
Apesar de no nosso sistema eleitoral a dispersão da direita em facções mais definidas significar inevitavelmente a perda da sua representatividade parlamentar, como referi aqui há dias a outro propósito, considero saudável o surgimento dos novos partidos a concurso nas eleições de 6 de Outubro. Neste julgamento onde não incluo o partido de Pedro Santana Lopes, que mais do que uma corrente ideológica representa apenas o candidato derrotado das directas do PSD que decide correr por fora, refiro-me ao Iniciativa Liberal e ao Chega.
Começando pelo último, tenho para mim que o partido do André Ventura poderá ter a virtude de vir a acolher a direita reaccionária (na verdadeira acepção do termo) que desde o 25 de Abril, apesar de não gostar muito de eleições, se sente órfã de representação. O Chega poderá ser útil para se perceber o real peso dessa facção em Portugal, que não é mais do que o avesso do espelho do Partido Comunista: de ruptura, nacionalista, anticapitalista e securitária. Já a Iniciativa Liberal traz para o concurso, também de forma descomplexada, o liberalismo puro e duro, uma utopia que numa nação centralista e paternalista como a portuguesa ainda tem mau nome. Talvez por isso sujeito a um sucesso limitado, o partido de Carlos Guimarães Pinto tem a virtude de trazer para a discussão pública os limites da intervenção do Estado e do individualismo, ou da maturidade da sociedade civil para tomar conta dos próprios desígnios.
Ao contrário do que possa parecer, o PSD, o CDS (e o país em última análise) têm muito a ganhar com o alargamento do debate que estes novos partidos potenciam. Certo é que a direita, se quiser um dia quiser voltar ao poder para fazer obra, terá de ter capacidade para de novo juntar todas partes que sejam compatíveis, não se esqueçam disso.
A I.L. com gente nova,um discurso novo por cá,sem reaccionarices,querendo o emagrecimento do Estado e substituindo-o pelas organizações da sociedade civil,
ResponderEliminara I.L. poderá ser no futuro uma esperança para um país renovado.Assim não se deixe enlear nos meandros da corrupção e do nepotismo.
para arranjar 'taxos' para os Amigos à custa da carteira e suor dos contribuintes
ResponderEliminar'la seda' é que está a dar
Com a comunicação social em peso a andar com a esquerda e a extrema esquerda ao colo, enquanto ostraciza a direita, veja-se como desavergonhadamente se comportam a SIC, a TVI, as rádios e os diários panfletarios falidos público e dn, a direita terá a vida um tanto dificultada.
ResponderEliminarR. Carrola.
o [partido] de Pedro Santana Lopes, que mais do que uma corrente ideológica representa apenas o candidato derrotado das directas do PSD
ResponderEliminarNão concordo. O PSD é que, com Rui Rio, se deslocou para a esquerda (tal como com Passos Coelho se tinha deslocado para a direita), sobrepondo-se ao PS e deixando portanto a ala direita desguarnecida. A Aliança vem tentar satisfazer o eleitorado dessa ala direita do PSD. Representa portanto, efetivamente, uma corrente ideológica.
A SIC é a voz do dono, António Costa, é uma vergonha é o "pagamento das facilidades financeiras".....
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