
O retorno à ribalta política de Pedro Passos Coelho como salvador da pátria é um assunto recorrente no debate à direita que reflecte bem a profunda crise que atravessa, com clara dificuldade de renovar-se com novos protagonistas, mas principalmente de assumir bandeiras que entusiasmem um eleitorado tendencialmente resignado – e assustado. Esse sebastianismo também espelha uma falta de autoridade e reconhecimento público das elites políticas envelhecidas que há décadas circulam desgastadas pelos corredores do poder e seus vasos comunicantes: há muito que o serviço público vem deixando de atrair os melhores, seja pela fraca remuneração duma carreira política, mas principalmente por causa do desprestigio em que esses cargos decaíram. Evidentemente que há excepções que só confirmam a regra, e percebe-se a veneração que Passos Coelho suscita numa direita inconformada com a decadência permanente dos indicadores económicos e o desprestígio das instituições do país.
Mas o seu tempo na ribalta política passou: se Passos Coelho foi o salvador da Pátria e o sucesso no resgate do País se deveu à sua heróica resistência, por esse motivo conquistou demasiados inimigos e preconceitos, e suspeito que será sempre uma personalidade desgastada pelos anos de chumbo que lhe alienaram o centro político.
Para mais, se não queremos somar aos já muitos problemas do país um choque geracional a prazo, parece-me urgente a promoção de novos actores no espaço público partidário, urge rejuvenescer as lideranças, que tragam um discurso renovado e mais afoito para denunciar os nossos vícios velhos e inspirar alguma esperança no futuro. A tralha ferrugenta que se pavoneia em comentários nas televisões são o espelho duma decadência que urge inverter.
Também é por isso que deposito altas expectativas em Francisco Rodrigues dos Santos que gostava de ver mais vezes no espaço público, para que sem complexos se dedique a uma agenda de valores conservadores e liberais, que tanta falta fazem ao equilíbrio dum debate político que se queira estimulante. Bandeiras não hão-de faltar a uma direita rejuvenescida que conseguisse emergir do pântano moral, político e económico em que estamos todos atolados.
Passos Coelho é a única pessoa consensual que pode congregar toda a Direita. Deve voltar, estamos precisados de alguém com as suas capacidades e qualidades. Mas este não é o tempo dele, por isso espero que não regresse ainda. O seu carácter límpido não condiz com a espelunca em que tornaram o país, desde que ele se afastou.
ResponderEliminarQue seja, portanto, poupado a este pântano moral, político e económico em que estamos atolados, como diz.
De resto _ confesso a "maldade" _ mas acho divertido e sinto puro prazer que seja o ACosta a ter de enfrentar esta crise. Justiça poética ! É o Universo a retribuir o que cada um merece, na justa medida, de acordo com a sua conduta.
Cá se fazem, cá se pagam. E ainda a procissão vai no adro!!!
Passos e Sócrates são a causa final da Dívida que o Regime Abrilista (47anos) deixa aos jovens.
ResponderEliminarPor causa da justiça ser poética é que o Passos se livrou da trafulhice na Tecnoforma.
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ResponderEliminaruma agenda de valores conservadores e liberais
Umas vezes conservadores, outras vezes liberais, à la carte e conforme as conveniências.
Coerência política, nenhuma. Ou se é conservador, ou se é liberal. Aliás, o liberalismo desenvolveu-se precisamente contra o conservadorismo.
ResponderEliminarConcordo com o post. Passos Coelho tem 57 anos de idade e, como tal, não pode rejuvenescer nada. Não é propriamente um velho, mas está quase na idade da reforma.
Países mais desenvolvidos que nós têm presidentes e primeiros-ministros entre os 35 e os 50 anos de idade.
Convinha que avivasse a sua memória, lendo o artigo que vai indicado. Preste atenção ao título: "2011 nunca existiu".
ResponderEliminarDuplamente interessante, porque tendo sido escrito em 2016, (já instaladas as políticas geringonças) , pode comparar com país actual e verificar como tudo permanece tão igual . Não fosse a indicação da data, diria que o tempo não passou. Fica, assim, comprovada a estagnação do país.
Li bem? Oh! Como se celebrou o rejuvenescimento nos EUA!
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ResponderEliminarLeu bem. É verdade que há países, como a Itália e os EUA (e, já agora, a ex-União Soviética) que têm classes políticas ainda mais velhas do que a nossa. São, em minha opinião, péssimos exemplos. Em minha opinião, os governantes não devem estar acima da idade da reforma; e, de preferência, devem ser bem mais jovens que isso.
A primeira-ministra da Finlândia tem 35 anos de idade. A da Nova Zelândia tem 40. Acho que esses são bons exemplos. Aliás, no Portugal pós-25 de Abril também era assim. Cavaco Silva subiu ao poder bem antes dos 50 anos.
«PCP, BE, PAN, PS, PSD, CDS» são o Regime Abrilista há 47 anos. Vivem uns dos outros.
ResponderEliminarConvenhamos que é manifestamente exagerado considerar que estão acabadas pessoas entre os 50 e 60 anos... Quanto aos bons exemplos que mencionou são excepcionais e excepções! Tomáramos nós!
ResponderEliminarO Passo Coelho de novo no PSD?
ResponderEliminarIsso parece ser um rematado disparate!
A comida requentada agrada a poucos ...
Isso parece ser mais uma boutade da luminária de Belém.
Está a ver o PSD a ir cano abaixo por conta do desempemho daquele nado morto para a politica que é RRio e assim, depois ter atrofiado aquele partido com o empurrar para do portuense para lá, quer ver se ainda vai a tempo de apanhar alguns cacos.
De caminho talvez conseguisse acalmar o Chega, mas ...
Só se for completamente tonto é que Pc vai nessa conversa, até porque a luminária merece tanta confiança como um cesteiro ...
ResponderEliminaré manifestamente exagerado considerar que estão acabadas pessoas entre os 50 e 60 anos
Nem eu considero tal coisa. Somente disse que uma pessoa de 57 anos de idade não pode rejuvenescer a política portuguesa.
Uma coisa não exclui a outra.
ResponderEliminar"Conservadorismo" tem sido associado a estagnação, a paralisação, a uma recusa de evolução ou avesso ao progresso. Nada mais errado.
Um conservador não pára no Tempo, defende a Evolução, mas encara as lições da História, para com elas evitar as experiências traumáticas de todas as Revoluções. Olham para a Ordem do Mundo e para o seu contínuo movimento imparável. Seguem a sua progressão, contínua, as suas mudanças e, por isso NÃO são avessos ao Progresso e à Transformação inevitável que implica toda a Evolução. Mas encaram-na de outra maneira: "Substituindo e Adaptando". A transformação faz-se mas não é radical, pois conserva com "adaptações", SEM rupturas. Elimina-se o desnecessário, mas sem deitar fora violentamente, portanto sem gestos a mais ou a menos, nem excessivos, que retiram a lucidez e trazem à tona toda a rudeza própria dos impulsos irracionais e primários.
ResponderEliminarA Revolução, como o nome indica, com os incontornáveis radicalismos bombásticos, rebeliões e violências que lhe estão associados, preconizam a ruptura, o corte abrupto com o Tempo/Espaço anterior, ora fazendo rodar ao contrário os ponteiros do relógio, ora acelerando-os e por fim desregulando o Tempo, na ânsia de, num ápice, cilindrar tudo o que pré-existe, não deixando pedra sobre pedra, apagando, eliminando e destruindo cegamente tudo o que se interpõe no seu caminho e nos seus objectivos.
A irracionalidade e os exacerbamentos até ao paroxismo não estão, de certeza, no rol das Virtudes humanas e estão na base de todas as experiências traumáticas que sempre trazem as Revoluções.
a direita a sonhar com salvadores da pátria...
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ResponderEliminarO da Póvoa do... é saloio, parvo, estúpido e esquerdalho da bosta, palavra esta consagrada por um gajo do BE e do Senegal. Dado que uma desgraça nunca vem só. Mai nada.
Desde quando "rejuvenescer" é sinónimo de boas políticas? É descabido, sobretudo num país envelhecido. Não percebo que vantagem traz e, sinceramente, não acho esse o melhor critério.
ResponderEliminarBons governos distinguem-se com outras valências: só com gente capaz, os mais competentes e escolhas dos melhores entre os melhores e com provas dadas, com conhecimento da Vida, com profissões fora da política (e que nem precise dela!) fora do carreirismo e da partidarite destes incompetentes que se rodeiam de invertebrados "yes men" e de aparatchiks solícitos, que nos desgraçaram a nós e ao país. É disso que precisamos, que o país precisa e os portugueses merecem: de correr com estes carreiritas de pacotilha, estes oficiais do carimbo burocrático do papel na mão, sem qualquer préstimo, e livrarmo-nos dos oportunistas famélicos que cirandam à volta, curvados à espera dos restos e das migalhas.
ResponderEliminarMas os seus governos têm sucesso não por causa da idade, mas pelas características pessoais excepcionais, pelas capacidades de liderança, visão, porque têm um RUMO definido para seus países, sabem o que querem e por onde devem ir , munidos de um Plano , um Projecto e uma Bússola. E porque, acima de tudo, põem tudo isso em prática com toda a competência, rodeando-se dos melhores, sendo jovens ou não.
E daqui a muitos anos conservarão este carisma e acrescentarão a experiência que não é de somenos importância no caso destes exemplos que apontou.
Precisamos, em suma, de correr com esta fancaria! Salvar a Pátria enquanto é tempo, que o abuso está a ir longe de mais. Muito além da conta.
ResponderEliminarA Revolução em Marcha, de Rui Ramos.
ResponderEliminarCaos vs Cosmos - O "Caos" é o Tempo primário, anterior ao "Cosmos", o Universo organizado.
ResponderEliminar"Caos" é a DESORDEM, a Disjunção = o Mundo "disperso", fragmentado e ainda informe, por organizar.
-------- representa:
desunião, fragmentação, desarmonia, separação, cisão, dispersão...
"Cosmos" é a ORDEM do Universo e do mundo, a Conjunção = a Beleza do Todo (conjunto).
--------- representa:
a União, a Totalidade do Universo coordenado, formando um conjunto organizado, disposto em ordem e harmonia, numa contínua Progressão espaço-tempo integrado no Universo, em união).
O "Cosmos" c o r r i g e o "Caos".
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Revolução é---DISJUNÇÃO, cisão, ruptura, aniquilamento, movimento sincopado, disperso, sem direcção definida, caótica =Caos=Desordem
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Evolução é --- CONJUNÇÃO, movimento contínuo, organização do todo, a integração sem ruptura, a harmonia, a convergência =Cosmos=Ordem
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Onde estamos e para onde vamos? Eis a questão.
cca