A prova inelutável de que estamos a convergir com a Europa é que, pela primeira vez, partilhamos os mesmos problemas. Em vez de nos exasperarmos com a nossa pobreza relativa, já nos apoquentamos com os números da imigração. Estamos praticamente a ficar ingleses. Os ingleses também estão a empobrecer. Se isto não é convergência, o que é convergência?
O mundo ocidental tem que fazer escolhas difíceis, mas descobriu a salvação evadindo-se para uma escolha fácil: a extrema-direita. Só a extrema-direita e a extrema-esquerda oferecem um mundo simplificado em dois tons: o preto e o branco, o mal e o bem, o desejável e o indesejável. Não há que hesitar, não se requerem quaisquer trade-offs. Basta alistarmo-nos na cruzada contra os sarracenos do “sistema”, os quais, como uma hidra sabida, têm várias cabeças. Corta-se uma, nasce outra.
Envelhecidos ou monoparentais, os narcisos sem bebés não querem o influxo demográfico do estrangeiro pós-colonial. Cada um na sua casa, queixamo-nos do contributo negativo do Alojamento Local para a crise da habitação. Em breve decrépitos, queremos que o Estado, através dos filhos dos outros, cuide de nós. Pensões serão de miséria sem crescimento económico. E crescimento económico é difícil de conceber com uma pirâmide demográfica invertida.
Com o eleitorado envelhecido e rancoroso (nós), será cada vez mais difícil travar a pressão para o aumento da despesa corrente e dos impostos. Nenhuma reforma será consentida. A corrida para o fundo será acelerada, com a economia a estiolar. Os jovens que podem fugir fugirão. Os jovens que querem entrar não o conseguirão fazer.
(...)
Talvez os ativistas credenciados nas sociologias patrocinadas pelos impostos cobrados à imunda economia ingressem na vida produtiva, dando do mesmo passo descanso ao padre António Vieira, ao Camões e à língua portuguesa, serva e perpetuadora do patriarcado pós-neocolonial. Quem sabe?
Não se discute nada de jeito. Esmolas maiores ou menores são atiradas dos parapeitos do Estado. São as gémeas. São os eucaliptos. São as comissões de inquérito. É o grande capital. É a falta de capital. Deus nos acuda.
Sérgio Sousa Pinto a ler na integra aqui no Expresso
xuxa não cria riqueza; distribui o suor dos outros
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ResponderEliminarEsse xuxa mete nojo, citá-lo neste blogue é uma ofensa a quem cá vem procurar informar-se e não ler propaganda xuxa.
ResponderEliminar"O mundo ocidental tem que fazer escolhas difíceis"
ResponderEliminarFalso, a grande maioria das escolhas são sempre simples e fáceis, por exemplo, as escolhas de Sérgio Sousa Pinto podem ser relembradas aqui.
Sérgio Sousa Pinto – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org) (https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Sousa_Pinto)
desde 2008 que empobrecemos. cada ano mais. os sucessivos aumentos de salário mínimo representam uma absurda perda de valor das pensões. quando me reformar , apesar de ter descontado sempre bem acima do salário mínimo , o mais provável é receber abaixo. surreal que me tenham obrigado a contribuir para a minha pobreza. vá lá que fui educada para desconfiar do estado e da banca, se não estava tramada.
ResponderEliminare ninguém fala nisto. e tanto dá ps como psd , ambos resolvem problemas provocando pobreza. estou fartinha da "democracia " politica.