Um destes dias ouvi um jornalista dizer que na contabilidade dos números da guerra de Gaza, o Hamas contava como crianças toda a gente até aos 20.
Supreendido, indaguei sobre fontes para confirmar isto e acabaram por me mandar um exemplo que, não sendo até aos 20 anos, é até aos 18.
A informação sobre a idade dos combatentes do Hamas é bem mais difícil, com informação muito contraditória, mas não parece haver muitas dúvidas de que a larga maioria dos mortos e feridos com idade inferior a 18 anos (é bom não esquecer que metade da população da faixa de Gaza tem menos de 18 anos) são adolescentes entre os 13 e os 18 anos, muitos provavelmente envolvidos nas actividades do Hamas, mesmo que não directamente como soldados (ainda assim, há com certeza combatentes adolescentes no Hamas) mas em actividades de suporte (vigilância, logística, comunicação e afins).
Até aqui não nada de surpreendente, dada a estratégia de utilização da população do Hamas, por mais chocante que seja.
O que é verdadeiramente notável é que haja tanto jornalista que sabe isto, de que eu não tinha consciência clara, e que, ainda assim, passe o tempo todo a fazer notícias que falam de crianças nesta guerra, sabendo que os seus leitores vão associar a palavra ao conceito ocidental de criança, embora a realidade seja a de que, esmagadoramente, estas crianças são adolescentes ou mesmo jovens adultos envolvidos em actividades do Hamas.
Podiam referir jovens, assim abarcavam tudo com menos de 35.
ResponderEliminarSão jornawoquistas.
ResponderEliminarJornawoquismo, qualquer relação com a realidade é pura coincidência.
ResponderEliminarÉ o jornalismo activista.
ResponderEliminarÉ a mesma razão quando a estratégia do Hamas há um ano ou dois era incendiar a biosfera de Israel com balões incendiários nenhuma organisação "ambientalista" falou , ou quando o Hamas massacrou centenas num festival de musica nenhum ou quase nenhum "artista" falou.
Nenhum jornalista , perdão, activista sempre cheios de contactos nos dois meios lhes foi perguntar ou esteve interessado.
Fora do jornalismo há muita informação sobre as crianças soldado palestinianas.
as crianças mortas na Ucrânia eram combatentes armadas até aos dentes
ResponderEliminar
ResponderEliminarO Hospital Pediátrico de Lisboa (Hospital de Dona Estefânia) trata todos os pacientes até aos 18 anos de idade.
Ou seja, também no Ocidente o conceito de "crianças" abrange os adolescentes.
O jornalixo que se faz em Portugal e bem assim um pouco por essa Europa fora não quer saber dessas minudencias, apenas está interessado na lavagem ao cérebro do povo-manada para as ideologias neo-marxistas de apoio aos terroristas do Hamas e quejandos terroristas ao mando de ditadores marxistas.
ResponderEliminarClaro, claro.
ResponderEliminarMenores de idade, isso.
Semânticas. Realmente é o ponto fulcral da discussão.
Mais uma alguma buzzword ou foram todas usadas?
ResponderEliminarEngraçada a lógica binária nos tempos não binários, em que estar "contra" ( o que por si só é diferente de não estar a favor) Israel implica estar a favor do Hamas. Mas não se pode pedir mais à classe woke habituada a articular-se em 150 caracteres ou menos.
Hacerse adulto implica por exemplo relações e casamento? Se hace adulto, entramos na legalidade em vários campos.
ResponderEliminarVossa senhoria tem toda a razão, depois de consultar os serviços administrativos do hospital de Dona Estefânea, todos os liceus da Europa jamais deixarão passar em branco o dia mundial da criança.
ResponderEliminar
ResponderEliminarTodos os adolescentes são crianças, mas nem todas as crianças são adolescentes.
Jorge Bule
ResponderEliminarBasear opiniões ou decisões políticas nos dados fornecidos pelo Hamas, sobre vítimas, não é credível.
Como não são credíveis, infelizmente, os dados fornecidos pela ONU, ela mesmo embrulhada até ao pescoço na origem e manutenção, vai para meio século!!!, de tudo o que se passa naquela Faixa.
As populações querem parar a guerra?. É fácil, basta uma bandeira branca e separarem-se, afastarem-se bem, dos elementos armados do Hamas. É assim em todas as guerras, laicas, religiosas ou outras.
Sem bandeira branca e misturados com o Hamas, a guerra não para.
Olá HPS, penso que uma vez falou aqui no blogue num estudo sobre a quantidade de área verde/florestal em Portugal ter aumentado imenso desde o início até ao final do Séc, XX, penso que até colocou umas imagens de serras completamente nuas há 100 anos e que atualmente estavam revestidas de arvoredo. Pode indicar o link para esse estudo pf?
ResponderEliminarO ensino é obrigatório até aos 18 anos, a partir daí o aluno passa a ser o seu encarregado de educação. As escolas também fazem a distinção aos 18
ResponderEliminarA dgv e o recenseamento eleitoral também.
ResponderEliminar
ResponderEliminarhttps://sol.sapo.pt/2024/05/30/caladinhos/
E toda a gente chama crianças a toda a gente que não pode tirar a carta, como toda a gente sabe
ResponderEliminarE toda a gente sabe que quem não pode tirar a carta ou votar é uma criança
ResponderEliminarÉ melhor usar a lógica hexadecimal em vez da binária ...
ResponderEliminarAs crianças estão legalmente impedidas de votar. Os jovens adultos podem votar.
ResponderEliminarSe é criança, então não pode votar.
O oposto também é verdade
Se pode votar, então não é criança.
Essa é ensinada nas ciências sociais?
ResponderEliminarSe não pode votar então é uma criança?
ResponderEliminarEntão vá lá dizer isso a quem defende o voto aos 16 anos, para o fazer coincidir com a idade de responsabilização criminal.
ResponderEliminar
ResponderEliminarhttps://www.unicef.org/brazil/convencao-sobre-os-direitos-da-crianca
As crianças não podem tirar a carta. Toda a gente sabe.
ResponderEliminarNem todos os que não podem tirar a carta são crianças.
Portanto, chamar criança a qualquer um que não possa tirar a carta é uma falácia lógica e uma criancice.
Xiu
ResponderEliminarPara casar (ou fazer coisas de casamento), um/a pode e deve ser apelidado/a de criança, para levar um balazio é jovem adulto.
Caro anónimo de 06.06.2024 às 18:53
ResponderEliminarComeço por referir que li hoje este artigo e respectivo comentário, por isso só agora respondo.
"As populações querem parar a guerra?. É fácil, basta uma bandeira branca e separarem-se, (...)"
Creio que esta afirmação é incorrecta. Eu vejo na televisão que tenistas, ciclistas, pilotos, futebolistas, basquetebolistas e outros atletas russos têm sempre uma bandeira branca associada. E também vejo nos portais dedicados ao desporto por essa internet afora os atletas russos associados a uma bandeira branca. Portanto, a conclusão lógica é que a bandeira branca é a bandeira da Rússia.
Boas pedaladas.