segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O milagre das mercearias finas

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Uma prova de que o saudosismo o mais das vezes é fruto da falta de memória ou da imaginação fértil é o que acontece por estes dias em que o conceito de "Mercearia" está na moda, associado erradamente a qualidade e sofisticação. De facto, por todo o lado hoje florescem lojas com produtos “gourmet” que estranhamente ostentam a designação de “mercearias” que ao tempo da minha juventude não eram mais do que pequenas e obscuras lojas, o mais das vezes contiguas à residência do proprietário, que cheiravam a ranço e tinham um pouco de tudo o que não fosse fresco, e onde se aproveitava a familiaridade com o freguês para lhe conceder crédito, vender o refugo e carregar nos preços.


Na imagem: cena na Mercearia do Evaristo, do filme O Pátio das Cantigas realização de Ribeirinho em 1942. 

2 comentários:


  1. Creio que vai por aí uma grande confusão.
    Mercearias finas sempre houve poucas e no centro das grandes cidades. Ainda hoje há uma boa dúzia delas.O texto refere-se às mercearias "não finas" que as havia aos milhares!

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  2. Estes tipos e estas tipas, em geral esquerdalhos, ou tipo PAN, que quer um SMS para animais enquanto os humanos, nomeadamente velhos, caem das macas apinhadas nos corredores dos hospitais, fazem de tudo para acabar com a Família e os valores ancestrais judaico-cristaos. E, então, saem-se com este tipo de tontices, e, claro, o tuga, amestrado e acéfalo, coitado, acha um piadao. Hoje tascas e marcenarias e outras palermices que tais estão na berra. Pensar pela própria cabeça é o pensas...

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