada na casa branca.
    Como pode esta gente pensar que os telespectadores são tolinhos?
    Nojo!

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  10. É o habitual no jornalismo. Ou seja, não o é.

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