domingo, 19 de maio de 2019

Domingo

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 



Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros». 



Palavra da salvação. 

1 comentário:

  1. Protocolos de encontros


    A ALDEIA GLOBAL TORNOU-NOS APENAS PRÓXIMOS: não nos apresentou uns aos outros. Passamos a partilhar uma quantidade colossal de informações, mas continuamos perfeitos estranhos. Quando muito, tem crescido o voyeurismo, que sobrevoa a existência alheia e nos dispersa da nossa. às nossas sociedades hipertecnológicas faltam os protocolos de encontro que integravam, com a maior naturalidade, o quotidiano das sociedades primitivas. Entre os povos do deserto, quando os desconhecidos eram aceites como hóspedes, seguia-se este ritual de aproximação: «Considera-te bem-vindo! Recebe as minhas saudações. Como prosseguem os teus dias? Como vão os  filhos de Adão? E a tua família? E a tua tenda?E a tua gente? E a tua mãe? E tu, como corre a viagem que estás a realizar?»
    Percebe-se que acolher implicava escutar o outro em profundidade. É isso que está em jogo num genuíno encontro. As fórmulas podem ser mais longas ou mais breves, mas  o fundamental é que um espírito de cerimónia persista, pois ele humaniza as nossas trajetórias.
    Na Bíblia hebraica encontramos o «Quem és? De onde vens? Para onde vais?» trocado com cordial curiosidade, entre viandantes. São perguntas que podem parecer demasiado grandes, é verdade, mas não podemos desistir delas, pois oferecem-nos caminhos de avizinhamento ao mistério que o outro é, num tempo em que vemos a estranheza crescer.

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