
Quem ingenuamente julga que a questão da violência das claques e da delinquência no futebol é um problema exclusivo do Sporting, está muito enganado. Porque será que o Estado que se quer meter em tudo, até na nossa vida privada, assobia para o lado nesta matéria tão urgente? Temo que o problema só seja encarado com seriedade quando acontecer uma grande tragédia - o monstro é incontrolável e se não for enfrentado, depois de matar alguém irá matar o futebol.
Aqueles que de boa-fé julgam que o problema do Sporting é Frederico Varandas deveriam pensar se haverá alguém com vontade e qualidades profissionais e humanas para o substituir, sabendo de antemão que se vai confrontar com os mesmos problemas da actual direcção: um clube em guerra civil e recursos tragicamente limitados para ombrear com os seus rivais. A reedificação dum Sporting vencedor (como o que existiu até aos anos 60) é um trabalho de hércules que exige não só um líder extraordinário (que não estou a ver de onde surja), mas de estabilidade para implementar uma estratégia vencedora (atravessar o deserto). Entretanto deixem a actual direcção terminar o seu legítimo mandato. Se no final tiver dominado as claques, devolvido o Sporting aos adeptos e as famílias poderem voltar a frequentar pacificamente as bancadas, já terá valido a pena.
Imagem - Heysel, Bélgica, 29 de maio de 1985
Post publicado originalmente aqui
esta matéria tão urgente?
ResponderEliminarNão gosto de ver o Estado a ser para aqui chamado.
Quem tem que implementar a segurança do seu negócio é, em primeira análise, o próprio dono do negócio.
Os contribuintes não têm nada que estar a subsidiar o futebol, gastando recursos extrordinários com a sua segurança.
De resto, não vejo extraordinária urgência. Houve um dirigente do Sporting que foi agredido - mas pessoas agredidas, há-as a dar com um pau, em muitas circunstâncias. Miúdas a quem é cuspido na cara, deve ser o que mais há nas escolas de Portugal. Não façamos disto uma tragédia que não é.
O adorado Bruno criou um monstro e alimentou-o com a guerrilha anti-lampioes. Nessa altura riam-se e diziam , força Bruno vai-te a eles. Agora é lidar.
ResponderEliminar