(...) Porque é que a libertação do modelo familiar não pode emancipar-se das concepções de conjugalidade (que no fundo são meras emanações do paradigma religioso) e transformar-se realmente em algo puramente livre? O grupo deswingers da Avenida da Boavista, a comunidade de amor-livre da tenda 4 do Boom Fest, ou o Grupo Excursionista e Recreativo do Parque de Campismo da Costa da Caparica, são aglomerações humanas com tanta dignidade e insondabilidade de afectos como outra qualquer. Deverão ver reconhecida a sua relação, como outras quaisquer, tendo assim possibilidade de casar, adoptar e de ser reconhecidos como núcleo essencial de vida e educação. (...)
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"concepções de conjugalidade (que no fundo são meras emanações do paradigma religioso)"
ResponderEliminarAi é? muito me contam... quer dizer, tantas milhares de páginas a explicar-nos que a união entre uma mulher e um homem precede a religião, que é uma coisa biológica, natural, e agora é afinal uma emanação do paradigma religioso? LOL
ResponderEliminarEsta tática já todos conhecem, homem. O "corcunda" podia dizer o mesmo da seguinte forma, menos elaborada e rocócó: se dois homens ou duas mulheres se podem casar, porque não um homem com uma galinha?
Perceberam o truque retórico?