
Carmo Afonso tem hoje no Público o artigo que reproduzo acima, que tem a qualidade que lhe é habitual.
O que me interessa é a ideia, que parece existir no artigo, de que a fé religiosa é um assunto privado que deve ser mantido na esfera privada.
Igreja quer dizer assembleia, é portanto comunidade ou irmandade, por contraponto à privacidade, e no seu sentido não religioso original, quereria dizer "chamado para fora" exactamente no sentido de convocar os cidadãos a sair da sua esfera privada para se reunirem publicamente na praça (as coisas que se aprendem na wikipedia), mas como não se pode esperar mais de uma pessoa que aquilo que ela pode dar, este aspecto não me levaria a escrever este post por estar dentro do que espero de Carmo Afonso.
O que me interessa é fazer notar que, aparentemente, Carmo Afonso acha dispensável ter em atenção os precedentes históricos da aplicação das ideias que defende, esquecendo-se de que a proibição do culto público é uma das formas mais frequentes de perseguição religiosa, o que aproxima perigosamente o que escreve de um discurso de ódio.
Em sua defesa devo notar que no nível de profundidade intelectual com que escreve, é muito difícil admitir que há a intencionalidade que tem de existir para qualificar como discurso de ódio o que quer que seja, seria preciso que tivesse consciência do sentido histórico de velhas ideias que acha muito progressistas, o que é muito pouco provável que aconteça.
Em rigor, não é este texto que justifica o post, mas sim o contexto em que ele é escrito, a constatação de uma progressiva deriva de negação do direito à manifestação pública da fé religiosa, seja ela qual for, sem que haja uma generalizada e evidente consciência do retrocesso civilizacional que representam estas sementes de intolerância.
não aceito que pessoa alguma ou ong tente limitar-me em qualquer assunto. ataque imperdoável.
ResponderEliminara intolerância e ódio, tão presentes na CS portuguesa e internacional, conduzem ao totalitarismo.
a democracia já conheceu melhores dias.
Puro masoquismo : por um lado , a aquisição do esfregão, por outro a leitura da ladainha da palma cavalinha...
ResponderEliminarJuromenha
Subscrevo!
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ResponderEliminara proibição do culto público é uma das formas mais frequentes de perseguição religiosa
Li por alto o texto todo da Carmo Afonso e não me parece que em nenhum momento ela apele a qualquer proibição de qualquer culto público.
Aliás, não me parece que ela apele à proibição de coisa nenhuma. Ela apenas critica algumas pessoas por exibirem a sua fé, não apela a que tal seja proibido.
Parece-me a mim.
"Em rigor, não é este texto que justifica o post, mas sim o contexto em que ele é escrito, a constatação de uma progressiva deriva de negação do direito à manifestação pública da fé religiosa,"
ResponderEliminarQual fé religiosa? Não se refere certamente à fé católica com JMJ, procissões e perigrinações de Fátima com enorme destaque e apoios do Estado. Tavez se refira a religiões não cristãs, aí sim nota-se uma tentativa de rejeição. Agora um católico dizer que é proibido de manifestar a sua fé em Portugal, é um bocadinho demais.
A expressão da fé tem vindo a ser reprimida no espaço público. Como agnóstico concordo que não tenho de levar com simbologias e homilias em escolas, por exemplo. Pena que este laicismo só se aplique a uma religião, curiosamente a mais praticada e com História no país e continente.
ResponderEliminaro artigo critica a instrumentalização da religião para fins políticos. e chama-lhes tartufos , ao ventura a marcelo e ao bugalho : Cristo não se vê neles. e é verdade.
ResponderEliminarE Cristo disse-lhe isso só a si, ou fez uma conferência de imprensa?
ResponderEliminardisse-me através da Palavra , como é óbvio. se Cristo existisse neles só se metiam na política para expulsar os fariseus e mercadores da face da Terra.
ResponderEliminare , não sei , beatos são sempre de desconfiar.
um exemplo de político onde se vê claramente Cristo :Pepe Mujica , este sim , é uma Pessoa.
ResponderEliminarE Cristo informou-a só a si dessas análises políticas, ou tem algum blog onde as divulgue?
ResponderEliminaresqueci-me de dizer que Mujica até é ateu.
ResponderEliminarpara verificar as teses de Cristo pode ler encíclicas , estão à disposição de todos , ou voltar a ler as parábolas para ver se aprende alguma coisa. ou informar-se sobre o modelo socio económico baseado na Palavra Cristo e desenvolvido por belloc e chesterton.
ser cristão não é um rótulo tipo ser de esquerda para fingirmos que somos bonzinhos ou escapar do inferno ou se é um soldado de Cristo ou não se é nada." vanidad , todo es vanidad "
Olha que pena, pensei que tivesse algum canal directo para saber o que Cristo pensa ou defende em relação à política nacional, afinal não passa de conversa de treta sobre o que a Marina pensa e atribui a Cristo, para ver se alguém liga alguma coisa às suas opiniões
ResponderEliminarpara a politica nacional Cristo defende exactamente o mesmo que para a internacional...como sabe somos todos irmãos ..não há "eleitos".
ResponderEliminarnão preciso que liguem às minhas opiniões , penso que está a projectar.