quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um país inSeguro

O tom radicalizado assumido por António José Seguro reforça a minha ideia de que o PS envereda por caminhos escusos na sua estratégia de assalto ao poder, que fragilizado, arrisca um dia destes lhe caia ao colo. Se esse discurso de desespero satisfaz o aparelho do partido e as franjas mais à esquerda do seu eleitorado que acredita genuinamente que a ruptura com o Euro é saída válida para a crise, desconfio que a irracionalidade das reivindicações assuste o eleitorado de centro que é aquele que consubstanciaria aos socialistas uma clara vitória eleitoral. De resto, nas actuais circunstâncias o excesso de teatralização no combate político prejudica qualquer uma das partes da contenda: as pessoas da rua não só descrêem em promessas fáceis, como anseiam secretamente o termo deste ambiente de pré guerra civil e por uma solução o menos dolorosa que possível para a crise financeira em que o País mergulhou com o governo Sócrates.


Se a votação nas autárquicas não for um indicador credível desta tese, aguardemos então pelas próximas sondagens para verificar.

1 comentário:


  1. Seguro está a seguir a receita que Passos seguiu em 2011.
    Em receita que ganha não se mexe.
    Provavelmente o seu amor à coerência e à verdade é tão grande como foi o de Passos.
    Mas se já resultou uma vez pode ser que resulte a seguir.

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