(...) Todos terem opinião não implica que estas sejam igualmente verdadeiras, ao contrário do que este novo doutrinamento pretende evidenciar pela concessão à dicotomia “quem reconhece o que digo está correcto, quem não reconhece é uma besta“. Também isto é o politicamente correcto: ou aceita enquadrar-se no bullying da “razão progressista” ou é vítima do própriobullying. Por exemplo, a forma que um progressista-politicamente-correcto tem para criticar este artigo é: insultar o autor, rir do conteúdo (sem o tentar contrariar) e/ou desvalorizar o seu teor com um pedante “nem vale a pena“. Curiosamente, todas são reconhecidas falácias retóricas, acrescidas da homem-de-palha; nada que impeça o progressista, cujo propósito é esvaziar qualquer discussão ao seu auto-peer-reviewed postulado, demonstrando a impossibilidade de validação ser tão universal como deseja. (...)
Victor Cunha "Micro-ensaio sobre a certeza" a ler na integra aqui.
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