A manhã despertou com uma luz cinza, desolada, profana: nem ouvi o sino tocar na igreja aqui ao lado. Vejo a praceta deserta da minha janela, onde junto aos caixotes do lixo esvoaçam uns farrapos de papel de embrulho colorido e rolam garrafas vazias, despojos da véspera. No parque em frente uma solitária criança aplica-se afoita no baloiço, num vai e vem estonteante e sincopado, insistente. Desconfio que ela preserva os seus olhos onde ainda brilha o milagre do Natal que foi ontem. Nas crianças é que depositamos a nossa esperança, não é verdade?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
No centenário da "Revolução Nacional"
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
-
"Desencadeado a 28 de fevereiro por um ataque norte-americano e israelita ao Irão, o conflito alastrou-se a grande parte do Médio Orien...
-
Tem havido, recentemente, alguma discussão sobre a necessidade de transparência a propósito de Aguiar Branco, quer pelo que disse no 25 de ...
-
Em 1915, um obscuro periódico provinciano, " Os Ridículos ", preconizava acerca da República, que dizia encontrar-se « no seu es...
Garrafas vazias é um dos lixos hoje em dia mais ubíquos na cidade de Lisboa. Eu passo a vida a encontrá-las ao andar pela cidade.
ResponderEliminar