terça-feira, 14 de setembro de 2021

O que pensam os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa sobre trotinetas?



trotinetes.jpg


Na minha rua e nas da vizinhança, trotinetas em cima do passeio que obrigam pessoas a circular pelo asfalto - como mostra esta fotografia tirada hoje – são o pão nosso de cada dia. Estava à espera que os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa falassem dessa questão, bem como dos graffiti que emporcalham as paredes da cidade, do lixo colocado em sinistros e nauseabundos sacos pretos (quando não está directamente na rua) espalhados por todos os cantos, dos pontos de reciclagem transformados em lixeiras a céu aberto, muito por culpa dos restaurantes e das lojas das redondezas, a sujidade espalhada por todo o lado, inclusive nos “espaços verdes”, da poluição sonora das motas de escape aberto, das obras intermináveis (públicas e privadas) e outros assuntos comezinhos que afectam a qualidade de vida de quem aqui vive. Mas nada, até agora não vi nenhum candidato falar disso, são só “estratégias”, “visões”, “políticas de futuro”. E quem lhes faz perguntas parece sobretudo interessado nessas vacuidades ou se eles vão ser candidatos à liderança dos respectivos partidos e outros maquiavelismos.




É claro que eu sei que essas questões comezinhas não serão as mais importantes. A fundamental é a descaracterização urbanística e arquitectónica da cidade que dura há anos e anos. Mas quanto a isso não tenho ilusões. A nossa sociedade, seja por indiferença seja por até desejar essa “modernização”, nunca conseguirá travar o processo. Os candidatos sabem disso e nem perdem tempo com o assunto, refugiando-se, quando muito, em generalidades. Da minha parte, só espero conseguir terminar os meus dias sem ver Lisboa completamente transformada na “Dallas parola” para a qual já alertava Gonçalo Ribeiro Telles nos anos 80.



18 comentários:

  1. A solução para as trotinetes passa por os peões pegarem nelas e atirarem-nas para a rua. Que fiquem lá a entupir o trânsito automóvel, que é aonde elas pertencem.

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  2. Há anos que prometo que votarei no candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente.
    Finalmente vejo que não estou sozinho.

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  3. "Quem semeia trotinetes, colhe imbecis"
    Os novos ditados do "aquecimento global"

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  4. o candidato a presidente de câmara que prometer ter as sarjetas a funcionar perfeitamente


    As sarjetas não funcionam por estarem entupidas com lixo (plásticos, etc). A limpeza das ruas não é competência da Câmara Municipal e sim das Juntas de Freguesia. São portanto em grande parte as Juntas de Freguesia quem é responsável por pôr as sarjetas a funcionar.

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  5. Calçar um par de patins a Medina é capaz de ser uma boa ideia 


    Pedro Cunha

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  6. Posso acrescentar aí "banir o uso de motores a dois tempos que fazem um ruido infernal" para limpezas e desmatação?

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  7. Olhando para a fotografia diria que as trotinetes comportam-se com a mesma falta de civismo que os automóveis, com a diferença que aos automóveis são-lhes atribuídos espaço de estacionamento na via. Também, vejo 7 trotinetes, o que corresponderia a 7 carros que ocupariam um espaço infinitamente maior na via pública.

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  8. as trotinetas estão paradas ... a cidade é que se desloca

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  9. Quem arrumou as trotinetes da foto foi um menino! A semana passada, passei por uma atravessada na Rua de São Pedro de Alcântara, ocupando todo o (meio metro de) passeio entre a parede da Igreja de São Roque e o trânsito - isso é que é de homem! (a ideia, suponho, seria trucidar, debaixo do 58 ou do 24, turistas distraídos, ou estimular o exercício dos peões, obrigando-nos a pular sobre a trotinete ou a correr diante dos carros). 

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  10. Numa zona hiper-turística de Lisboa a íngreme Calçada Salvador Correia de Sá, sentido único, transito ascendente, começa junto ao elevador da Bica e sobe até Santa Catarina. Grupos de turistas em trotinetes descem em infração, a alta velocidade essa estreita via de sentido único, de pouca visibilidade e de piso empedrado irregular. Esta situação é flagrantemente de grande perigosidade.

    Os acidentes são responsabilidade dos trotinetistas que não vêm o sinal de proibição?. São responsabilidade de quem aluga as trotinetes e não conduz o grupo?. Será um caso de polícia Municipal ou de Trânsito?.

    Como podem as autoridades prevenir esse e outros pontos negros para trotinetistas e para os infelizes inocentes condutores de viaturas?.

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  11. Boa ideia. Você consegue pagar 6000 euros anuais pelo cartão que lhe vai permitir estacionar no centro de Lisboa? Ou pagar 18300 euros para ter o passe que lhe dá acesso aos 730 silos automóveis e 600 parques de estacionamento, assim como usar os autocarros, eléctricos e a gás, para aceder a pontos turísticos na capital? Ao mesmo tempo o IMI passará para 0,5% (mais 75% do que é actualmente). 
    São estas as promessas de Carlos Moedas e Nuno Graciano. Se se incluir o IL, há que ir buscar o fim dos jardins públicos e o pagamento para ter um cartão de acesso aos serviços públicos da capital, no valor de 2000 euros anuais. 

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  12. O problema das trotinetes é o mesmo dos automóveis... O Medina não tem dado grandes ideias. O Carlos Moedas já prometeu 1600 parques de estacionamento e silos automóvel, tal como um passe anual que pode chegar aos 18300 euros, para usar, livremente, esses espaço e a nova rede de transporte turístico, do que sobrar da Carris. O Nuno Graciano já prometeu que a câmara irá prescindir da sua parte do IA e IUC, em troca de apoiar o aumento do IMI para 0,5% (está em 0,3%), prometido pelo Carlos Moedas e o candidato do IL. 
    Por isso, suponho que se a direita passar a mandar na capital, umas dezenas prédios serão demolidos, sendo construídos silos automóveis, em que vão existir parques de estacionamento para trotinetes. 
    Para as bicicletas é que deixam de existir, pois a promessa de todos os partidos de direita é remover as ciclovias de toda a malha urbana, colocando-as junto ao rio e em Monsanto. 


    E o Carlos Moedas ainda não explicou se vai apoiar a operação de 500 bordéis espalhados pela cidade, ou irá criar um "redlight" em Marvila, onde a prostituição é legal assim como o consumo, até, 10gr de qualquer tipo de droga. 

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  13. Diria mais, com lixo, a maior parte das vezes largado pelo cidadão fora dos caixotes. Assim não há limpeza que resista.

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  14. É um velho costume dos portugueses atribuir às autoridades públicas as culpas por aquilo que resulta do mau comportamento dos cidadãos. Assim, se as ruas cheiram a urina isso é culpa da autoridade pública que não as lava e não dos cidadãos que nelas urinam; se as ruas estão sujas isso é culpa das autoridades públicas que não retiram o lixo e não dos cidadãos que para elas atiram esse lixo; e se as ruas estão cheias de caca de cão isso não é culpa dos proprietários dos cães mas sim das autoridades públicas que não lavam as ruas.
    É sempre assim. Nós temos o direito de emporcalhar e as autoridades têm a obrigação de limpar o lixo que nós fazemos.

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  15. Faço minhas as suas palavras, para a minha cidade: Braga

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  16. no post, tudo é negro.


    Mas a realidade, por todo o lado, é que o negro é apenas um ponto no imenso branco, claro, bonito. 
    tem razao, alguma tem, ninguem  a tira. 
    E compreende que o rumo é mesmo assim e imparável. 

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  17. nem preciso acrescentar que tambem assisto a trotinetes estacionadas em cima de passeios estreitos, e ate a ocupar todo o passeio.


    Mas tambem que continuam a existir passeios estreitos, ainda por cima com postes da iluminaçao plantados a meio, e assim nao passa uma cadeira de rodas ou carro de bebe .  

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