terça-feira, 4 de junho de 2024

Um pouco mais de pudor

"Num impeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi..."


O PS tem-se entretido com uma campanha que ilustra uma expressão inventada para descrever os resultados da abertura de algumas linhas de comboio, por pressão de autarcas: "depois da linha ser reaberta, os comboios voltaram a circular, sempre cheios de ausentes".


Há quem esteja preocupado com ordenados baixos, casas caras, serviços públicos atingidos pela chuva dissolvente da governação PS?


Não tem problema, o PS insiste em ganhar o voto dos ausentes, os que se mobilizam contra o ataque aos direitos das mulheres, contra a ocupação partidária do Estado, contra a extrema-direita, contra os conflitos de interesse ou o facto do governo aproveitar ideias do PS para governar e, por essas razões, preferem votar no PS, a mais sólida garantia que o país pode ter contra todos esses desmandos.


Boa sorte, camaradas.

4 comentários:


  1. serviços públicos atingidos pela chuva dissolvente da governação PS


    Eu suspeito que a chuva que anda a dissolver os serviços públicos é, basicamente, a quebra demográfica. Não tem nada a ver com qualquer governação.
    Cada vez há menos portugueses capazes de trabalhar. E a falta de trabalhadores faz-se sentir prioritariamente nos serviços públicos que têm que ser feitos por portugueses, ao contrário de muitos empregos privados que podem ser desempenhados por imigrantes.

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  2. Antonio Maria Lamas5 de junho de 2024 às 07:09

    Excelente. 

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  3. Por outro lado há maquinas e computadores que fazem trabalho antes feito por 10 humanos.
    Não deixa de ser estranho que a geração mais bem preparada de sempre esteja no desemprego ou emigre, havendo falta de gente para trabalhar.

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  4. «O cântico das aves — não há cânticos, mas só canários de 3.º andar e papagaios de 5.º E a música do vento é frio nos pardieiros. Na minha terra, porém, não há pardieiros, que são todos na Pérsia ou na China, ou em países inefáveis. A minha terra não é inefável. A vida da minha terra é que é inefável. Inefável é o que não pode ser dito» Jorge de Sena



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