Desculpem-me vocês, pessoas inteligentes e cultas que são minhas amigas: o nosso grande drama na História acontece quando deixamos de ter contacto directo com aqueles que testemunharam o tempo anterior ao nosso. Aí é que nasce toda uma sorte de mitos que nos perturbam a interpretação do passado. Com nefastas consequências no futuro.
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No centenário da "Revolução Nacional"
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Não perturbam apenas, também deturpam a seu bel-prazer com propósitos muito pouco claros, o que é mais grave.
ResponderEliminarQuantas vezes não são recolhidos, deliberadamente, os testemunhos directos, as experiências de quem presenciou e viveu os acontecimentos (a História viva), para que a narrativa oficial não possa ser contraditada nem deslustrada. Quantas vezes não se autoriza a contraversão embaraçosa, silenciam-se as vozes incómodas e apagam-se as imagens que destoam.
A propósito das consquências nocivas dos "mitos" que se criam e que o João Távora refere, estou precisamnte a lembrar-me dos Ensaios brilhantes e corajosos da Helena Matos sobre o silenciamento da Descolonização e dos Retornados e sempre com aquela procura de rigor com provas em suporte documental, como é seu timbre. Destaco um deles que muito me impressionou: "Chamaram-lhe retornados" (*) no Obsevador.
(*) Imperdível, de Helena Matos:
https://observador.pt/especiais/chamaram-lhes-retornados/#title-4
MLT
dentro de 4 meses espero fazer 90
ResponderEliminaros indigentes passam o tempo a descobrir a pólvora
e a desmentir factos a que assisti
sou pedreiro-livre venho na lista da Loja liberdade e justiça
sou anarca porque detesto qualquer tipo de estado na sua missão de chulo
Regra de ouro: às crianças e aos jovens não se deve (nunca) ensinar a História de Portugal real _ com seus defeitos e virtudes _ não vão eles defrontar-se com a sua verdadeira dimensão e "ver com olhos de ver"
ResponderEliminart a m b é m o seu lado glorioso e quem sabe! despertar neles um dispensável orgulho nacional e um amor à Pátria indesejável.