A propósito da desastrada tentativa de retirada do estatuto de gestor publico e respectiva isenção de declaração de rendimentos ao Tribunal Constitucional à equipa de António Domingues pelo governo da geringonça, é curioso como a insuspeita jornalista Ana Sá Lopes neste editorial se dirige a Marcelo Rebelo de Sousa que veio a terreiro defender as trafulhices do ministro das finanças como se fora seu. Sendo esta a maior fragilidade do regime semipresidencialista que temos, parece-me no entanto escusado que o Presidente da Republica venha atolar-se desta maneira na lama, prescindindo dos mínimos de higiénica equidistância. Acontece que não vale tudo para proteger a estabilidade da frágil geringonça e "parecer bem" às esquerdas; Marcelo não é o chefe do governo e desta forma arrisca-se a descambar com ele pelo cano abaixo da credibilidade. Definitivamente os portugueses mereciam mais de um Chefe de Estado, se é que me faço entender.
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Como simpatizante de mera proximidade do PSD votei no Henrique Neto porque já sabia quem era Marcelo há muito e portanto não tenho problemas de consciência. Marcelo não lhe chega às canelas, nem chegará nunca.
ResponderEliminarTem razão, aceita-se que um comentador político possa seja eleito presidente da República, mas o que não é aceitável é que um presidente da República faça de comentador político, esquecendo o ditado popular: cada macaco no seu galho.
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