(...) Faz falta pensar, sobretudo pensar. Os tecnocratas que nos apoquentam, os que nos bombardeiam diariamente com chavões como challenge e leadership e branding, não entenderam, ou não quiseram entender, o poder da marca na política: e essa marca é a ideologia, firme, segura de si.
Ao ambicionar diminuir-se ideologicamente, para com isso assaltar o eleitorado ao centro, o CDS consolida a desconfiança já tremida daquela que é a sua base: a direita. E porque um mal nunca vem só, enxota de vez os desapontados, aqueles que nos mais de 40% de abstenção não se reconhecem neste sistema putrefacto do arco da governação. (...)
A Ler o Ricardo Lima n'O Insurgente
o poder da marca na política: e essa marca é a ideologia, firme, segura de si
ResponderEliminarDisparate. Na política, quando os tempos mudam as ideias também mudam. Os partidos são instrumentos das vontades e preocupações da população e mudam de temas com o tempo. Isso é verdade com o CDS como com os outros partidos, em Portugal como noutros países. Poucos são os partidos cuja ideologia é mais ou menos constante. (O PCP é um exemplo.) A maioria dos partidos tem ideologia que vai variando consoante o estado de alma do eleitorado.