sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Ajoelhados

(...) Votar na candidata do Livre, mulher e negra, era a oportunidade de o eleitor se lavar dos pecados de uma sociedade racista e patriarcal. Foi assim que tanta gente, em tanto lado, dizendo até discordar do posicionamento do Livre, fez questão no entanto de fazer em público votos piedosos para que a sua candidata fosse eleita. A dificuldade de fala da candidata era, a esse respeito, irrelevante, quando não mais uma ocasião para o eleitor demonstrar rectidão, escolhendo uma pessoa com deficiência física. O voto no Livre foi o equivalente de uma penitência religiosa.


Ou seja, a deputada do Livre, independentemente das suas capacidades e ideias, foi eleita como um símbolo. Está na assembleia como um monumento, a lembrar as virtudes dos que votaram nela, e os crimes dos que não votaram. Desse ponto de vista, Joacine Katar Moreira é o membro mais eloquente do parlamento. Nenhum outro deputado se faz compreender tão bem, nenhum outro comunica tão claramente. Basta olhar para ela, e está tudo dito e percebido.


O Livre apostou tudo na mística e no ritual do politicamente correcto. (...)


 


Rui Ramos no Observador

7 comentários:



  1. Tal como a seu tempo, nos EUA, o foi para muitos votar em Obama.

    Em ambos os casos algo sem grande consequência, além de um pouco da cor dos tempos.

    Os EUA continuaram, e continuam, a ser os mesmos EUA. A Assembleia da República portuguesa continua, e continuará, a ser a mesma AR. Literalmente um epifenómeno epidérmico.

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  2. 'Deus nos livre'
    'vai-te katar!'

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  3. tanta gente, dizendo até discordar do posicionamento do Livre, fez questão no entanto de fazer em público votos piedosos para que a sua candidata fosse eleita

    A que gente, concretamente, se refere Rui Ramos? Que pessoas fizeram esses votos, escreveram ou disseram tais coisas?

    Tenho a impressão que Rui Ramos está a inventar. Está a fazer a usual prática de D. Quixote: imaginar um gigante para depois poder investir contra ele.

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  4. Circo para papalvos  -   mas papalvos modernaços, que macaqueiam (literalmente)  o que se faz "lá fora"...
    Os EUA, logo eles!!, também exibem uma "representante de minoria oprimida" levando pela trela um paneleirote de saias.
    Querem melhor prova de que estamos, finalmente, na primeira fila do "Progressismo"?






    JSP

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  5. Quem votou no Livre conhece bem o que defende o Livre. Tal como a candidata afirmou no dia em que foi eleita, o Livre é um partido  comunista radical. Só não
     ouve quem se fizer de surdo. Querer mascarar isso com a cor da pele parece-me um erro. Infelizmente os radicais comunistas em Portugal continuam em largo numero.

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  6. ---»»» O DISCURSO DO ÓDIO NÃO ESTÁ NOS AUTÓCTONES QUE PROCURAM SOBREVIVER PACATAMENTE NO PLANETA... MAS SIM... NAQUELES QUE (EM CONLUIO COM INTERESSES ECONÓMICOS) PROCURAM IMPEDIR QUE POVOS AUTÓCTONES DISPONHAM DE TEMPO PARA PROSPERAR AO SEU RITMO!!!
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    1. O NACIONALISTA EUROPEU
    -» O nacionalista europeu está numa encruzilhada: ele já trabalhou como mercenário anti-Identidade... embora hoje em dia seja usado como bode expiatório...
    [nota: o seu trabalho nas Américas, na Austrália, (povos autóctones foram, inclusive, alvo de holocaustos massivos), não foi um trabalho nacionalista... mas sim... um trabalho mercenário anti-Identidade ao serviço de interesses económicos]
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    2. O AFRICANO DO ANTI-RACISMO E ANTI-XENOFOBIA
    -» São mais do mesmo: mercenários anti-Identidade!
    Ora, de facto: pessoal (leia-se, esclavagistas) que gosta de fazer negociatas com mão-de-obra servil ao desbarato... usou no passado africanos como escravos... no entanto, todavia... hoje em dia os grandes aliados de (muitos) africanos são precisamente os neo-esclavagistas!!!
    Com efeito, ambos (muitos africanos e neo-esclavagistas):
    i) não estão interessados em devolver territórios aos povos autóctones que foram alvo de sabotagens sociológicas [nota: alguns (nas Américas, na Austrália), foram, inclusive, alvo de holocaustos massivos] e impedidos de poderem prosperar ao seu ritmo.
    {uma obs: os africanos não foram apenas usados como escravos... foram também... usados como instrumento de substituição populacional de povos autóctones}
    ii) não estão interessados que a ajuda aos mais pobres seja feita por meio da introdução da Taxa-Tobin... para eles... tal deve ser feito por meio da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil de outros povos.
    iii) consideram que os povos autóctones (que procuram sobreviver pacatamente no planeta) devem ser  classificados de racistas/xenófobos... logo... devem ser alvo de represálias/sanções.
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    3. OS BOYS E GIRLS DA MODERNA SOCIEDADE MERCENÁRIA EUROPEIA
    -» não gostam de trabalhar para a sustentabilidade demográfica: procuram nacionalizar salvadores da demografia.
    -» não gostam de trabalhar para a sustentabilidade financeira: procuram vender tudo aquilo que puderem a estrangeiros endinheirados
    -» consideram que a mão-de-obra servil é «carne para canhão»: com efeito, tal como (muitos) africanos e tal como os neo-esclavagistas, estes boys e girls procuram implementar a doutrina: a ajuda aos mais pobres não deve ser feita por meio da introdução da Taxa-Tobin... mas sim... por meio da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil de outros povos.
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    A luta pela liberdade no planeta passa pela mobilização de Identitários para o SEPARATISMO!
    (manifesto em divulgação, ajuda a divulgar)
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    IDENTITÁRIOS SEPARATISTAS:
    1- todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o seu espaço no planeta -» inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
    2- os 'globalization-lovers', UE-lovers, etc, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa: SEPARATISMO-50-50.
    ---» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/

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