terça-feira, 14 de março de 2017

No pasa nada

Parece que o voto assumido de Rentes de Carvalho, o nosso holandês em Amesterdão, amanhã em Wilders está a gerar uma onda de indignação nas nossas puritanas redes sociais. Talvez fosse pedir demais que as essas virgens ofendidas do politicamente correcto se informassem sobre a enorme embaraço gerado pelo multiculturalismo e pela vaga de refugiados que por estes dias invade essa Europa a dentro. Bem sei que em certas matérias a Europa parece-nos um bocadinho longe…

5 comentários:

  1. Eu acho triste, brincar com o fogo! 

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  2. Uma indignação nas redes sociais com a indignação das redes sociais.

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  3. Lamentavelmente o sr. Távora e o sr. Rentes não percebem nada disto. As coisas resolvem-se civilizadamente, à maneira batava, como sempre.

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  4. 1. O Erdogan é que é democrático.
    2. Uma das ignorâncias que pululam por aí é a "extrema-direita". Há direitas como há esquerdas. Há direitas mais ou menos autoritárias, como esquerdas.
    3. Wilders não tem nada a ver com Le Pen.
    4. É pró-UE...p. ex..
    5. O que existe na Europa atual é uma lamechice medonha seja à direita seja à esquerda. Mas...que interessa?...no mundo real...a Europa já não conta...

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  5. Vaga de refugiados:
    A vaga de refugiados que atingiu Alemanha em 2015 consistia em ca. de um milhão de pessoas. Tendo Alemanha 83 milhões de habitantes, dou este exemplo para se ter uma ideia da proporção da vaga:
    Numa escola com uma dimensão de turma média de 27 alunos, a tal vaga inundava cada terceira turma desta escola com um aluno refugiado.
    "Vaga de refugiados" é um termo que exprime e procura incitar medo.
    Medo que desaparece quando se toma consciência da verdadeira dimensão do problema, e quando se toma contacto com a realidade. Nota-se que na Alemanha, a percentagem que estão contra o acolhimento de refugiados é tanto maior como menos refugiados têm. Em locais onde foram colocados refugiados, sem ser de forma muito desproporcional, o ressentimento anti-refugiado diminuiu, graças à experiência da realidade da "vaga" e ao encontro com pessoas de carne e osso. (Há vários exemplos contados na comunicação social, mas posso recorrer ao exemplo da minha terra natal, uma vila de 10.000 habitantes, onde isto aconteceu.)
    Dito isso, os refugiados obviamente são um problema, a integração quer no mercado laboral, quer na sociedade civil não é fácil. Mas não é nada que justifica o dramatismo, pelo menos não na Alemanha.

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