"Nunca foi consumida tanta informação e, paradoxalmente, nunca valeu tão pouco o jornalismo. Na Internet, onde a maioria procura informar-se, o que mais há são rumores, boatos e teorias da conspiração. Nos jornais, rádios e televisão há cada vez menos condições para investigar, analisar, produzir bons dossiers informativos. Vale a santa opinião. O estatuto de um jornalista mede-se mais hoje pela capacidade de produzir opinião do que pela qualidade das notícias que faz."
"A Santa Opinião" - Paulo Baldaia, In Diário de Notícias de 25 Agosto
Como bom jornalista, Paulo Baldaia salienta, do lado da internet os rumores, boatos e teorias da conspiração, queixando-se da falta de condições
ResponderEliminar
ResponderEliminarBasta ver que em Portugal nunca houve um jornalismo judiciário sério,e no âmbito da crónica refira-se o caso único de Teixeira da Mota.
Nos últimos tempos, mesmo na política, a maioria dos jornalistas não sabe tecnicamente do que fala ou escreve, e daí a opinião em vez do facto nu; exemplo disso ligado à primeira questão descrita no 1º par. é a senda das candidaturas autárquicas, os tribunais e a lei eleitoral que pelos vistos poucos jornalistas sabe que existe atenta a "opinião" veículada.
Então como pode ser bom jornalista se não distingue o que a Isabel destaca? Não tenho opinião tão favorável e seguramente não sou consumidor da sua alegada boa opinião, aliás acho-a capciosa e facciosa quando calha de o ouvir na TSF (que ouço cada vez menos, aliás).
ResponderEliminarO "bom" aqui é uma figura de estilo. Podia ter dito simplesmente "Como jornalista" até porque, em rigor, não faço ideia se o Paulo Baldaia é bom ou mau. Mas é típico dos jornalistas tentarem passar a ideia (que se calhar honestamente têm) de que a internet é o reino do faz de conta e que só o jornalismo "à séria" tem o monopólio da seriedade. Quando eu, pelo menos, é na internet que vejo as reflexões mais profundas e interessantes, em grande parte porque lá se encontram duas coisas que faltam imenso ao jornalismo actual: tempo e independância. E milhares ou milhões de pares de olhos a fazer de revisores, claro.
ResponderEliminarAssim concordo totalmente.
ResponderEliminarMas, lá está, a Isabel descaiu-se com o "bom jornalista" quando nem sabe muito dele... E quanto aos jornalistas "queixarem-se" da net, pois não deviam porque os meios (investigativos) são desiguais, a representatividade (falar em nome de um título é uma coisa...) nem se fala (mesmo para freelancers, que praticamente não existem nem podem sobreviver), e a net (blogues e tutti quanti) só querem dar precisamente opinião - quando muito, quando sucede alguém estar presente num evento, contam uma história, ou desmentem a versão "profissional", diferente da de um jornal.
ResponderEliminarPara todos os efeitos, o que causa mossa aos jornalistas é serem acusados de parcialidade e, amiúde, falta de conhecimento do que tratam. Mas disso é muito acusado o Paulo Baldaia, por exemplo...
Aaaahhh! Tem as aspas mal postas! Não é "bom jornalista" é "bom" jornalista... Para mim é como dizer "O lobo, como bom carnívoro que é, faz isto e aquilo". Na sua especificidade de carnívoro, na sua especificidade de jornalista. É mesmo uma figura de estilo (aparentemente má, pelos vistos!) "Como é típico dos jornalistas, o Paulo Baldaia salienta etc". Peço desculpa se fui ambígua na minha expressão. Na minha mente era precisamente isto que eu queria dizer porque, na verdade, do Paulo Baldaia só sei que é jornalista, mais nada, pelo não me espanta nele o comportamento típico dos jornalistas, independentemente de ser bom ou mau jornalista.
ResponderEliminar