Pelo que percebo, estes problemas todos na Caixa Geral de Depósitos resultam da opção do governo que consiste em manter a propriedade pública da caixa mas pretender que o esforço do accionista na sua capitalização não seja considerado como ajuda de Estado.
Para isso, a CGD tem de ser gerida como uma empresa privada, embora propriedade do Estado.
Se assim é, qual é o interesse em ser do Estado, se o Estado se tem de comportar como qualquer privado na sua gestão?
Privatizam a coisa, usam o dinheiro ganho na privatização para diminuir a dívida do Estado e o accionista que vá arranjar o capital onde quiser.
Tal como a coisa está a ser gerida parece-me que irão aparecendo sempre complicações em resultado desta opção por ser e não ser, ao mesmo tempo.
Eu, enquanto accionista forçado, sinto-me com o desespero da mãe de uma adolescente com quem foi comprar roupa com um caderno de encargos muito claro: conseguir encontrar roupa que fosse igual à de toda a gente, porém, diferente.
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