terça-feira, 15 de maio de 2018

O Dia em que o Rei faz anos

Familia Real.jpg


Quis o destino que o chefe da Casa Real Portuguesa, o senhor Dom Duarte de Bragança nascesse naquele que é hoje oficialmente o Dia Internacional da Família. Por sinal, a Família Real Portuguesa constituiu a melhor propaganda para o modelo familiar tal como eu o usufrui: um projecto perene, crivo cultural com história própria, território protector do grande monstro igualitário da cultura dominante para a formação de seres críticos e livres.


De facto a família assim entendida atravessa uma profunda crise: cada vez há menos casamentos, no sentido da formação de novas “casas”. Segundo a Pordata, no ano passado, das poucas crianças nascidas, mais de metade terão sido fora do casamento. Também no meu círculo noto que são cada vez mais frequentes as relações amorosas “liberais” prolongadas, assumidas com um pé dentro e com outro fora da casa dos pais. Ironicamente são as famílias sobreviventes o porto de abrigo desses deambulantes jovens adultos, eternos filhos pródigos que adiam compromissos, por troca dum prato de lentilhas ou um smartphone de última geração, símbolo da sua “liberdade individual”. Toda a precariedade dos vínculos dos dias de hoje convida a uma sociedade de indivíduos isolados e frágeis com pertenças difusas, efémeras. 


É também em virtude da minha profunda crença num modelo de sociedade fundada em famílias livres e orgulhosas da sua história que eu sou tão convictamente monárquico. Nesse sentido os meus votos de parabéns ao senhor Dom Duarte é reforçado pelo orgulho que tenho na Família Real e que tão bem reflecte o modelo das minhas mais profundas convicções. Longa vida ao rei dos portugueses! 


 


Publicado originalmente no jornal i

7 comentários:

  1. Desculpe, Sr. João, "

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  2. Pronto, o João Távora gosta dessa família. Não tenho nada a ver com isso, porque também gosto de elogiar as pessoas de quem gosto e os blogues e redes sociais também servem para isso. Mas essa do "

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  3. Quem num gosta, num come...zé povinho metidiço...

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  4. em 2005 conversei cerca de uma hora com o Sr Duque.
    dediquei-lhe um livro onde juntei textos sobre D. Miguel em Roma e  Infanta sepultada na Igreja de S. António. forneceu-me indicação do local onde o dito Rei morou na Áustria. 
    simples, amável, culto, profundo conhecedor do mundo.
    como Pedreiro-livre desejo-lhe longa vida com a melhor qualidade
    é pena que a maioria dos nativos (mesmo em altos cargos) use pena na cabeça e osso no nariz

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  5. Acho curioso este post, até porque muitos dos antepassados do Sr D. Duarte nasceram fora da família.

    Numa época em que não existiam smartphones qual seria a desculpa deles?

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  6. Ora aqui está um Homem. Muito bom e muito educado comentário

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  7. Ó família linda, maravilhosa!! Sim senhor, dá gosto olhar para a foto!! Pena que não consiga colocar a "geringonça" fora! 
    Lindos todos! Parabéns a Sua Alteza Real 

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