Paulo Portas explicou ontem ao país o porquê da firmeza do CDS no compromisso da estabilidade que garante o cumprimento do "memorando", a única forma de dos libertarmos a breve trecho da Troika e de uma tragédia ainda maior. Com essa premissa de fundo bem clarificada, o presidente do CDS mostrou que, apesar destes excepcionais tempos de tormenta, ainda não desistiu das eleições, assunto que afinal é da natureza dos partidos numa democracia. Resta-lhe demonstrar ao ministro Gaspar como se poderá compensar os cerca de 400 milhões de euros da sobretaxa aos reformados de que se demarca. O mesmo que se deve exigir a Seguro quando nega toda uma trágica realidade: a intransigência dos credores.
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A burguesia revolucionária
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ResponderEliminar1.- Como anda tudo com medo da clientela eleitoral, isto ainda é suave...muito suave;
2.- Quando for evidente que mesmo lá fora não há dinheiro...a coisa tornar-se-à mais complicada.
3.- Assim, não ouvi coisas sérias, sim coisas que a médio prazo dão consequências:
a) extinção das autarquias com a redução às capitais de distrito, logo 55000funcionários teriam de arranjar a vida que os contribuintes não podem dar;
b) redução das rentabilidades das PPP´s (verdadeira desorçamentação...i.e. retirar do escrutínio da AR dinheiro público...algo que um partido com matriz liberal não pode pactuar). Não há contratos bloqueados, há maus juristas a interpretá-los.