
Faz-me muita impressão a quantidade de moralistas por aí a julgar os pais dos alunos da escola de Famalicão por terem princípios e quererem aplicá-los na educação dos seus filhos. Esquecem-se que a coerência é a única maneira de nos fazermos entender com as crianças. Toda esta novela que ainda não acabou, é uma lição de amor condenada ao sucesso (a felicidade dos filhos), porque estes miúdos são uns privilegiados - têm pais que olham por eles.
Mal andam os pais que delegam acriticamente a responsabilidade da formação dos seus filhos ao Estado e às modas das maiorias ruidosas de circunstância.
, que no caso presente n me parece que seja nenhum monstro, nunca é uma boa ideia e só se poder virar contra os pais mais tarde.
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ResponderEliminarApoiado, João Távora. A Assembleia de República legislou permitindo que seja considerada obrigatória -sob pena de perder o ano escolar- a frequência por jóvens, menores, de "aulas" com temas que envolvem a formação da personalidade.
Óbviamente deputados, eles mesmos, com personalidade já devidamente formatada.
Mude-se a lei e respeite-se a Constituição. Os pais estão certos e têm toda a razão, quem educa são os pais, não o Estado. O Ensino, diz a Constituição, não pode ter conteúdos ou quaisquer orientações ideológicas, culturais, religiosas, estéticas, ou de outra ordem, para que não sejam violados os direitos e liberdades individuais, nem a consciência nem os valores ou princípios de cada um. A Constituição consagra ainda, para rematar, que Educar é um Direito dos Pais/Educadores e que o a Escola Pública é laica, não confessional, não tem credos nem ideologias. Exactamente para proteger a diversidade de credos, de culturas, de etnias, de ideologias, etc. e deste modo, a Escola possa acolher todas as diferenças, adaptar-se às diferenças e respeitar as diferenças, porque as há. A diversidade existe e deve ser respeitada, segundo a Constituição.
ResponderEliminarMas como não existe uma Escola Ideal, não é possível ter um plano ou projecto específicos para atender a todas essas diferenças, pois seria uma multiplicação de programas sem fim. Bastava apenas uma coisa simples que anda desaparecida: Bom senso! E respeito pela Constituição!
ResponderEliminarEsta liberdade de não se ter aulas recorda-me a minha avó paterna, que era uma pessoa muito inteligente mas muito pouco formada porque tinha sido retirada da escola pelos pais dela aos 8 anos de idade, tal como era normal com as meninas naquele tempo.
Espero que na sua argumentação os modernos auto-designados defensores da liberdade da educação não caiam na asneira de defender procedimentos similares ao desses meus bisavôs.
Também me recordo da história de Dom Quixote de la Mancha, que arremetia a cavalo contra moinhos de vento que tomava por gigantes. Creio bem que estes self-styled defensores da liberdade de educação estão a fazer o mesmo: a identificar como um perigoso gigante algo que não passa de um inofensivo moinho de vento.
ResponderEliminarComo estes pais não há muitos por esta espécie de país acima/abaixo.
A maioria dos pais com alunos em idade escolar têm um comportamento lamentávelmente vergonhoso ao entregarem acriticamente os alunos às escolas que actualmente exercem um papel assaz tenebroso.
Estes pais que não prezam a formação humana dos filhos deviam ser entregues ao ping da China ou ao hun da Korea durante um ano. Vinham de lá, outros ...
Há pessoas que têm ideologias e convicções muito próprias, pouco convencionais e, com toda a liberdade e direito de as ter e optam, com toda coerência, por formas de vida "alternativas", digamos. Quem assim pensa, tem todo o direito de ensinar e educar os filhos de acordo com a sua filosofia de vida e as regras que entenderem introduzir na vida famíliar. Podem introduzir os temas e assuntos controversos que entenderem e as ideologias polémicas (ou não) que queiram. São livres de o fazer.
ResponderEliminarA questão é que não podem nem é aceitável a imposição do seu modelo de vida, de educação e as suas crenças aos outros. Devem limitar-se a exercer esse direito de escolha, ao espaço privado. E circunscrever as suas normas de vida ao seu espaço familiar íntimo ou mais alargado. O que não podem é impor, invadir ou tentar influenciar o dos outros e, mais grave, tornar obrigatórias "certas Ideologias" (como as de género, por ex.) Exactamente o que estão a forçar a aceitar à família em causa cujas regras e padrões de vida obedecem a outro modelo educacional, por sinal mais convencional (como é o da maioria das pessoas) e não escolheram o modelo alternativo a que os querem submeter. E como cada um é soberano no seu espaço privado, o da família, e até está vertido na Lei e consagrado na Constituição que compete aos pais educar... o que está a acontecer àquela família é uma clara violação da Lei e da Constituição. Simples!
Não se trata de “julgar os pais…por terem princípios e quererem aplicá-los na educação dos seus filhos” mas antes por quererem aplicá-los na escola que participa na educação dos filhos. Para isso, como cidadão, não lhes passo procuração
ResponderEliminarA Constituição considera sagrado e inalienável o Direito de educar dos pais, o que lhes permite livres escolhas e a possibilidade de estes decidirem se os filhos / educandos devem ou não frequentar as aulas de Religião e Moral. E para que essa sua opção seja respeitada, a disciplina foi desde sempre facultativa. Tanto mais que a questão da Religião (ou quaisquer crenças ideológicas e filosóficas) é do foro privado, assim como a Moral.
ResponderEliminarPor que razão não se mantém esse princípio e se concede um estatuto idêntico à disciplina de "Cidadania"?
Apenas para demonstrar quem tem força e lembrar quem manda nisto. A punição ou chumbo dos alunos é «exemplar», não passa de uma medida preventiva e dissuasora, que revela uma certa cobardia e medo de perder o controlo, logo, é pura prepotência!
Democracia, isto??? Já era...
Já leu as directrizes do Ministério da Educação? Se tivesse lido não dizia isso.
ResponderEliminarHá lá conteúdos que são "perigosos gigantes" para crianças ou jovens. Claro que não há interditos ou tabus para os adultos e tudo pode ser discutido. Mas não em determinadas idades, no meu entender...
ResponderEliminarAs directrizes do Ministério da Educação não têm muita importância porque, nesta cadeira como alhures, na prática muita matéria não chega a ser dada, e menos matéria ainda chega a ser aprendida.
Em vez de ler as directrizes do Ministério da Educação, um encarregado de educação avisado faria bem em enviar o seu filho para essa cadeira e depois perguntar-lhe o que foi lecionado nela. A resposta seria provavelmente "nada".
Foi você que pediu um Totalitarismo do Pensamento Único? Não, obrigado! Passo.
ResponderEliminar1 - Estamos diante do mais acabado exemplo de um Estado prepotente e inflexível. Um caso grave de abuso, de intimidação e tentativa de subjugação duns Pais ao pensamento Único e Totalitário e à tentativa de os vergar ao "progressismo", que é a atual ideologia do Estado.
ResponderEliminarMuito haveria a dizer sobre isso, mas sumariamente, pretende-se um apagão nos valores da nossa matriz Civilizacional e Cultural e um arraso total nos Valores da tradição ocidental. Em síntese, está em andamento a construção do Homem Novo.
ResponderEliminar(cont.)
2- Não encaremos o chumbo dos alunos com ligeireza. É puro darwinismo cultural e eugenia das ideias, i.e., uma "selecção" daquelas que devem "desaparecer" e ser destruídas _ segundo os critérios destes darwinistas do progressismo cultural. Esta família trava uma luta que, embora solitária e individual, representa inúmeras outras famílias com valores e conceitos de vida idênticos e por isso, estes Pais travam, simbolicamente, a luta de David contra Golias.
O chumbo dos dois alunos obedece a um plano de Evolução (artificial, forçada) que está em marcha! Significa a escolha dos mais "evoluídos" (!) ou seja, seleccionam-se aqueles que melhor se "adaptam" ao tempo novo do "progressismo". Os restantes Não- Devem-Sobreviver , porque, segundo os critérios de selecção destes darwinistas, são considerados mais APTOS (não os melhores), mas os mais obedientes, dóceis e moldáveis, porque _ prestem bem atenção _ «Submissão » é a nova palavra de ordem! E ai de quem se lhes oponha, porque não sobrevivem. É neste contexto que entra a perseguição a estes Pais!
São os Pais que se atravessaram no caminho! E no "Plano" deles! E que também decidiram ir à luta pela sobrevivência dos seus valores que são os da maioria de nós, mas com mais coragem.
É uma luta inglória? É o que vamos ver.
(Desculpe, João Távora, por abusar do espaço com este "lençol",)
F.Pontes
p.s. Para relembrar, este texto extraordinário de Carlos M. Fernandes, com sua permissão:
https://observador.pt/opiniao/evolucao-e-eugenia-das-ideias/
A mim parece-me que o que está a ser feito à família de Famalicão é uma tentativa de
ResponderEliminarTambém passo, esse "t.p.ú." é muito indigesto. Prefiro tomar uma "Democracia"
ResponderEliminarProvavelmente "nada" _ diz o Balio.
ResponderEliminarE provavelmente não servirá mesmo para grande coisa. Mas serviu para reprovar uns excelentes alunos de nível 5. Outros transitam de ano com carradas de negativas, como saberá. Se quiser saber o que dizem deles os seus professores, pode ler aqui...
https://noticiasviriato.pt/perseguicao-ditatorial-intensifica-filhos-de-artur-sao-novamente-chumbados
Um assunto que chamou a atenção só de alguns órgãos de informação (e blogs!) e mereceu apenas silêncio e destaque "zero" na restante Comunicação Social, em geral, até que morra o assunto (incomodativo ao poder, talvez).
(A propósito, sabe o sr. o que tentaram fazer ao "Notícias Viriato"? Retirada da carteira profissional).