
Na minha rua e nas da vizinhança, trotinetas em cima do passeio que obrigam pessoas a circular pelo asfalto - como mostra esta fotografia tirada hoje – são o pão nosso de cada dia. Estava à espera que os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa falassem dessa questão, bem como dos graffiti que emporcalham as paredes da cidade, do lixo colocado em sinistros e nauseabundos sacos pretos (quando não está directamente na rua) espalhados por todos os cantos, dos pontos de reciclagem transformados em lixeiras a céu aberto, muito por culpa dos restaurantes e das lojas das redondezas, a sujidade espalhada por todo o lado, inclusive nos “espaços verdes”, da poluição sonora das motas de escape aberto, das obras intermináveis (públicas e privadas) e outros assuntos comezinhos que afectam a qualidade de vida de quem aqui vive. Mas nada, até agora não vi nenhum candidato falar disso, são só “estratégias”, “visões”, “políticas de futuro”. E quem lhes faz perguntas parece sobretudo interessado nessas vacuidades ou se eles vão ser candidatos à liderança dos respectivos partidos e outros maquiavelismos.
É claro que eu sei que essas questões comezinhas não serão as mais importantes. A fundamental é a descaracterização urbanística e arquitectónica da cidade que dura há anos e anos. Mas quanto a isso não tenho ilusões. A nossa sociedade, seja por indiferença seja por até desejar essa “modernização”, nunca conseguirá travar o processo. Os candidatos sabem disso e nem perdem tempo com o assunto, refugiando-se, quando muito, em generalidades. Da minha parte, só espero conseguir terminar os meus dias sem ver Lisboa completamente transformada na “Dallas parola” para a qual já alertava Gonçalo Ribeiro Telles nos anos 80.
A solução para as trotinetes passa por os peões pegarem nelas e atirarem-nas para a rua. Que fiquem lá a entupir o trânsito automóvel, que é aonde elas pertencem.
ResponderEliminarHá anos que prometo que votarei no candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente.
ResponderEliminarFinalmente vejo que não estou sozinho.
"Quem semeia trotinetes, colhe imbecis"
ResponderEliminarOs novos ditados do "aquecimento global"
ResponderEliminaro candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente
As sarjetas não funcionam por estarem entupidas com lixo (plásticos, etc). A limpeza das ruas não é competência da Câmara Municipal e sim das Juntas de Freguesia. São portanto em grande parte as Juntas de Freguesia quem é responsável por pôr as sarjetas a funcionar.
Calçar um par de patins a Medina é capaz de ser uma boa ideia
ResponderEliminarPedro Cunha
Posso acrescentar aí "banir o uso de motores a dois tempos que fazem um ruido infernal" para limpezas e desmatação?
ResponderEliminarOlhando para a fotografia diria que as trotinetes comportam-se com a mesma falta de civismo que os automóveis, com a diferença que aos automóveis são-lhes atribuídos espaço de estacionamento na via. Também, vejo 7 trotinetes, o que corresponderia a 7 carros que ocupariam um espaço infinitamente maior na via pública.
ResponderEliminaras trotinetas estão paradas ... a cidade é que se desloca
ResponderEliminarQuem arrumou as trotinetes da foto foi um menino! A semana passada, passei por uma atravessada na Rua de São Pedro de Alcântara, ocupando todo o (meio metro de) passeio entre a parede da Igreja de São Roque e o trânsito - isso é que é de homem! (a ideia, suponho, seria trucidar, debaixo do 58 ou do 24, turistas distraídos, ou estimular o exercício dos peões, obrigando-nos a pular sobre a trotinete ou a correr diante dos carros).
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ResponderEliminarNuma zona hiper-turística de Lisboa a íngreme Calçada Salvador Correia de Sá, sentido único, transito ascendente, começa junto ao elevador da Bica e sobe até Santa Catarina. Grupos de turistas em trotinetes descem em infração, a alta velocidade essa estreita via de sentido único, de pouca visibilidade e de piso empedrado irregular. Esta situação é flagrantemente de grande perigosidade.
Os acidentes são responsabilidade dos trotinetistas que não vêm o sinal de proibição?. São responsabilidade de quem aluga as trotinetes e não conduz o grupo?. Será um caso de polícia Municipal ou de Trânsito?.
Como podem as autoridades prevenir esse e outros pontos negros para trotinetistas e para os infelizes inocentes condutores de viaturas?.
Boa ideia. Você consegue pagar 6000 euros anuais pelo cartão que lhe vai permitir estacionar no centro de Lisboa? Ou pagar 18300 euros para ter o passe que lhe dá acesso aos 730 silos automóveis e 600 parques de estacionamento, assim como usar os autocarros, eléctricos e a gás, para aceder a pontos turísticos na capital? Ao mesmo tempo o IMI passará para 0,5% (mais 75% do que é actualmente).
ResponderEliminarSão estas as promessas de Carlos Moedas e Nuno Graciano. Se se incluir o IL, há que ir buscar o fim dos jardins públicos e o pagamento para ter um cartão de acesso aos serviços públicos da capital, no valor de 2000 euros anuais.
ResponderEliminarO problema das trotinetes é o mesmo dos automóveis... O Medina não tem dado grandes ideias. O Carlos Moedas já prometeu 1600 parques de estacionamento e silos automóvel, tal como um passe anual que pode chegar aos 18300 euros, para usar, livremente, esses espaço e a nova rede de transporte turístico, do que sobrar da Carris. O Nuno Graciano já prometeu que a câmara irá prescindir da sua parte do IA e IUC, em troca de apoiar o aumento do IMI para 0,5% (está em 0,3%), prometido pelo Carlos Moedas e o candidato do IL.
ResponderEliminarPor isso, suponho que se a direita passar a mandar na capital, umas dezenas prédios serão demolidos, sendo construídos silos automóveis, em que vão existir parques de estacionamento para trotinetes.
Para as bicicletas é que deixam de existir, pois a promessa de todos os partidos de direita é remover as ciclovias de toda a malha urbana, colocando-as junto ao rio e em Monsanto.
E o Carlos Moedas ainda não explicou se vai apoiar a operação de 500 bordéis espalhados pela cidade, ou irá criar um "redlight" em Marvila, onde a prostituição é legal assim como o consumo, até, 10gr de qualquer tipo de droga.
Diria mais, com lixo, a maior parte das vezes largado pelo cidadão fora dos caixotes. Assim não há limpeza que resista.
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ResponderEliminarÉ um velho costume dos portugueses atribuir às autoridades públicas as culpas por aquilo que resulta do mau comportamento dos cidadãos. Assim, se as ruas cheiram a urina isso é culpa da autoridade pública que não as lava e não dos cidadãos que nelas urinam; se as ruas estão sujas isso é culpa das autoridades públicas que não retiram o lixo e não dos cidadãos que para elas atiram esse lixo; e se as ruas estão cheias de caca de cão isso não é culpa dos proprietários dos cães mas sim das autoridades públicas que não lavam as ruas.
É sempre assim. Nós temos o direito de emporcalhar e as autoridades têm a obrigação de limpar o lixo que nós fazemos.
Faço minhas as suas palavras, para a minha cidade: Braga
ResponderEliminarno post, tudo é negro.
ResponderEliminarMas a realidade, por todo o lado, é que o negro é apenas um ponto no imenso branco, claro, bonito.
tem razao, alguma tem, ninguem a tira.
E compreende que o rumo é mesmo assim e imparável.
nem preciso acrescentar que tambem assisto a trotinetes estacionadas em cima de passeios estreitos, e ate a ocupar todo o passeio.
ResponderEliminarMas tambem que continuam a existir passeios estreitos, ainda por cima com postes da iluminaçao plantados a meio, e assim nao passa uma cadeira de rodas ou carro de bebe .