domingo, 28 de julho de 2024

Outra vez arroz

"A professora Aurora Duarte exemplifica: "Um criado partia a louça, era mandado à administração para levar palmatoadas e havia a recomendação: "Não dê nas mãos que ele tem de trabalhar, dê-lhe nos pés"""


Outra vez esta história, no artigo a que o Público chama reportagem (ouvir umas pessoas escolhidas pelo que sabem o que vão dizer já é uma reportagem, pelos vistos), feito por Joana Gorjão Henriques, uma militante woke que escreve maioritariamente sobre o que ela chama racismo.


Sem surpresa, cita Cláudia Castelo (não conheço, parece mais sólida que os outros, do ponto de vista científico, mas já vi citações que revela uma excessiva confiança nos documentos, sem a necessária atenção à vida real, mas espero ter oportunidade de ler uns livros que escreveu, ou capítulos de livros, para perceber melhor o que diz), Fernando Rosas, Cristina Roldão, enfim, os expoentes do wokismo em matéria do racismo woke (o que Fernando Rosas escreve sobre a matéria está abaixo de qualquer critério de qualidade, é pura propaganda política).


A história acima tem vindo a ser repetida, sem que até hoje eu tenha encontrado qualquer fonte primária de informação que a confirme, não a nego, porque não sei, o que sei é que nunca tinha ouvido falar nisto até há pouco tempo começar a ser repetida exaustivamente nos meios woke.


Ou melhor, sei que é uma história muito pouco verosímil, partir do princípio de que as coisas se poderiam passar assim é admitir que a administração colonial tinha um controlo total sobre uma população largamente maioritária, frequentemente indocumentada, com redes sociais sólidas e longas e que as relações entre patrões e empregados precisavam do papel punitivo de uma administração que não chegava para as encomendas, mesmo para castigos directos como dar umas palmatoadas numa pessoa.


Não afirmo que nunca aconteceu uma coisa destas (embora alguém achar que um criado não consegue trabalhar porque levou palmatoadas nas mãos mas já consegue trabalhar se levar palmatoadas nos pés seja meio caminho andando para eu achar que está a delirar) o que digo é que aceitar assim, sem mais nada, uma história destas, me parece excessivo, no mínimo seria preciso ir investigar onde nasceu esta história para ter um mínimo de ideia sobre a sua potencial veracidade.


Sem surpresa, pelo menos para mim, logo que vi quem escrevia a "reportagem", jornalismo é que aquilo não é, trata-se de mais uma peça da narrativa woke sobre o colonialismo português, ou seja, lixo.

5 comentários:

  1. O patrão dá uma porrada na empregada. Sem punição. 


    Pode ter acontecido, duvido que não tenha. Se sim , qual a percentagem, seria significativa?
    Provar o oposto, que nunca aconteceu, é impossível. 

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  2. Espera-se que os Marxistas que escrevem no Publico comecem as escrever sobre os crimes Marxistas.

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  3. É o escreves.  Os marxistas do público, com as suas palas ideológicas, apenas vêem o mundo de um lado, os bons, os marxistas, e os maus, os outros os que não pensam como eles, os fascistas.
    ,

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  4. Teve sorte o criado. 
    Em países de amplas 'liberdades' e amor ao próximo correria o risco de ficar sem uma mão.

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  5. E ainda há quem compre ( e leia!!!) o esfregão da sonae...
    Juromenha

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