domingo, 6 de setembro de 2020

Que tal também os jornais portugueses assumirem as suas tendências políticas?

 


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Numa entrevista nesta semana, o novo director do ABC (Julián Quirós, na foto) afirma que o jornal pretende “atender e inspirar as amplas camadas liberais e conservadoras da sociedade espanhola”. Mais adiante, sublinha que o jornal não está “subordinado aos partidos”. Imagino que se a entrevista fosse com um hipotético novo director do El País, este diria que iria “atender e inspirar as amplas camadas socialistas e progressistas”. Sinto falta desta clareza e pluralismo na Comunicação Social portuguesa, onde quase todos os meios têm redacções com a mesma mundividência, basicamente de esquerda, que implica as mesmas agendas, as mesmas hierarquizações de temas a desenvolver, as mesmas fontes, a mesma confusão entre o que é seguir uma tendência politica e o servir partidos. Até aqueles meios que, por causa das secções de Opinião, julgamos que são diferentes, mas cuja informação praticamente não se distingue da enfadonha mesmice instalada.

10 comentários:

  1. Inteiramente de acordo.

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  2. ABC : Ignacio  Camacho, Luís Ventoso, .J.Carlos Girauta , entre outros.
    Fernando Ónega,em "La Voz de Galicia" e " La Vanguardia".
    E ,obviamente, "Libertad Digital".
    Marcação cerrada e impiedosa ao "Bombero Torero" que se faz passar por Governo de Espanha.

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  3. O que o autor do post está a dizer é que não há pluralismo na comunicação social portuguesa. Nem pluralismo, nem clareza.

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  4. Percebemos ambos, perfeitamente, o que o autor quis dizer. 
    Só que no meu comentário lancei uns subentendidos sobre a causa da falta de pluralismo.  Mas posso ser mais claro: o 4º Poder desistiu de ser poder. Sabe porquê? Porque já  "não pode", porque à Comunicação Social  lhe foi retirada a posse da sua liberdade, no momento em que se deixou comprar por um prato de lentilhas. Ou vários! A partir daí, uma vez manietadas, o que se espera das redacções é que elas sejam previsíveis e "cooperantes", isto é, que cumpram reciprocamente a sua parte conforme se espera delas. E assim, avidamente, quase todas elas tiveram de se virar, para o mesmo lado, donde jorra o poder. E assim se foi o pluralismo do nosso 4º Poder que prescindiu de o ser.
    É dessa modorra instalada no jornalismo, dessa "mesmice" que nos fala o autor do post.

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  5. Em Portugal não é preciso. Os mídia de maior divulgação, Jornais e TVs, praticamente todos, transpiram, timoratos, esquerda pró-governo (socialista/comunista).  É uma questão de sobrevivência, não é por tendência política.

    Quando esboçam algo aparentemente contra o governo é só para ver se recebem mais uns pratinhos de lentilhas.
    Não é defeito de quem informa. Apenas é a vida que está ficando cada vez mais difícil.

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  6. É mesmo isso o nosso jornalismo famélico. Resume-se a uma pedinchice.  
    Mas isso é só uma pequena parte, porque o mesmo acontece, mas "em grande", e vai por aí acima, tudo encadeado, até chegar às "cúpulas", sempre dobradas e de mão estendida. Velhos hábitos!...
    Lembra-se daquela imagem inesquecível  do Dr. Costa  de cerviz bem curvada, na pedincha diante do 1º Ministro holandês MarK Rutte? Pois este é o frugal que anda de bicicleta... mas é por isso que TEM. 

    Perdão, não queria dizer "na pedincha" e por isso corrijo: o Dr. Costa só estava a solicitar "um movimento positivo"- disse.


    E pronto: o nosso jornalismo não faz mais do que reproduzir mimeticamente o que se faz lá pelas "alturas". Mas tá-se bem. E todos facturam.

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