
A propósito da manchete de hoje no Expresso que refere que as "Escolas estão a cortar aulas de História" (para dar lugar a aulas de "cidadania"), lembrei-me de um post lido aqui, há dias, em que o autor defendia a ideia nada descabida de dever a Escola limitar-se a ensinar Matemática, Filosofia, Gramática e Latim. Descontado o exagero (?), acredito que talvez dessa forma se estragassem menos famílias. Por exemplo, a disciplina de História, pelo menos até ao 9º ano, não passa de uma cartilha panfletária de propaganda aos clichés e estereótipos que sustentam a narrativa da oligarquia que nos pastoreia. (O meu filhote de 12 anos que frequenta uma escola católica, chegou no outro dia a casa convencido que a Revolução Francesa se dera porque a rainha gastava o dinheiro todo em jóias - ficou por explicar a justificação da perseguição chacina do clero). Certo era que com um cardápio assim minimal de disciplinas se poupava muito trabalho a pais extremosos como eu de passar a vida a desmontar os clichés que os miúdos aprendem na escola e a desafiá-los a pensarem pelas suas cabeças com dados alternativos.
A ilustração até faz justiça ao acontecido.
ResponderEliminar"O rei e o príncipe herdeiro são assassinados" é muito raro encontrar-me essa formulação.
Normalmente, a informação prestada é, apenas, que o rei morreu.
Quanto a população que ansiava pela mudança de regime, eh, eh, eh... só mesmo rindo podemos aceitar uma atoarda dessas.
Há já crianças que dizem que Portugal começou a existir só depois de 25 de Abril de 1974.
ResponderEliminarAfirmam convictas que antes era só miséria que se caracterizava por nada haver: nem telemóveis, nem mac donalds, nem jogos de vídeo, discotecas, festivais de música e charros....
As Escolas estão no "bom" caminho!
Eu nasci em 1979. Tive a disciplina de História até ao 9º ano, recordo-me que sobre História Internacional tive de aprender quase tudo sobre a revolução russa, Lenine, Estaline, Mao, etc. Era socialismo dia sim, dia sim. Sobre a fundação dos EUA, liberalismo ou capitalismo, nicles, zero. Não admira, portanto, o estado da nação.
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ResponderEliminarNo meu tempo, uma década antes, a fundação dos EUA dava-se no 8º ano.
O 9º ano estava reservado á historia do século XX.
Curiosamente pouco se fala da Magna Carta, da limitação do poder Real e do "Habeas Corpus" que introduziu. Foi em Inglaterra, corria o ano de 1272.
ResponderEliminarCuriosamente não se fala da abolição dos poderes feudais, Carlos II, Reino da Grã-Bretanha, aí por 1640 (±).
Curiosamente não se fala do primeiro parlamento eleito. A Câmara dos Comuns, 1689. Passou a parlamento da Grã-Bretanha em 1702.
Círculos uninominais por maioria relativa que ainda se mantém.
Bem, ainda estamos a 100 anos dos 1789 da Revolução Francesa. França, a tal que pariu, após a sua grande revolução, o pré-Hitler que quiz reconstruir o Sacro Império Romano Germânico.
Coitado, perdeu, tal como o seu sucessor Adolfo, às portas da Rússia no Inverno.
E depois fala-se na Grande Implantação da república em Portugal: 5 à janela com a bandeira verde e vermelha (inspirada talvez na nigeriana) e umas dez pessoas a aclamar, perante a indiferença dos passantes.
Mas a indiferença do povo durou até hoje. Não fossem os programas escolares afirmarem que os reis são uns tipos que vestem armaduras de ferro e andam sempre a cavalo.
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