sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Uma estranha sensação de Déjà vu

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1 - Ontem o jogo em Alvalade mostrou um Sporting bipolar: com um futebol escorreito e quase vistoso, com a bola a chegar com perigo à área do adversário na primeira meia hora, e depois uma equipa extremamente insegura, hesitante, com um meio campo excessivamente permeável e demasiados passes falhados (não há ninguém melhor que Doumbia para fazer o número 6?). Para isso não ajudam nada os sinais que vêm da bancada – os adeptos estão impacientes e intransigentes para com o falhanço. Receio que a recuperação de confiança da equipa ainda demore: tarda uma exibição concludente com o consequente resultado. Aqueles jogadores são capazes de muito mais.


2 - Também não gostei do espectáculo final do topo sul, onde as claques afinal se mantêm impunemente empenhadas, não a apoiar o clube, mas para derrubar revolucionariamente o presidente eleito. O Sporting não pode ser dirigido a partir da rua, muito menos pelas claques - nenhuma instituição sobrevive em permanente sobressalto revolucionário. A direcção também precisa de paz institucional, cumprir o mandato para que foi eleita, de preferência corrigindo os erros cometidos na gestão do futebol profissional. Julgo que não seja preciso um curso superior para entender que, com os maus-tratos dos últimos anos, o que está em jogo é a sobrevivência do Sporting como nós o conhecemos. Temos de por fim a este processo de autofagia. Não somos campeões há 18 anos? Olhem para o Liverpool (e tantos outros históricos da Liga Inglesa).


Publicado originalmente aqui

4 comentários:

  1. O problema é que os sportinguistas de hoje ainda se recordam do tempo em que todos os campeonatos eram ganhos ou pelo Benfica ou pelo Sporting. Atualmente todos os campeonatos são ganhos ou pelo Benfica ou pelo Porto. O que significa que houve sempre dois, e somente dois, clubes grandes (em termos de vitórias, não de adeptos) em Portugal, e o Sporting dantes era um deles e agora já não é.
    Em Inglaterra sempre houve mais que dois clubes grandes, e sempre houve clubes grandes que passaram longas temporadas sem ganhar nada. Não há razão para ter especial inveja nem especial raiva.

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  2. um clube que morreu por queda das varandas.
    consta que Bruno ainda será vendido este milénio.
    deviam jogar na 3ª divisão

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  3. Varandas é um incompetente aprendiz de feiticeiro.
    Comete os mesmos erros do antecessor. Este, como era burgesso, dizia bardamerda e mostrava o dedo do meio, o Dr., mais urbano, lança beijinhos e fala em esqueletos.
    Ambos disfarçam as lacunas com ataques a inimigos. O Badocha era às nádegas, doyen e Cartilheiro, o Dr escolheu as claques e os irredutíveis brunistas.
    Duas faces da má moeda.

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