quinta-feira, 16 de maio de 2019

Por falar em lata

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Parece que a Nação encontrou finalmente em Joe Berardo um bode expiatório que personifica todo o descaramento e impunidade (a celebrada ética republicana) que o regime vem acalentando e que estamos condenados a pagar com juros por várias gerações. Talvez isso fosse realmente instrutivo se a indignação levasse a uma profunda revisão por quem de direito dos critérios de atribuição de comendas e demais lataria que outros impostores exibem ao peito. Bonito, bonito, era que a gente honrada na posse de tais nobilitações (que as há), num assomo de pudor e exigência estética as devolvessem à procedência, como parece que vai fazer o advogado José Miguel Júdice – ou não?

2 comentários:

  1. Concordo. A vergonha só chegará aos lugares de decisão quando os que se envergonham pela rebaldaria de outros fizerem greve e repudiarem qualquer associação a relapsos.

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  2. Lisboa, 9 de Novembro de 1982 -- Deus nos defenda! Há um agente infeccioso dos palácios como o há dos hospitais. Um miasma subtil que contamina as consciências e as conforma com as sinuosidades do poder, dando-lhes uma versatilidade ardilosa que, à força de compromissos, pequenas traições e vagos sucessos, se julga tão inteligente como a inteligência.
    Torga

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