quarta-feira, 27 de outubro de 2021

O desafio é ganharmos o país

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Nestes momentos de incerteza e apreensão, na perspectiva dumas eleições antecipadas caídas do céu poderem constituir o resgate do país ou o seu afundamento numa crise de ingovernabilidade, seria da maior conveniência que os actores se comportassem com a serenidade e inteligência que a situação delicada exige. Não digo isto só a propósito da desgarrada verborreia e hiperactividade de Marcelo Rebelo de Sousa quando precisávamos de um Chefe de Estado com os mínimos institucionais (o mal que nos faz a república), mas também a propósito da prestação expectável por parte protagonistas que disputam as lideranças dos dois (ainda) principais partidos da direita portuguesa. Não se esqueçam eles, que dada a insólita coincidência das suas disputas internas com um calendário eleitoral, estarão o tempo todo sob as luzes da ribalta e sob o julgamento dos eleitores, que na maioria não é sectário e não vislumbra grande virtuosismo nas lutas internas, antes pelo contrário. Se se confirmar a dissolução do parlamento e o fim da fraude da geringonça, o caminho da direita para o poder será estreito e sob gelo fino. Uma alternativa ao socialismo só sairá vitoriosa se as suas lideranças souberem transmitir para o povo muito sentido de responsabilidade e serviço que verdadeiramente contraste com a actual situação - foram esses os melhores argumentos para a vitória de Carlos Moedas num território hostil à direita como o de Lisboa. De que valerá a Rio, Rangel, Chicão ou Melo ganharem os partidos e perderem a oportunidade de resgatarmos o país?

18 comentários:


  1. precisávamos de um Chefe de Estado com os mínimos institucionais (o mal que nos faz a república)


    Mas o João Távora julga que só nas repúblicas é que há maus chefes de Estado???


    A história de Portugal fornece-nos abundantes exemplos de reis que foram péssimos chefes de Estado e que quase deitaram o país a perder. A começar por D. Sebastião, prosseguindo com D. Duarte, depois D. Fernando, não esquecer D. João III...

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  2. A liderança do CDS é atualmente irrelevante, uma vez que o CDS dificilmente conseguirá eleger um deputado que seja (a não ser que concorra em aliança com o PSD, caso em que elegerá os deputados que este tenha a caridade de lhe dar).

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  3. balio,
    Quer mesmo comparar Reis com chefes de estado?
    Nas monarquias liberais quem manda é o "governo" (no caso português; em república, o desgoverno).
    Em monarquia ainda conseguimos disfarçar as más opções governativas, com a república, exceptuando o parêntesis do "estado novo" que teve de lidar com uma guerra global e com uma guerra doméstica, a república portuguesa contra todo o mundo, mesmo assim, apesar do "orgulhosamente sós", essa república portuguesa aguentou-se, todos os indicadores económicos o confirmam.
    Depois veio esta república socialista de Soares, de Guterres, de Sócrates e de Costa, o resultado está à vista.
    Nunca estivemos tão mal nunca devemos tanto dinheiro.
    Se tiver honestidade intelectual mencione um período da História de Portugal em Monarquia ou em república onde tivesse existido uma dívida tão volumosa como a actual.

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  4. Pois! O Balio desconhece que existem monarquias parlamentares.
    Aliás são a maioria e funcionam muito bem.  Veja-se o desenvolvimento económico desses países e o seu nível de bem-estar.

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  5. Reinado de D. Miguel
    Porto, Dezembro de 1832
    "Não podem entrar alimentos, nem por terra nem por barco.
    Disputam-se nos talhos a carne de ratos que roeram cadáveres e os soldados andam pelas ruas,à caça de cães. "


    Lisboa, 17 de Dezembro de 1870
    Escreve "A Lanterna ": O governo português anda mendigando em Londres um novo empréstimo. "


    Reinado de D. Carlos 
    Lisboa, Maio de 1891
    A crise financeira é alarmante.


    Lisboa, 30 de Agosto de 1907
    Um decreto hoje publicado liquida os adiantamentos feitos até agora, por sucessivos governos, à Casa Real.


    Primeira República 
    8 meses, 4 governos
    Lisboa, Dezembro de 1920
    A causa de todos os males é a ditadura do défice. Já atingiu 300000 contos e tem tendência para subir.


    Ditadura e Estado Novo
    Março, 1928
    Défice 700.000 contos


    Cada um acredita naquilo que quer acreditar mas se tiver honestidade intelectual como exige aos outros, há-de reparar que tanto a Monarquia como a República têm falhas como qualquer regime, a diferença está apenas na ideologia. Uns satisfazem uma clientela os outros satisfazem a outra, não há regimes perfeitos. Cada um puxa a brasa à sua sardinha. E aquele que conseguir enganar mais papalvos é o que ganha as eleições. 

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  6. Carlos Sousa,
    1. O Reino de Portugal estava em período de "guerra civil"
    2. Negociar um empréstimo em Londres? Qual é a surpresa, aqui?
    3. Estamos no período do "ultimatum" inglês e do mapa cor de rosa. O Reino de Portugal lutava para manter as províncias/territórios que possuía em África e na Ásia.
    4. Seis meses depois a "república" mostrou ao que vinha, de assassinato em assassinato até à vitória final.
    A sério que quer mesmo comparar a dívida de 1910 da Casa Real e para sermos correctos teríamos de comparar o activo e o passivo como nos clubes de futebol (isto é as propriedades reais, muitos monumentos e tal foram construídos pelos reis e nesse sentido seriam activos da monarquia) com a dívida dos republicanos em 2021.
    Quanto devia o Reino de Portugal em 1910?
    Quanto deve a república portuguesa em 2021?

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  7. Regozizemo nos o poucochinho levou nos cornos hoje. Essa azia ninguém lha tira! E o consumo de água das pedras em Belém também subiu muito. Teoria da janela quebrada pode ser que se tramem no curto prazo. 

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  8. Ontem, sempre que possível, lá me colei ao ecrã. Registei especialmente as intervenções de Marta Temido e de António Costa. Pareciam ter entrado numa espécie de transe que os tinha teletransportado para o mundo da fantasia.  O delírio de ambos e o irrealismo com que pintaram o país era confrangedor: ele eram os "sucessos" do seu governo competentíssimo ; ele eram os estrondosos benefícios para os portugueses ; ele era  a excepcionalidade dos resultados jamais alcançados por outros e tudo-tudo brilhantemente executado com uma incomparável superioridade. Enfim, a epítome da excelência! 
    E eu só me perguntava se, no meio desta falta de siso, esta gente acreditava mesmo no que estava a dizer e então estamos diante de um caso de perturbação e desvario,  ou, em alternativa, se "está" na sua (deles) natureza intrínseca esta propensão impulsiva para levar ao engano, ao ludíbrio contínuo, com reserva mental e à má-fé e, nesse caso, ou são mitómanos ou gente de má índole.
    Qualquer das alternativas é má. Merecem levar um valente...."virar de página" para ganharmos de novo o país.

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  9. Ainda há os dois partidos concorrentes, IL e Chega, que pescam na mesma área e têm desviado eleitorado. Como diz Rangel, é preciso trazê-los de volta à casa de partida. Ou então alianças sem exclusões. Caso contrário, ainda não é desta que o país se desembaraça de vez de governos socialistas-marxistas-leninistas-trotskistas. (Para me livrar desta tralha que nos desgraçou o país, confesso que até me coligava com o pato Donald, que não nos faria tão mal). 


    Mas concordo que os partidos que o João Távora referiu, se querem constituir-se alternativa ao socialismo, façam-se respeitados e credíveis aos olhos dos eleitores e para tal, devem começar por ser muito prudentes com a imagem que querem projectar de si mesmos ao país, durante as suas disputas pelas lideranças. Vão estar sob escrutínio e por isso, certamente, mais observados do que nunca pelos portugueses, que quererão fazer uma escolha criteriosa. Também _ convém não esquecer isto_ vão estar na mira da Comunicação Social e alguma, se puder há-de estraçalhá-los e à mínima oportunidade fazê-los em picadinho.

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  10. existem monarquias parlamentares


    Claro que sim (Reino Unido, Noruega, Holanda, Dinamarca, Suécia, etc). Nessas monarquias, o rei (ou rainha) é uma figura meramente decorativa. Não faz nada no sistema político. É um tipo que recebe ordenado para não fazer absolutamente nada. Ter esse rei ou não ter nada, é praticamente o mesmo. É um zero à esquerda no sistema político.


    Ademais, os monárquicos portugueses, como o João Távora, não é isso que (implicitamente) defendem. Eles admiram D. Miguel (um crápula que desrespeitou o verdadeiro rei e lançou o país numa guerra civil), admiram D. Carlos, e querem um rei que chefie verdadeiramente o Estado. Não querem um rei que seja uma mera figura decorativa, como nos países acima referidos.


    Os monárquicos portugueses têm que dizer, preto no branco, o que de facto querem: se um rei que tenha os mesmos poderes que o atual Presidente da República (ou até mais poderes), se um rei que não tenha poderes políticos absolutamente nenhuns (como nas monarquias parlamentares acima referidas).

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  11. Então e para si só o que interessa são os monumentos e as propriedades reais, o reino pode estar em guerra civil que assim é que o povo está bem, não é?
    Quer queiramos quer não, o povo somos todos e o sucesso de um país mede-se pela qualidade de vida de todos, sem excepção. 

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  12. Carlos Sousa, os governos medem-se pela qualidade de vida dos cidadãos. A respeito do seu comentário (supra), relativo ao Estado Novo, realmente "cada



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  13. cont.
    Facto 2 :
    ranking



    ranking

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  14. Você não pode comparar situações que são incomparáveis. Você está a comparar o nível de vida miserável que havia antes de 74 com o nível de vida de agora.
    O que é que interessa ter monumentos e propriedades reais se o povo não tem comida nem condições de vida condignas?
    Eu vivi antes de 74, o feijão ainda se comprava ao litro, uma sardinha tinha de dar para dois, a carne era toucinho e as roupas passavam de irmãos para irmãos. 
    Se o défice é elevado não é porque o povo vive acima das possibilidades é porque quem tem o poder rouba. E tanto roubam na Monarquia como na República, a única diferença está na distribuição, uns roubam só para meia dúzia os outros distribuem por mais gente.

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  15. Perdoe-me João Távora,
    O texto é prosa defunta. O 'post' vale pelo título daquele livro: La zizanie.

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  16. Carlos Sousa, isto é para si (ouvir a partir dos 3 min:32 seg.) e que nos devia levar a questionar o Presente para tentar dar a volta a esta mesmice.


    https://www.youtube.com/watch?v=v4zr58fJq6s

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  17. Não são mitos, como eu disse, vivi e sofri no fascismo. Não preciso de ler, eu vivi esse tempo e não quero voltar a ele, nem quero que os meus filhos e netos passem por aquilo que eu passei.
    Corrupção há em todos os regimes, veja o caso de Espanha, o país mergulhado numa crise e o Rei a caçar elefantes.
    Se você tivesse a minha idade talvez já não acreditasse em unicórnios. 

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  18. O problema em política não é o que se diz da boca para fora, é o que se faz com o poder.
    Veja o Passos Coelho de má memória, antes das eleições garantiu a um miúdo que não ia tirar o 13° mês ao pai. Quando ganhou as eleições foi logo a primeira coisa que fez.
    A demagogia é muita. O que é que interessa o politico falar muito bem se depois não faz nada daquilo que diz. Só para ganhar votos os políticos dizem tudo e mais alguma coisa. Ou você ainda é daqueles que acredita no Pai Natal?

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